Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Pausa é o tempo para se recompor, cuidar de si mesmo, e fazer um inventário dos erros, dos acertos, dos ganhos, das perdas, dos pedaços incongruentes, fragmentados, de tudo que restou após inesperado vendaval ...
se você conhecia as alternativas, tempo para pensar e sabia dos resultados, tem que arcar com as consequências da alternativa escolhida...
No telhado
Em cima do telhado olhando para o céu estrelado senti nossas bocas se tocarem e foi um momento mágico,
um cometa passou, a lua gritou, o tempo nos revelou as horas voando rápido,
teus cabelos espalhados, perfume bem encorpada, roupas levadas pelos ventos ousados,
cacos de vidros jogados ao lado no reflexo de um vejo a nossa felicidade, foi lindo.
O sábio reconhece que há o tempo do plantio e o da colheita. O tolo deseja colher antes de plantar. Não é possível colher algo diferente do que plantou. Se for diferente, vasculhe seu coração. Se ainda assim for diferente, continue vasculhando.
Somos os átomos do universo, tão pequenos e com um tempo de vida tão breve que é como se nunca tivéssemos existido.
TEMPO DE CRIANÇA
Guardo na minha lembrança
as antigas brincadeiras.
Era grande a gritadeira
lá na minha vizinhança
no meu tempo de criança.
Jogar bola e pedalar,
fazer a pipa voar,
soltar forte o peão,
tudo na recordação...
que vontade de voltar!
Ame intensamente, porém tenha consciência que um dia você será surpreendido com a dúvida sua ou da sua companheira ou companheiro.
Quando a dúvida entra o relacionamento sai!
"É certo que quando procuramos refúgio, aonde o coração corre o sangue, se busca o tempo, às vezes, no percurso, eis que se faz na doçura do inesperado ou no engulho do óbvio. Tal qual seja a cor".
A instauração da confiança é sempre um ato unilateral, mas sua progressão vem da ação mútua e do tempo transcorrido.
Durante toda a vida achamos que nos conhecemos enquanto seres humanos. Quando de depende surge uma pessoa, e de forma simples e natural faz com que encontremos sentimentos até então desconhecidos ou congelados pelo tempo.
O bem conhecido tem sido impotente para anular o mal, só mesmo o bem verdadeiro que veio por evolução natural pode fazê-lo. É tempo de se conhecer na Cultura Racional!
[O TEMPO DOS HISTORIADORES]
O tempo dos historiadores ordena (define origens para os processos que examina, atribui-lhes um sentido). Nesta operação, é já também um tempo 'territorializado'. Ao definir sentidos e criar significados para os períodos de tempo que examina, os historiadores exercem poderes de diversos tipos (ou tornam-se instrumentos para o exercício destes poderes).
A demarcação das diversas épocas constitui um dos sinais mais visíveis desta territorialização do tempo pelos historiadores. Estão sempre abertos os limites entre os grandes recortes que são habitualmente denominados de “eras”, “idades”, ou outras designações mais amplas. Quando termina a Antiguidade, e quando começa a Idade Média? Em que momentos(s) esta última já começa a se transformar em uma Idade Moderna? Como denominar cada um destes períodos? Como lidar com recortes e designações que foram herdados de uma cultura histórica que já não é mais necessariamente a nossa, mas às quais já estamos demasiadamente habituados? Quais os limites destas escolhas de recortes no tempo, e quais são os seus potenciais de convencimento como períodos ou épocas que podem ser propostos para serem instrumentalizados, para questões mais gerais, por todos os historiadores?
Delimitar um grande período historiográfico no tempo, separando-o de outro que se estende atrás dele e de outro que começa depois, é uma operação que traz marcas ideológicas e culturais que nos falam da sociedade na qual está mergulhado o historiador, dos seus diálogos intertextuais, de visões de mundo que de resto vão muito além do próprio historiador que está estabelecendo seus recortes para a compreensão da História. Os próprios desenvolvimentos da historiografia – os novos campos históricos e domínios que surgem, a emergência de novas relações interdisciplinares, os enfoques e abordagens que se sucedem como novidades ou como reapropriação de antigas metodologias – trazem obviamente uma contribuição importante para que a cada vez se veja o problema da passagem de um a outro período histórico sob novos prismas. Ademais, é preciso lembrar que, ao se trabalhar sobre um determinado problema histórico, específico de uma certa pesquisa, essas grandes balizas já nem sempre serão úteis para o historiador. Pensar um problema histórico já é propor novos recortes no tempo.
[extraído de 'O Tempo dos Historiadores'. Petrópolis: Editora Vozes, 2012, p.27-28].
