Faz de Conta Qu eu Acredito
Só vive na solidão quem já amou,
quem nunca amou é apenas solitário,
e isso não dói...
só sabe o que é amargo quem já provou o doce,
quem nunca provou não sabe de sabores;
então o que é felicidade...
felicidade é esse gosto amargo
de saber que já foi feliz um dia...
e isso dói
então, nunca seremos felizes?
seremos... com netos, rugas e cabelos brancos...
mas isto é inexplicável...
Às dezoito horas as lembranças são sempre as mais melancólicas, especialmente nos dias chuvosos quando uma neblina fria, inclinada pelo vento que bate janelas e portas, faz chorar as vidraças, deita todas as desilusões que incomodam; nesse momento parece que temos todo o tempo do mundo para relembrar as decepções. Os bambuzais vergam com o vento assim como paixões vergam nosso orgulho, são histórias tristes que as seis da tarde em dias chuvosos trazem à tona fatalidades que essas horas vazias alimentam.
Os jornais estampam de vez em quando fatalidades causadas pela paixão ou desilusões; essa noite turva contínua vai além dos seus limites e faz purgar os que perderam suas identidades, suas referências e vistos por uma vidraça são só personagens de um teatro sinistro na penumbra dessa noite. Ela dançava na chuva; tinha um grupo de amigas mais ou menos da mesma idade, todas adolescentes, inconsequentes como todos que adolescem, dançavam na chuva com a roupa colada no corpo, mostrando suas formas femininas que se acentuavam; os pingos de chuva sob a luz do poste pareciam pingos de brilhantes. É uma lembrança nostálgica que fica num quadro adornado pela saudade. O sorriso de Emily luzia naquele quarteirão; na padaria onde ela pegava o pão todas as manhãs, na quitanda onde comprava as frutas pra sua avó Giordana, na vacaria onde comprava o leite, tirado na hora, era assim que sua avó queria. Maria Eunice todas as manhãs acena do oitavo andar no condomínio em frente, faz um sinal que só ela entende, era uma senha do grupo que só elas conheciam; algo mais ou menos como: "amigas para sempre", mas havia um algo mais como promessa de fidelidade e lealdade; assim Catarina desistira do casamento ao saber que o noivo já tinha namorado com uma das amigas. Esse fato Emily menciona com frequência; num dia de febre alta delirou mencionando Catarina e Rogério: "talvez fossem muitos felizes hoje", Catarina tornara-se uma pessoa amarga, arredia, reclusa. acho que fomos longe demais com nossos pactos de juventude. A porta se abre trazendo a claridade de um relâmpago; Luis Otavio, filho único, entra salpicando a entrada; tira a capa e o capacete; Doralice o ajuda com as sacolas de compras, ela cuida de Emily e faz os trabalhos na cozinha; Auxiliadora, uma das amigas e também prima de Emily, vem sempre que possível. Luis Otavio menciona algum dano que a chuva causou na estrada, Doralice reclama na cozinha alguma dificuldade com o fogão, Otavio corre a acudi-la. Um sorriso escapa dos lábios de Emily; seu olhar está bem longe através da vidraça: um shortinho salmão de tactel e uma camiseta branca de popeline dançando sob a chuva com as amigas adolescentes e os meninos nas janelas encantados com tanta beleza; a chuva trazia a magia dessas lembranças. A voz de Doralice lhe corta os pensamentos: "seu comprimido, senhora..." e lhe estende um copo com água; a artrite a incomoda mas, Emily o toma rápida e solícita para ficar novamente só com suas lembranças; sabe que violara o pacto, mas como contar à uma quase, ou mais que irmã que Luis Otavio era filho de seu marido, Eduardo José casado com Maria Eugênia os quais foram morar na Itália; mesmo assim Maria Eugenia jamais lhe esquecera, ligava de quinze em quinze dias e jamais esquecera seu aniversário. Entre as amigas, Emily e Maria Eugênia talvez fossem as mais ligadas emocionalmente. Não fora uma traição, foi uma atração, uma paixão muito forte, um sentimento mútuo e apesar disso Emily não permitiu que Eduardo terminasse com Eugênia, assim casaram-se e foram para a Italia sem que Eduardo jamais soubesse de sua gravidez.
