Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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⁠A Costura do Tempo

No concerto do tempo, onde a memória ressoa,
a roda da costura torna-se volante,
em mãos infantis, nervosas de esperança.
Ali, sob a mesa antiga de madeira,
um mundo se desenha em trilhas e trilhos,
na imaginação fértil que a tudo acolhe.

De ferro e linhas, nascem sonhos motorizados,
o silêncio da máquina transforma-se em estrada,
levando a alma a paragens nunca dantes vistas.
A cada giro, a promessa de um novo destino,
na simplicidade do brincar, a vastidão do universo.

Ah, os primeiros carros, feitos de nada
e de tudo que o coração de uma criança possui.
Éramos inventores, pilotos, aventureiros,
com um fragmento de mundo nas mãos,
tecendo histórias que o tempo jamais apagará.

A criança antevê a felicidade,
não espera que ela chegue para ser feliz.
Hoje, ao lembrar desse recinto sagrado,
onde o riso desafiava o impossível,
sinto a saudade suave como brisa estival,
acariciando o peito, evocando a magia
de quando podia costurar o tempo no chão da sala, meu infinito caminho.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Ação do tempo
É maravilhosa a ação do tempo
que aos pouquinhos vai amenizando
as coisas ruins sendo carregadas pelo vento
e a alma que está ferida vai cicatrizando.
O tempo nem tudo pode apagar
mas sua ação é devastadora
nos empurra para o recomeçar
e desperta nossa alegria inovadora.
O tempo nos leva a refletir
e a colocar tudo no seu devido lugar
sem desculpas para poder fugir
do que precisa se adequar.
Passamos por tempos de distâncias
que nos permite de tudo afastar
e num universo de inconstâncias
mergulhado em dúvidas ficar.
São muitos os tempos de contingência
que parece que nada vai para frente
ancorado em uma estranha resistência
de abrir-se para uma vida eminente.
Que o tempo acalme o coração
e transforme esses fortes sentimentos
em linda e leve recordação
e em todos os tipos de ensinamentos.

Inserida por Genelucia

⁠com o passar do TEMPO aprendemos que o TEMPO só PASSA…

Inserida por Carloseduardobalcars

⁠Muda o tempo o tempo muda
Muda tudo, tudo é vão
Como o tempo é tão feroz, que destrói desata os nós fere e cura
Muda o tempo o tempo muda
Vai curar essa loucura
De esperar correr atrás, ansiedade tão fugaz
Dos delírios da paixão

Inserida por robson_paiva

SOBRE O TEMPO

⁠O
Futuro
é o
Passado
do
Presente.

TODO TEMPO O TEMPO TODO

Majestosa é a natura
Que apresenta fauna e flora!
Coloração se mistura
No Vergel a toda hora!

Eu que sou um nordestino
Que tem força igual bambu,
Meu contemplar vespertino
Exalta o mandacaru!

Sobre o bem viver das aves
Quase sempre me debruço...
Porque vivem sem entraves,
Com Deus controlando o pulso!

Todo tempo o tempo todo
Pulsa a vida em nosso ser,
Não importa, se no lodo,
Ou onde o ente viver!

"A Poesia é" mui bela...
Nos eleva às alturas...
E nos faz navegar nela
Sobre mares de ternuras!


Inserida por chico_mulungu

⁠Então ela respirou, agradeceu e disse: Nunca deixei de acreditar em teus propósitos.

Inserida por andrelina_lima

Com o tempo aprendi que as pessoas são diferentes ainda que em situações idênticas, e que as ações delas, têm mais haver com suas experiências do quê com minhas expectativas, e a partir disso, consegui enxergar o outro de forma mais leve.

Aprendi que tá tudo bem não ter certeza de quase nada, e de querer fazer novas escolhas sempre que possível.

A vida é boa demais, apesar de. E ela também é muito frágil, pra perder tempo com o que não nos faz bem.

Inserida por entrelinhaseprosas

O mundo moderno - e a decorrente alegada “falta de tempo” - impede que as pessoas tenham tempo para comentar ou responder nossos “e-mails”. Mas... Quase todos “exigem” que tenhamos tempo para comentar ou responder os “e-mails” deles. Bonitinhos, né? | 00662 | 15/10/2013 |

Inserida por HhorlandoHhaleRgia

⁠OS HIBISCOS E O TEMPO

Talvez, só talvez, ainda estejam lá,
os hibiscos vermelhos da minha infância,
em algum lugar.
Talvez, à espera da criança que não mais os visitou,
provou de sua doçura em panelinhas de plástico,
partilhou segredos sem importância,
coisas que ninguém mais queria saber,
segredos entre menina e flores,
sem palavras, apenas sentires.

