Fazenda
O sorriso,
Basta,
somente um sorriso, para alegrar seu dia!
viva intensamente o amor,e sorria sempre.
Vai lá pra sua fazenda, com as suas cabeças de gado, na sua mercedes prata, com a sua modelo do lado, pula na piscina com a sua mina, meu chegado. Agora, acorda! Tá na hora de descer do seu busão lotado.
A disciplina militar, com todos os seus excessos, não se comparava ao penoso trabalho da fazenda, ao regímen terrível do tronco e do chicote. Havia muita diferença... Ali ao menos, na fortaleza ele tinha sua maca, seu travesseiro, sua roupa limpa, e comia bem, a fartar, como qualquer pessoa, hoje boa carne cozida, amanhã suculenta feijoada, e, às sextas-feiras, uma bacalhauzinho com pimenta e “sangue de Cristo”... Para que vida melhor? Depois, a liberdade, minha gente, só a liberdade valia por tudo! Ali não se olhava a cor ou a raça do marinheiro: todos eram iguais, tinham as mesmas regalias – o mesmo serviço, a mesma folga. - “E quando a gente se faz estimar pelos superiores, quando não se tem inimigos, então é um viver abençoado esse: ninguém pensa no dia d'amanhã!”
(Bom-Crioulo)
Quando sua vida foi arruinada, sua família morta, sua fazenda destruída, Job ajoelhou-se no chão e gritou para os céus: "Porquê Deus? Porquê eu?" e a voz de trovão de Deus respondeu: Há alguma coisa em você que me irrita.
Cá estou em em uma fazenda, longe da cidade, longe de você, longe de tudo. Sei que não ajuda a esquecer ou a fugir de cada sentimento que sinto por ti. Mas isso machuca mais a mim, que sempre fui fraca e sempre te amei, lembro de cada sorriso, cada desabafo, beijos, carinhos e isso me aprofunda mais em uma solidão em que não me faz bem.
Com uns dez anos de idade eu morei em uma fazenda, em Mato Grosso do Sul, com minha irmã e meu cunhado.
Era uma fazenda enorme de criação de gado. Uma bela de uma sede,mas sem energia elétrica.
Meu cunhado vivia aprontando comigo. Como ele sabia que eu tinha medo de fantasmas, cada noite era uma coisa nova.
Na fazenda havia um cemitério bem antigo. Da época da guerra do Paraguai, dizia ele. Sempre que passávamos por perto ele inventava uma história nova para me assustar.
Como eu, mesmo com todas as histórias de terror, preferia ficar perto dele que da minha irmã. Onde ele estava, eu estava por perto. Uma noite ele resolveu caçar, logo próximo do velho cemitério, mas antes ele contou a seguinte história: Naquele cemitério morava um tatu gigante q comeu todos os defuntos que foram enterrados ali e com isso ele acostumou a comer carne humana. Deu moleza, o tatuzão ia lá e traçava. Mas, como eu disse; entre ficar com minha a irmã na sede da fazenda e ir caçar, optei por ir com ele.
No caminho, passamos por perto do cemitério. Dava para ver os túmulos. Dali e até chegar no local que íamos ficar esperando a caça, eu rezei tudo quanto era reza que eu sabia e inventei mais algumas. Proteção total.
Chegamos no local, era uma árvore, onde ele montou uma especie de plataforma, chamada de girau. Nos acomodamos e ficamos ali, esperando o bicho.
No passar das horas, me encostei num galho e acabei dormindo. E aí, aconteceu. Comecei a ouvir um voz estranha me chamando. Como eu estava meio dormindo a voz parecia vir de muito longe Era uma voz chorosa vindo do lado do cemitério. Assustado e meio confuso procurei pelo meu cunhado, mas nada, ele não estava mais do meu lado. Em seguida a voz gritou meu nome novamente misturada com uns grunhidos como se fosse um bicho., o tatu comedor de gente. Como eu desci da árvore não sei, mas em fração de segundos eu estava dentro do jeep, que havia ficado bem longe por causa do cheiro de gasolina q podia espantar a caça. Eu até acho que naquela noite eu voei, dado a minha rapidez.
Se já não bastasse todo o susto que passei . de repente o grito novamente, agora do meu lado, no escuro e lá estava ele: meu cunhado.
De volta para a sede eu tive que abrir as porteiras de arame que havia, e em todas ele me deixava pra trás e ficava gritando que o tatu estava vindo, me procurando.( I
Comprar uma fazenda e fazer filhos talvez fosse a melhor forma de ficar pra sempre na terra.Por que discos,arranham e quebram.Amor.Cazuza
Não se sinta grande somente por ter dinheiro, carro e fazenda. Na verdade um dia você vai sem nada igual a todos, e a riqueza fica.
Pois homens não são apenas eles; são também a região onde nasceram, a fazenda ou o apartamento da cidade onde aprenderam a andar, os brinquedos que brincaram quando eram crianças, as lendas que ouviam dos mais velhos, a comida que se alimentaram, as escolas de que frequentaram, os esportes de que se exercitaram, os poetas que leram e o Deus em que acreditavam. Todas essas coisas fizeram deles o que são e essas coisas ninguém pode conhecê-las somente por ouvir dizer, e sim se as tiver sentido. (O Fio da Navalha)
Das terras
De Tanquinho
Sica saiu
Inda menina
Do pau-ferro
Fez fazenda
Sinhá moça
Bailarina
Do rio do peixe
O pescado
Da roça
Travessura
Do monte
A vitória
Da emancipação
A aventura
Uma vila
Um vilarinho
Uma benção
Uma sina
Do recôncavo
Santo Antônio
Índia perolada
A capela ilumina
De santana
Feira escola
Dos santos
Magia pura
Da rodagem
Partiu chegada
De São Paulo
Graça e bravura
Dos anos
Fez sua história
Paixão e trabalho
Auto estima
De menina
Fez-se mãe
Do amor
Que se fascina
Fazenda recanto das águas,
Itaguaçu da Bahia,
É um recanto de paz,
Recheado de alegria,
Eu lhe digo com certeza,
É obra da natureza,
Igualmente poesia.
