Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
A única força genérica com a qual você, eu e todas as pessoas do planeta devemos tomar cuidado, é com aquela que nos faz pensar demais. Não é que pensar demais seja ruim: o que se pensa é o risco. Correntes de pensamento construtivo, edificante, flexível, de bem estar, de busca de soluções harmoniosas e de positividades, são excelentes aliados. Mas correntes de pensamento paranóicas, de certezas de mal onde elas não existem de fato, de achismos, de pensar que estamos prevendo coisas, de conflito, de stress, de raiva, lembranças exageradas de momentos difíceis, pensamentos enfim que não tem nada a edificar em nós, estes são um veneno para a alma. É este veneno mata.
Você é o meu substantivo quando eu sou o artigo. Você é meu verbo e sujeito da minha oração. Você se torna meu adjetivo quando eu termino essa declaração.
Eu sei menina, sei bem como é amar alguém que faz pouco do amor da gente. É a maior barra você martelar, martelar e a pessoa nem te olhar e isso machuca e dói muito. Mas tem uma coisinha que cura a gente rapidinho, sabe o que é? O Quê? Amor próprio. Te desejo uma dose de amor próprio bem doce para passar os dias. Passe bem.
SONETO ABARROTADO
Cá estou neste um lhano afável poetar
No estribo da rima, "eu te amo", tramo
Porque nos meus versos eu te clamo
E na poesia és meu constante venerar
Não deixes o encantamento no escamo
Nem no peito a fascinação então secar
Grite aos ouvidos desejos atirados ao ar
Pois uma paixão não resiste ao reclamo
E neste soneto abarrotado a sublinhar
Então poderei lhe dizer: - eu te amo!
Sem que o silêncio nos faça ultimar
Vim aqui fazer este breve invocamo
Onde cada sentido busca o teu olhar
Assim, firmar que no amor és reclamo!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
O que eu quero, que busco mesmo, é alguém que acredite em mim e que me entenda mesmo com toda a minha inconstância, minhas intensidades e ansiedades. Alguém que me faça uns cafunés para tornar o meu dia mais fácil, que ouça as minhas reclamações e que me surpreenda vez em quando.
Ah, minha nossa! Eu morro todas as noites com você. Ah, minha nossa! Vivo para cada passo seu.
My My My!
Começa do mesmo jeito, mas depois, após uns instantes, é como se eu tivesse uma chama vida nos braços. E eu só desejo me atirar nessa chama e ser consumido.
A viajante do tempo, Outlander
Você pode achar que eu vivi numa estrebaria toda a minha vida, mas eu tive uma esposa que era uma mulher e eu sei muito bem a diferença. E você também, dona.
A viajante do tempo, Outlander
É uma dádiva e um encantamento para mim saber que eu posso dar-lhe prazer, que seu corpo pode reagir ao meu. Eu não havia pensado nisso... antes.
A viajante do tempo, Outlander
Isso nunca para? O desejo de ter você? Mesmo quando acabo de sair de você, eu a desejo tanto que sinto um aperto no peito e meus dedos doem querendo toca-la outra vez.
A viajante do tempo, Outlander
PERDA
Para de colocar minhoca nessa sua cabecinha, meu quase amor.
Eu te amo, por isso eu jamais faria algo que pudesse te perder...
Muito pelo contrário, o que eu fiz foi para não te perder,
E mesmo assim, acabei te perdendo.
SONETO DO AMOR QUERIDO
Ah! Amor! Eu estou por aqui
Podes até ter passado por mim
Se tive de olhos fechados, enfim,
Sem tê-lo é tão ruim, fico por aí
E se são tantos no pouco assim
Não se esqueça que a ti persegui
No coração, quer seja acolá ou ali
Pra então, ornar-te no meu jardim
Quero me dar na emoção só pra ti
Com servilismo e, um doce carmim
De afeto, que do querer eu te pedi
Repousar nas tuas carícias de cetim
E ter a certeza de que nunca desisti
Tu amor querido, és sentido no meu fim...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
O que seria de mim sem Você aqui
Tudo o que tenho e o que sou se resume a Ti
Tu és meu Pai
Eu sou Teu filho
Me alimento em Teu prazer
Te ver feliz é o meu querer
Te ver sorrindo para mim
Tudo o que eu sou
Tudo o que há em mim
Tudo o que eu tenho eu ofereço a Ti
Te dou meu coração
Ele não pertence a mim
Eu me esvazio pra me encher de Ti
Se eu fosse Jesus ou Deus, despedia os porta-vozes que são assim sem minha permissão. Ninguém falaria por mim.
Morena, eu sei que você é dona de si
Mas deixa
Esse ano eu vou ser na avenida
O bobo que eu fui na sua vida
Eu posso ser a rainha do planeta
O príncipe encantado
A vilã da novela
Eu posso ter um monte de dinheiro
Viajar o mundo inteiro
Te chamar pra ir comigo
Mas nada disso vai fazer você me olhar
Mas nada disso vai fazer você se apaixonar por mim
Se o que eu tenho e o que eu sou não valem mais
Não acho justo a vida me ensinar
De um jeito tão cruel
Como se fosse só assim pra entender
Que você não é pra mim
A vida anda tão massa que eu fico bolada
Acho que tudo é armação
Tem câmera escondida dentro da minha casa
Pra filmar minha reação