Talvez, só talvez,
os hibiscos vermelhos ainda estejam lá,
em algum lugar na memória,
bordados em calmaria pelo gracioso fio da história.

Inserida por ElisBarroso

O presente é um tempo gordo e grávido. Gordo do passado e grávido do futuro.

Inserida por vilsonsf_1101074

Mas qual futuro, uma vez que o seu caráter tênue em relação ao presente – o instante seguinte já vê pelo retrovisor os outros que lhe antecederam – soa como mais uma dessas ficções discursivas que nos ajudam em nossa obsessiva pretensão de ordenação daquilo que nos parece caótico e incontrolável?

Inserida por vilsonsf_1101074

⁠Deixar o passado no guarda-roupa,
vestir o presente,
colocar o futuro no cabide para depois.

Inserida por Allissoandre

⁠Água
Pra regar a rosa
Dedicar tempo
Escrever prosa
Ver crescer
No meu jardim
Dentre outras mais
Única em mim

Inserida por EricJoLopes


Quanto tempo tem, o tempo?
Temos nosso próprio tempo.
Porém, o tempo tem o tempo de todos nós!

Inserida por dalainilton

⁠[O TEMPO DOS HISTORIADORES E O TEMPO DO CALENDÁRIO]


Um sinal evidente da necessidade de diferenciar enfaticamente o tempo cronológico e o tempo da história é a não-coincidência entre os séculos dos historiadores e os séculos da cronologia, estes últimos contados de cem em cem anos. A proposta historiográfica que encontra mais respaldo entre os historiadores atuais, por exemplo, atribui novos limites ao século “XX”, que não os do calendário secular tradicional. Ao invés de começar em 1901, o “século XX dos historiadores” inicia-se em 1914 – data de eclosão da primeira das duas grandes guerras mundiais, as quais encaminham a devastadora crise dos imperialismos europeus e preparam todo o contexto da Guerra Fria e do estabelecimento de uma política internacional bipolarizada entre os Estados Unidos e a URSS. Este mesmo século que começou um pouco mais tarde termina um pouco mais cedo, em 1989 ou 1991, conforme se queira – já que estas são as datas, respectivamente, da queda do Muro de Berlim e da desagregação da União Soviética, encerrando o período de bipolarização política. Ao mesmo tempo, os anos 1990 já introduzem uma verdadeira reconfiguração tecnológica. Por isso, o historiador Eric Hobsbawm subtitulou seu livro sobre o século passado (a Era dos Extremos, 1994) como “o breve século XX”.

De igual maneira, os limites entre duas “eras” são sempre móveis, de acordo com a análise de cada historiador. Quando se encerra a Antiguidade Romana? Com o saque de Roma em 410, com a invasão vândala em 455, ou com a deposição de Rômulo Augusto em 476? Ou, mesmo antes, será que não devemos considerar, para finalidades de datação do fim da era antiga, a vitória devastadora dos godos sobre as legiões romanas em 378 d.C? Ou talvez, quem sabe, rejeitando todas estas datas pontuais, o fim da antiguidade não será melhor assinalado pelo novo papel que passa a desempenhar o Cristianismo nas sociedades agrupadas sob a égide do Império Romano? Os tempos dos historiadores, enfim, não precisam fazer nenhuma concessão, se não quiserem, aos limites bem arrumadinhos dos séculos cronológicos.


[extraído de 'O Tempo dos Historiadores'. Petrópolis: Editora Vozes, 2013p.26].

Inserida por joseassun

⁠Tudo passa... desde o mais humilde plebeu até o reino mais poderoso passarão... Os feitos, as alegrias, as vitorias e derrotas, passarão... E os anos passarão: o tempo devorará tudo... Ficarão as marcas; de tudo que foi bom e deu certo; e tambem todos os arrependimentos... (Victor Antunes).

Inserida por VictorAntunes

⁠A idade chega, o tempo fugaz...
Hoje troco qualquer peleja por um "tanto faz"
Abro mão até da "razão" por um pouco de paz

Inserida por donyaugusto

⁠o mesmo TEMPO que se enCARREGA é o TEMPO que nos CARREGA…

Inserida por Carloseduardobalcars

⁠Acredito que o tempo é infinito, mas o espaço é finito. Se isso for realmente verdade, é possível que em algum lugar do universo, exista uma estrutura capaz de nos levar novamente ao passado, pois sendo o tempo infinito, a relação dele com o espaço gira em torno de uma espiral constante.

Flávio L. Barbosa

Inserida por flaviolopes