Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Amar É o Que Faz o Tempo Estar
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Chega um momento em que as emoções se acentuam;
São nos toques que o amor ganha forma
E as vontades, nascidas do abstrato, se materializam.
Tudo é indispensável quando estamos amando,
Onde o amanhã parece hoje ser sempre o agora,
Pautado no imediato de um simples e puro gostar,
- Repletos de futuros primaveris.
Parece que a vida toma um ciclo proposital
De sonhos e realidades, envoltos do ser amado.
E nesse giro que movimenta o mundo,
Ao qual parte fica e parte se vai,
Amar é o que faz o tempo estar. E ele para,
- Ainda que por alguns relances de fragmentos -,
Fundamentado por doses únicas de paixão;
Esquentes como numa noite de verão.
Não se mescla dor com amor,
Embora erroneamente tentem associá-los.
Pois o amor segue como luz, como encantamento,
Plenos tons que orquestra sedução dentro da gente,
Dando calmaria aos sentidos, em sentimentos de paz.
Não, a dor não cabe no amor, e nem o acompanha.
Porque o amor, em legítima solitude, traz quereres,
Fica presente, empossa os corações dos amantes,
E por vontade própria, jamais se vai.
A vida me conduziu
E cheguei até aqui
Já cai e ja levantei
Porém nunca desisti
O tempo é um soldado
Um vigia acordado
Que no olhar tem requinte
Hoje sou menos afoito
Fazendo quarenta e oito
No Ano dois mil e vinte
Léo Poeta
O tempo consome os programas políticos sem dó, nem piedade; as famílias clamam por estabilidade e melhores condições de vida, mas, o inimigo global, não quer saber de educação, turismo, cultura ou saúde, daí ser preciso o esforço de todos, para que possamos vencer esta batalha circunstancial.
O medico e o escritor
Era uma vez, na perdida do tempo, se encontraram o médico e escritor.
E na lasca do destino sentaram-se juntos e formataram uma prosa.
E no dialogo, ao findar da noite, perguntaram-se:
– Me esqueci, o que você faz mesmo? O outro respondeu:
– Eu curo os defeitos do homem, sou médico.
– Você cura o quê?
– Os enfermos.
– Quais enfermos?
– Enfermos do corpo, os do espírito somente Deus cura. E você, o que faz?
– Eu escrevo o pensamento do espírito, a ilusão, palavras de sentimento, a percepção das pessoas perante a vida.
E o médico diagnosticou:
– Então, concluindo, somos todos enfermos! Eu vendo o diagnóstico e você atravessa com palavras de consolo.
– Não, doutor. Deus nos criou perfeitos, a concepção nos fez imperfeitos.
– Então, para ser medico também tem que ser escritor. O literato respondeu:
– Há várias formas de cura, a física e a espiritual.
– Então o que nos une no mais profundo?
– A dor é o que nos prende. Você, médico, acalma e silencia esta dor. O escritor roda no escrever sobre o caminho delineado do existir. De onde “derivou” a dor, as expressões enfermas, a “trajetória agonia” do quotidiano que gera toda a moléstia.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Nosso tempo acabou é triste
Você bagunçou tudo aqui
Me inventei e reinventei
Só pra te ter. E pra que?
A vida às vezes promete mas não cumpre
Eu sei que criei um castelo de areia
Que no primeiro vento se ruiu
A culpa não é minha, a culpa não é sua
Desencontros, enganos e por quê?
Cadê aquele brilho no olhar?
Onde foi que nós perdemos?
A vida não perdoa quem se engana.
Sinais eram todos e alguns a mais
Era mais fácil acreditar que tudo ia mudar
Que um dia acordaria com aquele seu sorriso
E vida nos surpreenderia com alegria
É verdade eu sempre soube
Mas não quis acreditar
Seu desejo nunca foi estar ali
Você só não tinha a onde ir
E agora o que sobrou de mim?
Além dos cacos e ecos
Memórias de uma vida de ilusão
Pra que sofrer ? Se vai passar.
" Se abra para vida. Alie á preciosidade do seu tempo. Liberte da ignorância e caminhe de cabeça erquida, passo á passo as possibilidades de um futuro ... "
Meu amor ………
O que é o tempo perdido , senão nossa escravidão diária as convenções
E , obrigações sociais .
O tempo nos mostra como somos impotentes diante das leis imutáveis do universo
Esse tempo quando perdido , escraviza , fere , pune ,faz dos nossos dias horas intermináveis , posto que estamos tão distantes .
Mas tão próximas em sentimentos
Longe de minhas mãos , presente nos meus versos ,na minha canção
desperta no meu dormir , sonho do meu acordar .
Como posso te definir , como posso te decifrar ?
Se estás tão longe de mim
como assim eu vou te amar ?
Pandemia
Tempo de reclusão
De choro e comoção
Tempo de se afastar
Para poder retornar
Tempo De parar
Mas ter que caminhar
Tempo de deixar de abraçar
E também de beijar
Tempo de pensar
E repensar
Tudo o que é
E o que será
Tempo de sorrir e falar
Com os olhos
Tempo de calar
E gritar
Tempo de recuar
Mas saber ter que avançar
Tempo de esperar
Mas também de recomeçar.
Espera
Houve um tempo
Havia, paz, gratidão, consideração
Solidariedade, amizade, sonhos
Entre outros, mas faz tempo...
Que ele se foi, restou traços
Só rastro, embaraço
Tudo virou trapo
Sujo, escondido
Só resta memórias escondidas
Esperando de volta
Voltar aquele tempo
Que se foi...
Mas pode voltar
Este é sem tempo
Puderá eu resgatar
Para estabilizarmos a economia do nosso País, neste tempo de pressão pandêmica, devemos, antes de mais nada e sobretudo, nos assumir como sendo, patriotas e cidadãos comprometidos com a Pátria e com as famílias mais vulneráveis.
Carregamos uma biblioteca em nossa mente, muitas das vezes fechada. Com o passar do tempo decidimos abri-la definitivamente, ai é quando percebemos que a maioria dos livros já não se encontram mais lá.
Às vezes aqueles que se foram mais cedo, aqueles que decidiram que iriam parar seu próprio tempo, aqueles que pararam sua dor por conta própria, estes, estes perceberam que não é possível sonhar acordado, apenas imaginar, então caíram em um sono do qual não podem mais acordar, sua dor parou, sua respiração se tornou um desejo de quem permaneceu acordado... Nenhuma carta foi deixada, nenhum "adeus" foi dito, dívidas de saudades se acumularam e aquele pensamento de que tudo poderia estar bem agora, esse pensamento será eterno.