Lá fora a chuva parecia dar uma trégua, os sem teto da praça pareciam comemorar alguma coisa, aparecia sempre um filho de Deus para socorre-los com um copo de sopa, uma roupa, um cobertor. Emily não conseguia disfarçar sua perturbação diante dos mendigos; achava que aquela forma de ajuda-los só os deixava acomodados numa zona de conforto. Como podem se acomodar com uma vida tão miserável; certamente a droga os alienara. Otavio entra no quarto interrompendo os pensamentos de Emily: "mãe, olha, meu último poema..." Emily o olha, antes de pegar a folha datilografada, se Maria Eugênia o visse agora não precisaria explicar toda a sua história; Luís Otávio estava a cara do pai, Eduardo José quando ele tinha sua idade. Emily lê e relê o poema diante do olhar inquisitivo de Luis Otavio;"e aí mãe, gostou" "Meu filho você anda inspirado, acho que você anda lendo Cecília..." Luis Otavio amava a sensibilidade de Cecília Meireles. Na madrugada enquanto Emily revivia seu passado cheio de paixões ela escutava o toc-toc da Olivetti no quartinho de Otavio. Artrite limitara seus movimentos, mas nada segurava sua alma; o mundo. o cenário, todos os detalhes dos seus melhores anos estavam todos guardados na sua mente; a caramboleira, a mangueira da casa lilás onde Eugênia subia no muro para derrubar algumas frutas enquanto os cachorros latiam pelo lado de dentro e nos assustavam. Agora ali é um condomínio; gente bem vestida com carros modernos e raros sorrisos, que às vezes se jogam de seus andares ou resolvem seus problemas com um disparo quebrando o silencio da noite, interrompendo os sonhos e a inspiração dos que se apaixonaram e ainda amam a vida.
Emily se move numa cadeira de rodas na madrugada, cumpre a parte do pacto que lhe cabe; amar sempre com fidelidade e lealdade; lê os poemas de Luis Otavio, relê os seus. A vida não é perfeita, as pessoas não são perfeitas; amar a vida e as pessoas, esse é o sentido da vida.
Em algumas noites, me vejo e me sinto como se estivesse diante de uma estranha, como se a pessoa que percebo de volta não fosse realmente eu. É um sentimento desesperador, como se eu estivesse à deriva em um mar de incertezas, longe da minha essência. E a noite que muitas vezes se torna minha confidente, quando as palavras fluem de mim como se fossem a minha única verdade. Escrever é o meu refúgio, uma linha que me conecta com partes de mim mesma que parecem ter se perdido. Há dias em que o tempo parece uma prisão, como se estivesse inerte no limbo, assistindo ao mundo girar enquanto eu permaneço parada. Levantar toda manhã se torna uma batalha, uma luta contra uma força invisível. Às vezes, a angústia parece um monstro gigante, que exige cada grama de mim, e degladeio todos os dias para permanecer viva. É uma luta constante, mas sei que enfrentar essa batalha me enfraquece a cada dia, ja me sinto exausta.
O fotógrafo revestido
De fantasia
Mas com sintomas de paparazzi.
Saiu na captura daquele vestido
Que revestia aquele corpo,
Com destaque naquele "rosto desenchavido"
E tão monótono,
Que parecia uma flor do outono...
***
Existem aqueles dias em que
a melhor das pessoas,
está com a cabeça
em densas
fumaça.
*
Por mais que haja um bom senso,
os Pensamentos
estão
todos queimados.
*
E o melhor a fazer
é escrever
e ter
a coragem de vomitar
o indigesto
que invadiu o teu ouvido.
*
e se não puder corrigir
põe no cesto de lixo
e vai dormir.
*
Pronto, uma boa noite
de sono,
tua pessoa no abandono
de um ressonar
é tudo que se quer..."
***
✍️
*
"Todos da humanidade
possuí um prazo de validade,
e sem contar com o imprevisto,
que, sempre está no atalho
buscando um momento
pra nós tirar a vida."
***
Sou uma encantada...
Cheguei do mar...
Trago nas mãos aromas perfumado... Cujo nome é paixão
Que te ofereço em silêncio
Venho do tempo... De um lugar distante dourado... Misterioso...
