Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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Eu te amo mais do que as palavras são capazes de expressar e isso nenhuma distância pode apagar. Boa noite e até amanhã!

Eu vi uma Estrela Perfeita amar uma estrela torta.

Eu estou andando triste pela madrugada Perdido estou sem saber o que fazer
Eu estou aqui sem voce
Buscando uma razão pra te esquecer
Vejo a lua sempre iluminada
Ae me lembro das nossas noites de prazer
Eu estou aqui sem voce
Será que a gente pode , será que e gente pode
Se rever?

Tudo o que eu faço é pensando no fim, e é exatamente por isso que faço, porque sei que vai ter fim.

21


Por que você se foi?
O que foi que eu te fiz?
Em que momento meu abraço
deixou de ser um lugar para ficar?


Você escolheu partir.
E eu fiquei.


Fiquei com a casa cheia de silêncio,
com as conversas que nunca terminaram,
com a mania de imaginar
como seria se você ainda estivesse aqui.


Passei dias procurando respostas
em detalhes que talvez nunca tenha existido.
Revivi cada palavra,
cada gesto,
cada despedida disfarçada de "até logo",
tentando descobrir onde eu poderia ter agido diferente.


Mas no fundo,
acho que nada mudaria.


Porque quando alguém decide ir,
não é o amor do outro que o faz ficar.


Hoje é dia 21.
O nosso dia.


Hoje seriam seis meses.
Seis meses de nós,
de planos,
de promessas,
de uma história que eu ainda imaginava escrevendo.


Mas fazem três meses
que você escolheu colocar um ponto final.


E, desde então,
eu sigo aprendendo a conviver
com a saudade de alguém
que ainda existe em mim,
mesmo tendo deixado de existir ao meu lado.


Ainda dói.


Dói porque eu não perdi apenas um amor.
Perdi o meu melhor amigo,
o porto onde eu acreditava poder voltar.


Talvez um dia eu pare de esperar
uma mensagem que nunca vai chegar.
Talvez o dia 21 volte a ser apenas um dia.


Mas hoje...


Hoje ele ainda carrega o peso
de tudo aquilo que nós poderíamos ter sido.


E de tudo aquilo
que você escolheu deixar para trás.

As vezes eu queria ter alguém a quem pudesse me sentir conectada. Saber ser um porto seguro, um espelho de algum modo. Cada vez mais percebo o quanto estou distante, e sempre estive, de todas as pessoas que conheço. Acho que nunca tive esse tipo de conexão, nem com a minha família, nem com ninguém. Sempre fui um pato fora d'água, sem ter ideia de pra onde ir.
- Marcela Lobato

Tem momentos onde percebo muito claramente que nunca vou encontrar alguém como eu, e nem que seja capaz de me entender em algum nível. Eu sempre vou estar sozinha. Sempre será assim. Mesmo que houvesse milhões de pessoas aqui, ainda estaria completa e absolutamente só.
- Marcela Lobato

Eu quero ser a sua bainha para guardar a minha loucura;

Também acho que falta para essa geração uma bandeira. Cada geração tem uma causa: eu, por exemplo, fui da geração das Diretas Já. Essa rebeldia da juventude nasce na dor, na indignação, e essa indignação está demorando para surgir. Eu me ressinto da falta de renovação, do quão distante a nossa juventude está da política, dos movimentos sociais e partidários.


(Simone Tebet)

O Império da Ignorância e a Busca pelo Eu e o Sentido da Vida Inatingível"
A pergunta que atormenta o mundo e a nós mesmos é quem verdadeiramente somos, já que até o nosso nome foi escolhido por outros e nossa vida virou um amontoado de números, documentos, títulos, cargos e posses materiais — nos transformamos em tudo, menos em nós mesmos. Vestir a imagem e a máscara que a sociedade espera é uma forma lenta de desaparecer, tornando-se um mero personagem da própria história sem saber em que momento tudo começou. A grande maioria sequer é capaz de raciocinar sobre o existencialismo; nela reina a prevalência da ignorância em detrimento da busca do eu, da existência e do sentido da vida. Esse mal, que é a mais pura, cruel e terrível ignorância, mata o sujeito por dentro, mas ironicamente o deixa sob o alívio anestesiado, esvaziado da capacidade de questionar qualquer coisa, inclusive a si mesmo, vegetando como um barco sem velas à deriva.Por outro lado, os poucos que buscam a contestação parecem carregar o sofrimento libertador de quem busca a verdade. Na busca faminta de si mesmos, do porquê da existência e de seus objetivos, vivem em uma lapidação constante e dolorosa, quase uma eterna retrogradação. Buscam uma verdade real do 'eu' que se mostra inatingível neste plano, uma realidade oculta que fomos iludidos a acreditar, fazendo com que muitos nasçam, cresçam e morram sem respostas.Essa verdade absoluta permanece inalcançável aos vivos. Só estaremos de frente com ela após a morte.Diante desse cenário, a verdadeira coragem não está em sustentar a aparência exterior, mas em ousar adentrar em nosso eu para perguntar qual é a própria e verdadeira identidade. Buscar conhecer a si mesmo — sabendo que o que nos faz genuínos é justamente não tentar ser, pois a essência morre no instante em que vira esforço."

Eu sou uma sobrevivente, hoje, amanhã e sempre.

