Faz de Conta Qu eu Acredito
Parece coisa de louco
Como explicar na verdade
Que o amor, que durou tão pouco
Me doa uma eternidade
E se eu te pedisse...
esqueça o medo,
deixa pra lá o tempo
ignore a experiência
faça de conta que não existem:
o ontem, o vivido, o sofrido...
Esqueça a convenção,
faça diferente,
pense só na gente,
siga teu coração...
E se eu te pedisse...
me faça feliz,
não te importe com o que o outro diz...
E se eu te pedisse?
E eu te encontrei em meio toda aquela multidão, no meio de tanta gente que ria eu me dei conta de que era metade, de que te deixei ir por não ter coragem de enfrentar os fatos.
Eu que tanto pedi para que hoje fosse mais um daqueles dias de embriaguez, que tanto quis me entregar ao primeiro cara que aparecesse, logo eu no pico de fraqueza, te encontro por ai, meio que sem rumo querendo achar um lugar pra ficar e mesmo querendo gritar e te chamar pra entrar, não houve reação, paralisei, eu te perdia ali mais uma vez, a multidão aumentava mais e mais, o eco das gargalhadas se embaralhava nas lágrimas que escorriam dos meus olhos e entre um ou outro cara que me jogava uma cantada qualquer eu te buscava, eu te caçava em cada rosto.
Só queria não ter perdido a fala quando te vi, não queria ficar assim todas as vezes que me deparo contigo, que me deparo com a fraqueza que ainda vive em mim, eu não queria que fosse desse jeito, eu preferiria mil vezes ter te esquecido há um ano atrás, mas cara você tem um efeito sobre mim que não consigo conter.
Era pra ser mais um carnaval, mas uma lista de homens que nem sequer lembraria o nome, era pra ser um dia pra rir na semana que vem, era pra ser hilário, pra perder o juízo e esquecer a hora de voltar pra casa, mas foi apenas mais um dia, na lista de dias que não quis mais ninguém, mais um dia pra te procurar em cada esquina, um dia desses pra desabar em cima do travesseiro ao ser lembrado, um dia que a gente não programa, não faz questão de acontecer, mais um dia desses que você se dá conta de que não é feliz e que não adianta maquiar a situação, quando você menos espera a realidade bate na porta e te joga de cara naquilo que você tentou esconder esse tempo todo com meia dúzia de sorrisos baratos.
Eu sei que a dor que tomou conta de meu corpo tem poder para tomar conta dele.
Mas sei também que o Senhor Deus tem muito mais poder para expulsá-la e ainda deixar meu corpo livre de ataques silenciosos de meus inimigos.
Eu creio em Deus e a Ele dedico tudo o que faço, a minha vida e obra, pois sei que fui criado como um homem e ao pó
tornarei, assim como está escrito no livro de Gênesis.
Deus amou o mundo que enviou Seu filho Jesus Cristo para sofrer e pagar os pecados da humanidade.
É muito legal ver esse reconhecimento por conta do trabalho. Eu fico muito feliz. Eu tenho noção que sou mais desconhecido do que conhecido, porque a gente vive em bolhas.
É como ter a sensação de que eu nunca mais serei feliz ..
que um medo absurdo toma conta de tudo que eu penso e vejo!
Sentimento de loucura, tudo tão vazio, tudo tão escuro ..
um sentimento de que não sei oque estou fazendo aqui ainda!
MORTAL VIVER MORTAL MORTE
Conta-me dos mortos, que dos vivos eu já sei
De enxada na mão, da alma que sofre
Chuva que bate forte nos ramos da pobre videira
Nas parras do nevoeiro na serra
De viciosos caminhos de lama
Pois as nossas almas belas assemelham-se
Ao luto negro do amanhã
Por entre os palcos do velho circo
Conta-me dos mortos, pois dos vivos nada sei
Onde perco o trilho do nosso refúgio
Papoilas que voam na tempestade sombria
Deixadas no chão já secas, molhadas
Molhadas de tinta do velho tinteiro
Que sobrevive com pena ou dor
Conta-me dos mortos, que dos vivos pouco sei
No padecer de um vírus que ataca
Em cada abraço, cada beijo, cada aperto de mão
Que tortura o corpo já sem falar na mente
A morte espreita em cada canto do mundo
Em cada esquina na escarpa que me fere os pés
Conta-me dos mortos que dos vivos pouco me lembro
Nesta aflição que enregela o meu canto ou o meu trabalho
Deste vírus mortal que ataca toda a humanidade
Conta-me dos vivos, que dos mortos esses não ficarão esquecidos
Na saudade que já deixam de tantas lágrimas perdidas
De um adeus feito a distância que sufoca a alma
Pois a esperança nasce todos os dias e a fé a todas as horas.
Dedicatória:
Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.
Acredito que o nosso maior erro é pensar muito. O pensamento alimenta o corpo, e por conta de uma cultura secular ficamos nos extremos com momentos de total euforia e outros de grande tristeza. São nestes momentos que alimentamos de forma errada nossa mente sugando nossa energia e cometemos os maiores erros
Mas acredito que existem sentimentos que nós só nos damos conta de que sabemos lidar com eles qdo a vida já nos ensinou muitas vzs a lidar com eles, isso é aprendizado!
Acredito que vamos colocando na conta da experiência tudo o que acontece conosco, inclusive nos relacionamentos. Aprendemos a lidar com certas situações, é através de alegrias e tristezas que desenvolvemos a inteligência emocional e adquirimos maturidade para encarar a vida.
Impossível dizer que poderíamos ficar sozinhos, pois quando um romance não dá certo, procuramos não cometer os mesmos erros, buscamos melhorar, mesmo que afetados por determinadas circunstâncias, acabamos tentando nos envolver outras vezes, isso é fato.
Podemos viver sozinhos enquanto pensarmos que somos auto suficientes, que não dependemos de ninguém, que os pais e amigos sempre nos apoiarão e estarão ao nosso lado.
Não espere pela pessoa perfeita. Se ninguém está à sua altura, não é bom o suficiente para você, talvez o problema não esteja nas pessoas...
Acredito que um bom empreendimento se compare com uma complexa conta de matemática, onde para chegar no resultado certo não é muito fácil, mas deve antes de tudo prestar muita atenção no início e para ter um resultado correto deve-se usar as fórmulas corretas.
Então, antes de tudo, pense na fórmula certa para o começo, depois se preocupe com a finalização.
Não que seja uma fórmula mágica, mas o caminho correto a ser percorrido.
05/03/2014
