Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
O homem é aprisionado à determinadas situações, as quais nem mesmo a própria razão encontra explicação.
Ruas tristes
Na noite escura
Misteriosa é a lua.
O vento percorre pelas ruas
Uma noite de escuridão.
Ás vezes sombras,
Passos,
Mistério,
Vagam pelas ruas da noite.
Ruas tristes,
Tempo de solidão,
As horas passam,
O tempo não.
O nosso olhar às vezes é levado pelo vento das lembranças, enxergo um mundo sem drogas, repleto de amor, paz e solidariedade.
Tempo. Tempo velho amigo. Tempo menino, dê-nos a chave do teu segredo. Diga-nos por que você sempre é criança
Ao inventar a vela de acender, buscou o Homem produzir luz que se apaga, ao se queimar totalmente a derradeira porção de seu pavio. Até a luz elétrica tem seu ciclo de luminosidade, precisando ser renovada sempre. Pobres Homens-deuses, com o poder nas mãos: inventam e reinventam luzes. Acreditam que a claridade decorrente dos holofotes dos cargos que ocupam os deixam mais luminosos e, até quem sabe, eternos.
Quando a prática é reprisada de forma igual, nossas experiências se congelam no tempo que, ao seu tempo, torna o tempo acelerado.
Caminhos(in)versos
Desnudam-me a arte, o espelho, o tempo e os trilhos.
Mostram-me quem sou, quem não sou,
quem poderia ter sido...
Quem não deveria ser de jeito nenhum!
Ao reverberar em mim, a arte, faz surgir a poesia.
No espelho, meu corpo adquire forma,
enquanto desconforma a vida em sua imensa sabedoria,
conforma-se meu corpo, na silhueta errante refletida no espelho.
O tempo, dá-me, os limites de que preciso.
Na exatidão de teu agir, molda-me a seu bel-prazer
com a precisão cirúrgica de um bisturi.
Os trilhos são os descaminhos, os segredos guardados, os espinhos.
Neles, sigo em apresentação solo, sem platéia ou aplausos
sigo, errante como sempre, e fazendo um monte de merda.
"Nada como um dia após o outro, as dores amenizam, a memória enfraquece e as velhas piadas voltam a ter graça."
Eclipse Lunar
Enrubescida lua de ontem...
Arremessando filiformes lanças
em brilhos raios
direto na retina.
Lunar eclipse de abril...
Raro feito tu
somente as noites sombrias das guerras
e as manhãs frias de dezembro.
No olhar, aparatosa visagem de estrelas escondidas
em densas nuvens adensadas às pressas
por temor de tal fenômeno
que aterroriza momentaneamente os céus.
Sol, lua e terra convergindo
conspirando antes do amanhecer
tramando às ventas de Zeus
planos indecifráveis, planos infalíveis.
Cobre cor em contornos tórridos
perfazem o torso de astros subordinados ao firmamento.
No espaço ilimitado e indefinido onde se movem os astros
um satélite é silenciado, por alguns instantes a terra se cala.
Zeus ira-se ao descobrir tal trama
resistente em sua inteligência
entra em litígio com seus subordinados.
Deuses (outros), tentam atenuar a decisão colérica de Zeus.
Mas Zeus em seu ineditismo
declara o fim da escuridão -
Sol e lua são condenados a permanecer em sua temporalidade habitual
e a terra, é absolvida por sua insignificância.
Com o tempo, percebi que a minha liberdade é o paradoxo entre a natureza independente e a prisão ao mundo. Afinal, ser livre é estar preso à vida!
É tempo de voltar...
perto de mim pra sempre ficar...
que amor é esse que se esquece de amar?
É tempo de voltar
porque aqui é o seu lugar...
que amor é esse que sozinha me deixa ficar?
É tempo de voltar
bem junto de mim ficar...
Não conheço nenhuma razão
pra tanto amor desperdiçar
Chegou a hora
o tempo é agora
o tempo que outrora
o tempo profetizou
Chegou a hora
para o mundo lá fora
certificar onde mora
o tempo que sonhou
Chegou a hora
da nova manobra
em meios às obras
que o tempo barrou.
Chegou a hora
de ir embora
pois a saudades chora
o tempo que passou.
Chegou a hora
da voz sonora
reconhecer embora
o tempo que amou.
Chegou a hora
do tempo que enamora
o amor que penhora
um tempo que parou.
Passou da hora
do tempo afora
que a fé ora
pelo tempo que chegou.
Existem musicas, assim como essa: "Flinch - Alanis Morissette". Que foram inventadas ou doadas do céu, para pessoas simples, humanos mortais, mas que com uma capacidade gigantesca em sentimentalidades.
Essa cantora, ao meu ver, é uma das melhores da atualidade, não por ser apenas "a cantora", mas por ter explodido no mundo com a sua decepção, com o seu temor. E é por essa letra e por tantas outras que sou grata, por ter acompanhado e sido fã de seu grandioso poder em tocar pessoas especiais.
O que você é? - Meu Deus? - Você me atinge como se fosse meu Deus.
O que você é? - Meu irmão Gêmeo, - Você me atinge como se fosse meu irmão gêmeo.
O peso das palavras acima são amargamente sentidas, por quem já sentiu o peso de uma decepção. Afinal, nem mesmo uma década apaga o que parece ter ocorrido a minutos.
Então abençoado seja aquele que você amou, e como diz a canção, que em breve você ouça o nome desse ser e logo mais esqueça, mas como sabemos que isso não é a verdade, que suas pernas se tremam, mas que você continue em pé.
E agradeça, pois poucos seres no mundo farão isso com você. O amor é para todos, mas poucos são para o amor.
Tatyane Nicklas
E então aquela pessoa surge
e está disposta a mudar toda a sua vida
para ficar contigo.
Ela te ama sobremaneira,
e você sente que lhe ama tanto
ou muito mais.
Então não importa o tempo,
não importa a distância,
não importa mesmo os riscos
e outras consequências:
Cabe a você provar o seu valor
e se esforçar para fazer esta mudança
junto com ela.
Na contramão do mundo
Segue a marcha... na contramão do mundo
marchando contra o tempo
marchando contra o fluxo
na contramão da marcha
na contramão de tudo.
As pessoas seguem... marchando a marcha diária
de suas vidas medíocres
em filas enormes, neste cortejo infindo!
Porque todos marcham com tanta pressa?
Pra onde estão indo?
Seguem em direção ao vão profundo
marcham apressados essa marcha hipócrita
essa marcha ridícula
seguem por essa via ilógica
rumo ao labirinto do desconhecido.
Segue a marcha... Na contramão do mundo
marchando na contramão do tempo
na contramão do fluxo
marchando essa marcha diária
em uma vida medíocre, feito soldadinhos de chumbo.
O brilho nos olhos muda com o tempo
Desfaço-me de meus planos
e mudo de direção,
rumo para o norte
pretendendo a sensatez.
A muito abandonei esta história de sorte,
não que seja definitiva esta minha escolha
é que ando meio desacreditado desses jogos,
sabe como é não é mesmo?
Ando sendo direcionado pelos ventos,
os que vêm do sul.
Ando me deixando levar pelas correntes torrenciais
que movem as marés,
sigo agora navegando por novas águas
explorando mares novos,
desconfio que a maturidade muda-me aos poucos
e mudando-me, mudam também as minhas escolhas.
Sinto meu corpo envelhecendo,
minhas mãos estão cada vez mais lentas,
os olhos já não têm o mesmo brilho.
Meus segredos mudam com o passar do tempo,
desnuda-me o tempo,
assim como desnuda-me o espelho
e desconforma-me o vento.