A tarde cai


“A tarde cai, por demais
Erma, úmida e silente...”
Mais um dia se vai
E eu, aqui, muda, resiliente.
Chove lá fora
Faz frio
Mais um dia vai embora.
E eu, aqui, resistente.
Silenciosa a noite vem.
Cobre tudo... o mal e o bem.
E eu, aqui, persistente...
À beira de ser considerada demente.
Carente... (in)coerente... afastada de toda gente.
Fazendo de conta que tudo bem esta dor sempre presente.


Rosangela Calza

(Des)encanto


“Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…”
Escrevo por horas e horas...
Há escritos meus por todo canto.
Lágrimas que escorrem.
Lamentos a toda hora.
Escrevo dores sentidas...
Teço em versos amarguras vividas... (re)vividas.
E cada verso traz em si
um pouco de tudo o que senti...
Nas linhas tortas da vida,
“escrevo versos como quem morre...”,
escrevo tudo o que vivi.
Rosangela Calza " " Manuel Bandeira

Do silêncio

Somos responsáveis pelo nosso silêncio...
Se eu der minha opinião, se eu alertar alguém, se eu persuadir alguém, se eu gritar aos quatro-ventos...
Se... tudo isso aí e unas cositas mais, serei responsável de alguma maneira.
Claro, terei me implicado na situação de forma bem clara. Serei responsável pelo que falei, pelo que fiz. Minhas palavras podem voar ao vento, mas... antes de voarem, passaram pelos ouvidos de alguém, pelos olhos de alguém.
Então, penso eu, em certas situações, o melhor a fazer é manter-me passivamente passiva. Farei do silêncio minha arma de comunicação. Assim, não poderei ser responsabilizada por me manter calada. Se alguém fizer alguma bobagem... disser alguma mentira... ah! a melhor opção, pra mim, é o silêncio mortal.
Não sou eu quem vai expor esse alguém. Não, não mesmo. Não sou conivente, sei que o que esse alguém fez não está certo. Mas... não quero ter prejuízos afetivos... ops... então, não é o outro, sou eu a minha real preocupação... é só por isso que, muitas, muitas vezes, o silêncio se instala em mim.
Claro, claro... não vou sair por aí atirando com uma metralhadora honestidade o tempo todo e em todo lugar. Há vezes em que meu silêncio se faz necessário por pura cortesia. Então, sim, me esconderei atrás da cortina da boa convivência, da gentileza. Agirei virtuosamente como se estivesse a passear pelos corredores da corte... silenciosamente.

Pertencimento


Eu pertenço a mim
Minha baba é rosa
Tenho saliva
no canto
do travesseiro
quando acordo


Sou uma
caça perfeita
Sem alvo fácil
Engano as
Peculiares
lágrimas
quando
Vejo a noite
Engano
O silêncio das
Certezas

⁠Eu cansei..
Cansei de ser o grande amor dos outros, de ser a paixão ou o melhor de todos, cansei de ser o quase perfeito ou aquele futuro que não pode ser, aquela metade mais que perfeita, mas não tão perfeita assim..
Odeio quando me vem à memória as lembranças das coisas que eu tentei fazer e deram errado, fui quem eu não era, o melhor de todos e mesmo assim não o suficiente, se eu passei por tudo isso dando meu melhor e sendo realmente bom pra as pessoas que me amaram, o que seria de mim se eu tivesse sido ruim?

– Sabe o que vai acontecer com você se continuar?
– Sei o que acontecerá com todos se eu ficar.

"Certa vez me perguntaram: Como medir o imensurável? Eu respondi de forma simples, dizendo que se você quer saber o tamanho de tal coisa, olhe para o céu a noite, veja como é repleto de milagres sem fim. Medir o imensurável é conhecer unicamente uma coisa, O Cosmos".

Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?




Somos nomes escritos na fumaça,
Promessas levadas pelo vento.
Cada certeza muda de lado,
Quando o tempo muda o argumento.


Você procura um lugar no espelho,
Eu procuro um espelho no lugar.
Talvez a resposta nunca exista,
Ou apenas tenha medo de falar.




Se tudo passa...
O que permanece?
Se tudo pesa...
Quem é que merece?




Você importa?
Eu importo?
Quem importa no final?
Por que devemos importar,
Se o mundo gira sem pedir permissão?


Você importa?
Eu importo?
Ou só importa acreditar?
Talvez ninguém importe para todos...
Mas alguém sempre importa para alguém.




A multidão escolhe seus heróis,
Depois esquece seus próprios nomes.
Constrói castelos sobre aplausos,
E ruínas sobre os homens.


Cada vitória perde o brilho,
Cada derrota muda de cor.
Talvez o fracasso seja liberdade,
E o sucesso, outro tipo de prisão.




Quem mede o valor de uma vida?
Quem escreve a última palavra?
Quem separa o eterno do instante?
Quem responde quando o silêncio fala?






Você importa?
Eu importo?
Quem importa quando a luz se apaga?
Por que devemos importar,
Se até as estrelas um dia se calam?


Você importa?
Eu importo?
Talvez a pergunta esteja errada.
Porque, no fim,
Quem procura tanto por importância
Talvez nunca descubra o sentido de existir.


Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?


...Ou será que apenas existimos?


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"Eu sou todas as emoções.


Eu sou a mistura de todos os sentimentos e de todas as emoções: eu sou o amor, eu sou o ódio, sou a mistura de tudo. Eu sou a chuva, eu sou o sol, eu sou a mistura de todas as estações. Eu sou o perdão, eu sou a condição, eu sou a mistura de todas as sensações. Eu sou a calmaria e eu sou a agitação, eu sou a soma de todas as motivações."


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides