Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Quanto tempo te resta? Você sabe quanto tempo? Você trabalha, constrói, cria uma família. E depois? Dia e noite lutando, mas o fim é sempre o mesmo. E você sabe qual. Viva o hoje...
Num tempo em que o amor se desfaz em fragmentos, como folhas secas sopradas pelo vento indiferente…
Num tempo em que os corpos se encontram, mas as almas não se reconhecem,
em que o prazer se tornou moeda fria e o desejo, um artifício sem essência…
Ali, no meio do deserto emocional de uma época árida, dois seres foram colhidos pelo sopro misterioso do destino.
Ela, mulher já moldada pelo rigor dos estudos e pela solidez das escolhas;
ele, homem simples, que caminhava com a esperança nos ombros e a dignidade como única bagagem.
E então, como quem não teme o improvável, a vida — com seus dedos invisíveis — conduziu-os ao mesmo instante, ao mesmo espaço.
Ele buscava apenas um trabalho.
Ela, serena e altiva, conduzia os trâmites das contratações.
Mas o que se deu naquele momento fugiu à lógica das funções e papéis.
Os olhos dele encontraram os dela — e nesse breve cruzar de olhares, o tempo pareceu deter sua marcha.
Um frio, suave e lancinante, percorreu-lhe o ventre;
o coração, em súbita rebelião, disparou, como se quisesse anunciar-lhe que havia acabado de adentrar outro universo:
um mundo de possibilidades jamais sonhadas, de beleza não prevista, de encantamento silencioso.
Ela, com um sorriso que parecia carregar toda a luz ausente daquele mundo tão sombrio, o acolheu com uma delicadeza que não sabia ter.
O tempo, então, os envolveu com sua rede sutil: as mensagens foram nascendo, os diálogos se multiplicando, a amizade se firmando como quem finca raízes em solo fértil.
Mas, aos poucos, algo mais delicado, mais tênue — e por isso mesmo mais perigoso — começou a despontar.
Ele, envolto em desejos calados e vontades que jamais ousara confessar, percebeu-se enamorado.
Ela… ah, ela, embora casada, embora presa aos laços que o tempo e a história haviam tecido, pressentia, em cada palavra trocada, que aquele homem guardava para ela um sentimento que transcendia a amizade.
Mas, com a altivez de quem conhece o peso das escolhas, permaneceu firme, limitando-se à candura da amizade e ao respeito que ainda tributava ao casamento, apesar das dificuldades que o atravessavam como ventos insistentes.
E assim, ambos permanecem, suspensos…
Como folhas que o outono ainda não decidiu deixar cair,
como estrelas que se olham de longe, cientes de que, embora se reconheçam no brilho mútuo, jamais poderão colidir sem que o universo se parta em dois.
E fica, então, a pergunta que apenas o tempo poderá responder:
Será que o mesmo destino que os fez se encontrarem ousará, também, uni-los?
Ou será este um amor que deverá permanecer, para sempre, no território do não-dito, do suspenso, do que poderia ter sido, mas não foi?
O tempo — este velho escultor de verdades e silêncios — dirá…
Pois o amor, quando é verdadeiro, não conhece pressa: ele é paciente como quem sabe que, mesmo no mais árido dos desertos, sempre haverá uma flor a nascer.
Um amor assim: belo, intenso… e, quem sabe, perigosamente eterno.
Aqui, o tempo desacelera, o coração fala, a alma se enche de esperança, pronta a sonhar. Um pedaço de céu, um lar de mar, onde amar é fácil, onde a paz reluz, pura luz.
Minha Fé Inabalável: De Petrolina ao Lar e Além
"Lembro-me de um tempo antes dessas recentes dificuldades. Foi por causa dessas experiências passadas que hoje não busco tratamento em médicos ou em coisas do mundo. Minha confiança está firmada no Médico dos médicos, pois Ele sempre me ajudou em diversas fases da minha vida.
Muitas foram as vezes em que chorei, mas uma memória se destaca, algo que aconteceu antes de tantas outras provações recentes. Quando deixei Petrolina e retornei à minha cidade natal, voltei a morar com meu pai. Naquela época, eu não era casado e chorava por não ter uma família, por não ter filhos.
Lembro-me de ter clamado a Deus por isso. Eu estava disposto a perder tudo que tinha, todo o dinheiro que havia guardado – algo que hoje já não possuo na mesma medida. E Deus me atendeu: Ele me deu uma família! Me deu minha mulher e meus filhos.
Passamos por dificuldades, aflições e problemas juntos, sim. E sei que hoje enfrento um novo problema em minha vida. Mas tenho uma fé inabalável no Senhor de que este momento de aflição também passará. Assim como Ele agiu antes, Ele agirá novamente. Minha vida e minha saúde estão nas mãos Dele, e é Nele que deposito toda a minha esperança."
A Providência Divina no Deserto e a Lição da Oferta
"Houve um tempo, logo após me casar, em que a vida me testava com uma dureza implacável. Eu ainda não tinha minha casa, nem meu filho havia nascido. O peso de prover para minha família caía sobre mim, e os trabalhos eram exaustivos e perigosos. Eu lidava com esterco, um serviço pesado que traz doenças e que poucos ousam fazer. Também carregava lenha para as cerâmicas, enfrentando riscos constantes. Lembro de uma cobra que chegou a morder minha calça, mas não era venenosa. No entanto, por ali, tive contato com outras, como cascavel e jararaca, o que mostrava o perigo constante.
A dificuldade de trazer comida para casa era imensa. Minha mulher recebia R$ 200 do Bolsa Família, e eu, trabalhando com esterco e lenha, ganhava cerca de R$ 500 por mês. Lembro dos momentos em que, em meio ao desespero, cheguei a proferir blasfêmias contra Deus. Eu não tinha quase nada, mas ainda assim me sentia 'obrigado' a dizimar e ofertar. Naquele tempo, eu não compreendia o real sentido da oferta, apenas via o sofrimento que passava.
No entanto, mesmo na escassez, a providência de Deus se manifestava. Nunca me faltou nada, e jamais precisei mendigar o pão. Deus me sustentava com o pouco que eu tinha.
Foi a necessidade que me levou à casa da minha sogra, na região de Salgueiro. Lá, tive um encontro transformador. Aprendi com um pastor o verdadeiro significado de ofertar e dizimar. Foi nesse período que comecei a dar valor a cada pequena coisa que eu possuía, percebendo que a maior riqueza não era material, mas a provisão e a fidelidade de Deus, mesmo nos momentos mais difíceis."
Paciência é o tempo vestido de esperança,
É flor que desabrocha na calma da confiança.
É saber que o fruto não nasce ao gritar,
Mas no silêncio de quem escolhe esperar.
É arte de ouvir o relógio do universo,
Mesmo quando o coração grita em verso.
Paciência é ponte entre o querer e o chegar,
É saber que o caminho também faz o caminhar.
Ela não para, apenas desacelera,
Dá espaço para a vida, sem pressa ou espera.
É atitude nobre de alma madura,
Que entende: o processo também é a cura.
O TEMPO tá passando, e às vezes despercebido, as horas estão cada dia mais atropelando os instantes e momentos. Viva a vida com SABEDORIA, sem ultrapassar os limites, e sem adiar o AGORA.
A forja que procura, já reside em você,
De um tempo passado já pronto a florescer.
O vazio da mente onde a dúvida nos invade,
Pois na incerteza mora a pura liberdade.
Respire fundo, sinta a brisa dos mares,
cada sonho inerente como sua voz, de amores.
POeMA DE SEGUNDA
A semana começa.
O dia termina.
O tempo voa.
Sexta chegou —
e o tempo foi pouco.
Sábado passou,
domingo é sala de espera pra segunda.
Tudo recomeça.
A roda gira:
tempo, trabalho, tropeço e o vôo.
E a vida?
Bilhete de ida
pra um tempo qualquer
Pra uns, curto.
Pra outros, um pouco mais.
No fim,
somos só isso:
passageiros do tempo,
com hora marcada.
O perdão que mais liberta é o que damos a nós mesmos, e o tempo, quando compreendido e aceito, é o melhor remédio.
Você
O seu olhar me acalma no momento que que seu sorriso faz o tempo parar ao meu redor.
Você tem o poder de de me tirar da realidade e me jogar no mundo dos sonhos, aonde só existe você e eu.
Você, sempre você.
Rosa Angelical
Há um tempo em que o caos se cala, e cada detalhe da vida repousa no exato lugar que a vontade de Deus desenhou em silêncio.
Nem todas as rosálidas do tempo têm a fragrância da tua presença ou o toque florável do teu carinho.
As lágrimas
Quanto tempo faz desde a última vez? Nem me lembro mais. Antes era tão mais fácil, tão mais comum. Quando caía no chão e ralava o joelho, ou ao levar uma bronca da mãe, quando brigava com o irmão, ou quando perdia algo valioso.
Elas vinham como um dia chuvoso, lavando a alma e logo depois o céu ficava azul novamente.
Mas já fazia um tempo que elas não caíam. Até que hoje choveu bastante, como nunca antes, mas o céu não ficou azul. Elas não lavaram a alma.
Elas apenas caíram...
Vento Gelado
Vento gelado muda a estação
Mostra o caminho te dá a direção
Olha o tempo reconhece a mudança
Acredite tenha fé não perca a esperança
Valorize o pouco que chega com a dor
Cure as feridas nós braços do amor
Sonho que se sonha não pode passar
Lutas diárias não vão acabar
Siga o vento e mude a estação
Corra o caminho e abra o coração
Chegará o dia que se faz a merecida
Siga seu vento e mude sua vida
