Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Senhor,
lembrei-me de momentos dolorosos,
por amizades e também por amor.
Quando eu achava que tudo havia acabado pra mim,
Tu aparecias, e mesmo sem estar visível, eu via
como era presente a Tua presença.
Tua mão, Teu toque, são tão reais,
e Tua voz, tão audível.
Com a mão, me seguraste,
e com a voz, me acalentaste, dizendo:
“Filha, Eu estou aqui, e vou te ajudar.”
Mas admito, a dor era tão grande que eu mal Te escutava.
Minha alma gritava,
e mesmo com meu corpo querendo reagir,
Tu me seguraste.
Mais uma vez, Tua mão me amparou
e me impediu daquilo que só o Senhor sabe.
Tu me enxergaste no meu pior momento
e ainda assim me amas.
Não tem como não questionar o porquê
simplesmente: por quê?
“Por quê?” - dizes: “Ah, se tu soubesses como te vejo…”
Queria ver-me como Tu me vês,
porque tudo o que eu vejo é escória.
Mas Tu, me tratas como uma pedra preciosa.
Por isso, sei
não importa o quanto eu entregue minha vida a Ti
nunca serei merecedora de tamanho amor
de tanto cuidado
e de Ti nunca serei merecedora, meu Deus.
E no fim, Tu entregas a mim
o Teu amor e a Tua confiança.
Como podes ser tão bom
tão bom assim pra mim?
Por: Gabrielle Torok
Se me conheceu uma semana atrás,
deixe-me apresentar de novo.
Eu mudo.
Eu cresço.
Eu renasço.
Aquilo que eu pensava ontem já não me define hoje.
Sentimentos antigos deram lugar
ao novo que Deus tem revelado em mim.
Vivo em reforma constante,
porque em Deus nada permanece estagnado:
paredes caem, áreas escondidas são iluminadas,
raízes antigas são arrancadas
e uma versão mais verdadeira de mim
vai ganhando forma.
E eu sigo
não sou a sabedoria,
mas estou em busca dela.
Não sou perfeita,
mas me esforço para melhorar meu caráter a cada dia.
O que é bom permanece,
o que é ruim eu mudo,
transformo,
abandono
e renasço.
E agradeço a Deus por cada mudança,
porque pior seria ficar igual
quando há tanto em mim
pra ser aperfeiçoado.
Eu tive um amigo na infância. Nossa diferença de idade era de apenas oito meses. Fomos criados juntos, compartilhamos as mesmas ruas, as mesmas descobertas e conhecíamos a essência um do outro de uma forma que só a inocência da infância permite.
Na adolescência, nossos caminhos começaram a se separar. Ele se mudou para outro bairro, depois para outra cidade e, mais tarde, para outro país. Ainda mantínhamos um contato esporádico, insuficiente para que soubéssemos o que realmente acontecia na vida um do outro. Hoje, sequer me lembro da última vez em que nos vimos. Não lembro da última conversa, do último assunto, nem se nos despedimos da maneira que duas pessoas deveriam se despedir quando não sabem que aquele será o último adeus.
Há pouco mais de um ano, recebi a notícia de sua morte. Um tumor maligno no cérebro o levou depressa demais. Não houve tempo para uma ligação, uma mensagem ou algumas palavras que, talvez, pudessem confortar seu coração. Ou talvez fossem apenas para aliviar o meu.
Curiosamente, a dor não chegou naquele dia. Ela veio muito depois.
Foi só com o passar do tempo que compreendi o verdadeiro peso daquela perda. Entendi que nunca sabemos quando será a última vez que veremos alguém que fez parte daquilo que somos. Nunca sabemos qual abraço será o derradeiro, qual conversa ficará inacabada ou qual silêncio será definitivo.
É estranho perceber que uma vida inteira pode terminar sem que tenhamos a chance de dizer tudo o que ficou guardado.
Desde então, passei a enxergar a existência de outra forma. Somos absurdamente frágeis. Fazemos planos como se o amanhã nos pertencesse, adiamos palavras como se sempre houvesse outra oportunidade e nos afastamos acreditando que o tempo nos esperará pacientemente.
Mas ele nunca espera.
A vida é cruel. Não apenas porque nos tira as pessoas que amamos, mas porque quase nunca nos avisa quando está prestes a fazê-lo.
A amoreira
Hoje fui colher amoras e me lembrei de quando eu tinha oito anos. Estava na casa do meu cunhado, junto com a minha irmã, e fui brincar com as crianças no fundo do quintal. Ainda pequena e ansiosa para alcançar as amoras, peguei uma ripa de madeira pesada e a joguei para cima, na esperança de derrubar os frutos.
Mas a madeira voltou e atingiu minha cabeça. Entrei em casa dizendo que havia me machucado. Fui socorrida e levei alguns pontos.
Hoje, ao colher amoras que estavam exatamente na altura das minhas mãos, percebi o quanto essa lembrança se parece com a vida.
Quantas vezes tentei alcançar coisas e pessoas que ainda não estavam ao meu alcance? Quantas vezes não tive maturidade para lidar com o peso de determinadas situações e, por isso, acabei sangrando?
Mas o tempo passou. Eu cresci. Hoje, muitas oportunidades estão ao alcance das minhas mãos, e cabe somente a mim decidir o que colher. Aprendi que tudo tem o seu tempo determinado para acontecer e que todo plantio, um dia, se transforma em colheita.
Por isso, saboreie a sua amora. Mas nunca se esqueça das cicatrizes que carrega por ter tentado colher antes do tempo certo.
Arrepender-se de erros passados é libertar a alma para o presente; é a coragem de dizer "eu não serei mais aquele homem".
Deus, que a Tua mão continue me guiando para longe dos perigos que eu nem imagino, mantendo o meu coração sempre humilde e pronto para servir.
"Cada vez que ignoro a raiva alheia e foco no meu objetivo, eu ganho uma camada extra de resiliência. O silêncio da minha disciplina é a minha maior resposta."
"Se o julgamento alheio tenta me tirar do eixo, eu uso esse mesmo impulso para me impulsionar na direção contrária: para cima e para frente."
"Enquanto criticam a forma, eu estou focado no fundo: levar valor ao mercado e construir uma equipe de pessoas que também decidiram assumir o protagonismo de suas vidas."
"A maioria das pessoas segue um caminho pavimentado por opiniões alheias. Eu escolhi construir minha própria estrada. Que estranhem, que julguem, que critiquem — a vista do topo compensa qualquer ruído da subida."
"Enquanto buscam defeitos no meu negócio, eu encontro soluções para a minha vida. Onde eles colocam um ponto final, eu vejo apenas uma vírgula para o próximo passo do meu propósito."
"O julgamento alheio tem uma validade curta; ele serve apenas para testar o quanto eu realmente acredito no que faço. Depois disso, o julgamento evapora e eu sigo aqui, crescendo."
"Deixe que duvidem. Enquanto eles debatem se o voo é possível, eu já estou redesenhando o mapa lá de cima."
"Se as suas críticas tivessem o poder de pagar os meus boletos ou construir o meu futuro, eu até daria ouvidos. Mas só servem de combustível."
