Fazei me Instrumento de vossa Paz
Talvez, entre o bem e o mal da vida, existe um nada.
Há pessoas que culpam Deus ou o diabo, mas e se não foi nem Deus e nem o diabo? E se fomos nós mesmos? E se foi o nada? Existem coisas na vida que acontecem porque precisam acontecer, não porque é nossa culpa ou de outro alguém.
Aprendi lendo um livro que pode ser mais produtivo encontrarmos uma solução para o problema do que o culpado pelo problema existir. Então o que faz história mesmo é a nossa reação diante de uma circunstância, do que ela em si.
A vida talvez não passe rápido, nós é que não nos damos tempo suficiente para saber o que fazer com ela, e depois que cai a fixa, já passou tanto tempo e não fizemos o que queríamos. A vida inteira deveria ser como o que consideramos um dia produtivo (e só é produtivo, porque pensamos no que vamos fazer com ele, tomamos decisões e as colocamos em prática).
Nem tudo o que acontece poderia ser classificado em bom e ruim, existem coisas que poderiam ser classificadas como “nada”, tipo lavar a louça, tem dias que não e bom e dias que não é ruim, mas que isso vai depender das nossas reações... Com certeza vai!
Deixe a vida rolar naturalmente, nem tudo precisa ter uma causa subliminar, um motivo de crença ou do além. “Stay will, esteja em paz”.
E chega um momento, em que cansados de dar cabeçadas nos propomos a crescer, a Mudar. Mas não imaginamos na hora que isso demanda, dor, abnegação, conhecer-se melhor e cada vez mais. E por isso muitos desistem e voltam a chafurdar na lama de ser pequenos, ser viciados, ser fracos. Adquirir; força, coragem e paz interior demanda tempo. Não se deve esperar que os resultados venham rápido e imediatamente, não é porque decidimos mudar, que amanhecemos transformados. Cada ação, cada passo, cada pensamento novo que você executa permite que essa decisão de mudança e crescimento se torne efetiva dentro de seu coração. E dai devagar a coisa vai acontecendo, vai fluindo. Há sim um poder imensurável nisso, nessa força de querer.
Um toque de leveza e a gente sai por aí, flutuando ao encontro dos sonhos, da felicidade que transcende as vontades e chega nos poros adentro da paz. Tudo é tão bonito quando me visto de paz. Tudo é tão leve quando a paz está em mim.
As vezes o caçador abre a gaiola pra contemplar a beleza do pássaro porem,acaba tornando se escravo de sua própria contemplação.
Pai, se o mundo tivesse pelo menos 10% da sua ternura, não haveria guerra e, por todo lugar, o amor seria vivido da forma mais pura e intensa.
Uma vida…
(Nilo Ribeiro)
Uma vida maravilhosa,
uma vida de prazer,
admirar uma rosa,
apreciar o entardecer
uma vida de primor,
uma vida feliz,
aprender como professor,
ensinar como aprendiz
uma vida divina,
uma vida de comunhão,
bater papo na esquina,
me entregar em oração
uma vida encantada,
uma vida transformadora,
quem me mostrou foi minha amada,
minha mestra e professora
uma vida de alegria,
que eu não dava valor,
hoje vivo em poesia,
pois me mostrou o amor
o amor modifica,
hoje sou alguém,
a paz se solidifica,
eu te agradeço, amém…
Será que é isso ?
O silêncio...
Será este o meu destino ?
A solidão ?
Mesmo depois de passar por tudo isso sozinho
Eu vou continuar assim ?
As pessoas me assustam
Ou será que eu as assusto ?
Viver sozinho, estar sozinho, até que não é tão ruim...
Pelo menos posso pensar sem me preocupar com os outros ao meu redor
Os outros não se preocupam muito comigo, será que eles sabem que eu existo ?
Será que eu vivo ? Ou apenas existo ?
Existir é um fato, o fato de eu exitir não existe, é como algo que está ali mas não pode ser visto
Só aqueles com a chave secreta pode desbloquear este objeto, que pode ou não gostar de você
Eu só mudo por aqueles que mudam por mim, ou por aqueles que me entendem
Eu não vou mudar só por que a sociedade quer que eu mude, eu sou eu, não vou ter uma personalidade que não tenho apenas por que os outros querem
Mas eu sei que tenho uma personalidade original, que eu posso chamar de minha personalidade, só preciso buscar ela, eu sei que ela está em algum lugar dessa mente bagunçada e desse coração confuso, mas ela está aqui !
A solidão não é nada mais do que a falta da própria personalidade, busque esse "eu mesmo" dentro de você, ele está lá
Basta procurar, não é algo simples, mas procure, pense "Porquê eu sou assim ?" pense no porquê de tudo e assim você encontrará a resposta, a resposta para todas as suas perguntas é uma só
E ela está dentro de você...
Uns juntam dinheiro para comprar sua propria felicidade ,e outros já perceberam que ela se adquiri de graça .
A vida haverá de nos oferecer dias melhores;
Assim como também;
Neles, haveremos de desfrutar do doce
gosto da paz e da felicidade alcançadas
por nossos próprios merecimentos.