UM POUCO DA MINHA VIDA
Nasci e me criei em fazenda
Acordando com o canto do galo
Tudo se tornava especial
Não precisava de legenda.
Tive momentos de tristeza e alegria
Duas revoltos como tempestade
Mas nada poderia arrancar
A nossa harmonia.
Tive uma infância preenchida
Com sonhos e brincadeiras
Se pudesse com certeza voltaria
Reviver cada momento daquela vida.
Apagaria todos os problemas
Bordaria tudo de bom que vivi
Acreditem, tudo eu transformaria
Versos dos meus poemas.
Irá Rodrigues.
A LENDA DO TOURO DIAMANTE
Na fazenda esperança havia algo interessante, entre as cercas de um pasto, um boi mestiço com olhar brilhante, por esta razão, deram a ele um nome empolgante, sim, diamante...
Um touro forte e importante, mas que continha um problema gritante, algo que não passava despercebido, pois, quem o olhava à distância, percebia o seu defeito, algo diferente, que impulsionava um sentimento de dó, vendo que aquele touro imponente, que assustava toda gente, possuía um chifre só.
Diamante era um touro muito bonito, com autoridade e força, porém havia algo esquisito, mesmo através de sua passada, que levantava uma nuvem de pó, quem o via, logo percebia, diamante possuía um chifre só.
Ele era o rei do pasto, o dono do curral, bravo e imponente, o destaque daquele gado leiteiro, Diamante, porém, guardava um segredo no olhar, pois mesmo sendo valente, rei de tudo naquele lugar, sentia no fundo do peito um desejo a lhe chamar: não era só ser temido, queria mesmo era voar.
Dizem que certa manhã, quando o sol mal despertou, viram o touro de um chifre só erguer a cabeça e num berro, ecoou.
O vento correu pelo campo, a terra inteira vibrou, e o gado em silêncio, assistia à lenda que ali se formou. A cerca, Diamante saltou, e quem esta cena presenciou, jura com verdade e fervor, que o touro de um chifre só, com coragem e esplendor, foi além da fazenda esperança, virou mito, virou valor.
E até hoje, quando o vento levanta o pó do terreiro,
dizem que é ele passando, forte, livre e verdadeiro, Diamante, a lenda do touro, rei do pasto e do mundo inteiro.
(Jean Carlos de Andrade)
FAZENDA DA VIDA
Autor: Góis Del Valle
Deixei pra trás a estrada de barro, a casa simples da minha mãe. Deixei pra trás os meus irmãos. No rosto, a tristeza de meu pai. É… há esperança pra quem sonha: um dia voltar pra casa!
Eu cresci na fazenda, plantando meus sonhos,
em busca do amor, da sorte e sucesso. Foi em terras floridas que eu dei os meus passos; na asa da sorte, agarrei meu destino. Enfrentei muita luta, nesse mundo cruel, de gente temida, que pisou no meu ser.
Na fazenda da vida, plantei esperança,
e hoje eu colho amor, sorte e sucesso.
Cresci entre sonhos, agora reais, com
força na alma e sorrisos no rosto.
Eu me tornei um cantor.
"O sonho da fazenda, a casa no interior e o aroma do limoeiro se foram.
Nossos filhos no quintal, o café no fim da tarde, tais ilusões esvaneceram.
Nós olhando o casal da nossa varanda, enquanto a sogra narra mais um causo que na quermesse lhe contaram.
Entre um beijo e outro, olhando em seus olhos, entrelaço nossas almas de maneira fácil, olhares que, parece-me, nunca se cruzaram.
Após um dia longo de trabalho, sei, meu corpo se renderia ao cansaço.
Mas depois de você por nossas metades pra dormir, encontrar-me-ia com sua nudez, e eu renasceria renovado.
Eu nunca pedi muito pra Deus, mas por isso eu roguei, não acredito que implorar por uma família com quem se ama seja demasiado.
Mas o simples com Deus, quando não atendido, a quem pede, a ausência da súplica é um fardo.
Morreria toda noite de bom grado.
Para tê-la ao meu lado.
O meu sonho realizado.
Morreria em seus beijos, em seu corpo, extasiado.
Acordaria pela manhã renovado.
Um beijo de bom dia, com nossas metades, coletivo abraço.
Agradeço a Deus, completamente emocionado...
-(...)-
Só vejo o escuro, a lágrima rola, sinto o peito apertado.
Estou eu, no escuro, do meu quarto.
Sonhara eu com meu sonho nunca realizado.
Estou cansado da cidade, da cheia lotação, do passo acelerado.
Estou cansado, onde cercado de pessoas, ainda enfrento a solidão, mesmo acompanhado.
Queria o êxodo da grande cidade, mas preciso mesmo é do êxodo de ti, em meu coração despedaçado.
O terreno da fazenda, pelo pranto, fora inundado.
A casa no interior, teve seu interior incendiado.
O limoeiro fora cortado.
Ouço alguém me chamar, mas não de 'Pai', lá fora a solidão chama meu nome, Famigerado..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, O Sonho da Fazenda