Sobre a covardia e a consciência
A covardia coloca a questão: 'É seguro? Mas a consciência coloca a questão, 'É correto?' E chega a uma altura da vida em que temos de tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta. Então é necessário que não se confunda covardia com consciência. Provocar o outro para que ele tenha uma reação que a gente quer, é manipular a vontade do outro, que diga-se de passagem, deixa-se manipular, talvez porque seja cômodo, tenha medo, ou receba algum benefício em relação a isso. Pois bem, algumas pessoas tem consciência de que uma ação representa várias outras em cadeia, que poderiam interferir na vida de outros. E isso seria injusto. Assim, minha contribuição ao universo é sob hipótese alguma revidar. Eu amo, perdoo, sou grata, peço perdão, sou perdoada, sinto por todas as Dores minhas e compartilhadas, aceito, entrego e sigo. Não sou melhor nem pior que ninguém, apenas corrijo em mim, o que não gosto nos outros. Nina Lee Magalhães
O pensamento do outro a seu respeito, diz respeito ao outro. Não se importe. Siga. Quando temos certeza de quem somos, nada pode tirar nossa paz. Nina Lee Magalhães
Creio em Deus. Tudo é entre eu e Ele. Logo, perder tempo com o achismo alheio e gastar energia vital, divina com algo que nada acrescentará. Sigo, aceito, confio, porque sei, no final é entre eu e Ele. Nina Lee Magalhães
Sempre de de si, algo as pessoas que passarem por você. Um aceno, uma palavra, um abraço, um carinho, um olhar. A gente nunca sabe o momento seguinte e nem sabemos se de repente, isto seja a única coisa que aquele Ser receberá no dia. Ama, confia, Crê!
Eu gosto de gente que o fundo, quando poderia simplesmente ver à margem. O nome disso é amor! Nina Lee Magalhães
Eu gosto de gente que o fundo, quando poderia simplesmente ver à margem. O nome disso é amor! Nina Lee Magalhães
Quando cheguei do trabalho o corpo clamava pelo sossego da casa vazia.
Os ombros espremidos feitos limões depois de um dia inteiro vivenciado no antes e depois. Nunca agora.
O agora pertence ao reino das pessoas bem resolvidas, do presente selvagem, da ausência de dores e dúvidas. Por isso tal lugar me é tão fantasioso e desconhecido. Estou sempre presa entre dois tempos. Meus limões e eu.
E a silenciosa ordem da casa vazia era a única coisa de que precisava para que o dia terminasse afinal. Não haveria ninguém me esperando, não precisaria contar como foi o dia, o que fiz. Tudo estaria no exato lugar que a mão desatenta deixou pela manhã.
Estaria… do Pretérito mais que perfeito condicional.
Condição em que eu teria encontrado a casa se tivesse deixado a bendita janela fechada.
Mas a mão (aquela mesma descuidada que nunca repara o que está fazendo) abriu a janela antes de sair e foi embora despreocupada como só as mãos sabem ser. Nem pensou em olhar a tempestade que se anunciava desde cedo no horizonte.
Suspeito, na verdade, que exista uma relação profunda entre mão e vento. É o que percebo toda vez que minha mão esgueira para janela aberta do carro quando ninguém está olhando. Estende-se para o vento que corre livremente do lado de fora, finge que voa enquanto o ar se espreme entre suas partes sempre tão guardadas por anéis.
Em todo caso, a mão não estava lá quando o vento entrou enfurecido procurando por ela. Raivoso brandiu com força papéis para todos os cantos, derrubou aquele vaso feio que ficava sobre a mesa, o único que aceitou receber a estranha planta que eu nunca sabia se estava viva ou morta. Agora entre os cacos de vidro no chão não restava dúvida: morta.
Os papéis que permaneceram sobre a mesa molhados pela água do vaso, o restante espalhado no chão.
As cortinas caídas sobre o sofá como se cansadas de lutar contra o vento e tivessem simplesmente desistido. Ficaram observando enquanto o caos reinava na casa.
Nada naquele lugar lembrava a paz que eu buscava quando entrei.
A mão primeiramente cobriu os olhos com mais força do que o necessário, foi se agarrando a cada osso do rosto até se prostrar entre os dente a espera de ser castigada. Respirei fundo e a coloquei em seu devido lugar ao lado do corpo.
Caminhei entre vidros, cortinas, papéis e flores que já estavam mortas muito antes do vento chegar.
No meio da sala olhei para as mãos descuidadas e famintas por vento. E por um instante me senti bem em meio ao caos. Não sabia por onde começar a arrumação e, sinceramente, não havia qualquer pressa para isso.
Soltei o peso dos ombros que pela primeira vez eram nada além de ossos, músculo e pele. Fiz um azedo suco com o saco de limões que carregava e bebi inteiro, sem açúcar.
E ali, cercada pelo silencio caótico que se estende após a tempestade não havia nenhum outro lugar em que eu pudesse estar. Só o famigerado momento presente e eu em meio a sala. Sós.