Sou a luz que tomou de assalto tuas pegadas..
Enquanto o Mar geme com suas ondas da maré cheia...
Saudoso de mim...
Eu estou a sorrir-te no cristalino das águas...!
Pessoas dizem que amam,mas somente amam da boca para fora.Quando surgem as primeiras dificuldades,querem largar o pet,família,pai,mãe e etc...
Que tipo de amor é esse? Ainda abrem a boca para dizerem que é amor? Quem ama cuida e cuida bem!
Vou começando a minha poesia
Falando de Maria.
Uma mal educada,
Que gosta de zombar,
Dos que caem da escada para nunca levantar.
O que me dá raiva
É essa tal discriminação,
Dos quadrinhos do Paiva,
Que aclamam atenção!
Não sou informado,
Não sei escrever.
Mas o que tenho odiado
É essa tal de U.R.V!
Rogo pragas,
Mas era pedido.
Para curar as chagas,
Do orgulho ferido.
Roubar do povo
Não é gozação!
Mas se fizer de novo essa tal de pichação,
Tirarei meu orgulho de trabalhar nessa nação!
Não sei ler
A placa da avenida,
Mas precisas conhecer
A minha experiência de vida!
De que usar
O sumismo da nação,
Parar com etnocentrismo...
Porque essa tal opressão?
Mas quem sabes filho
Que tu não me trairias,
Que não acabarias,
Como o Paulo César Farias!
Se tu queres saber
O que é etnocentrismo,
Procure no dicionário,
Porque eu não digo!
Experiências boas ou ruins, as pessoas reclamam. Querem deixar suas mazelas debaixo do tapete,não querendo encarar a verdade sobre si mesmos!
O Céu da Consciência
De Jesus Cristo Redentor
Ele é o Rei da Ciência
Nosso Mestre do Amor
O que Ele ensinou
Sempre irá perdurar
Ensinar gerações de valor
Aprender o valor de perdoar
O perdão é para quem ama de verdade
Anda gratidão de coração
Este possui sinceridade
Amando seu irmão
Examine sua mente
Aprenda sempre a considerar
Fique sempre consciente
Do que está para chegar.
Não se apegue demais às pessoas.Elas desaparecerão do cenário,como nós.Apenas,viva feliz,ame mais que tudo!
Quem fala de mim
Boa ou má coisa projeta
Não podemos ser assim
Pessoa que maldade arquiteta
Quem anda a falar mal
Prepare-se para sofrer
Pois quem anda com o bem afinal
Tem o seu Pai para lhe proteger
Deus mostra o caminho
É quem nos dá nosso valor
Obedecendo e seguindo direitinho
A estrada do amor
A estrada do amor
Dentro do meu coração
De Jesus com fervor
Alcançando a salvação!
Não posso dizer que acordei mais triste, pois pra ser sincero, ainda nem dormi... Posso garantir que a saudade persiste, então me levanto preparo o café, rezo pra que o tempo me faça esquecer, mais a cada dois, três minutos que passam, simplesmente me pego pensando em você...
Vem nos dê a mão e não solte até trazermos para o presente o futuro que queremos para a profissão que amamos!
Para tocar no fundo do teu coração...
Ela despertou em mim
Um sentimento
Dotado de amor carinho
Que veio com a amizade
Já não me sinto sozinho...
Será que é amor?
Vamos descobrir juntos
Não temos tanta coisa em comum,
Mas Quase sempre estamos juntos
Baby não vou te machucar
Você não sabe, mas antes
De você chegar eu estava triste
De repente você chegou assim
Como um anjo e sorriu para mim
Foi nesse momento que eu percebi
Que o destino te enviou pra mim.
Quero ser mais que um simples amigo
A minha vida sem você não tem brilho,
Não faz nenhum sentido
Esqueça o que os outros pensam
Fica do meu lado, deixe-me ser
O seu namorado...
Toda vez que eu beijo o teu rosto
Eu sinto em minha o teu gosto
O calor do seu corpo, quando cola no meu
Já estou ficando louco, que sufoco!
Se você soubesse o quanto eu te desejo
Se soubesse que sonho com o teu beijo.
Quando não te vejo a saudade
Me faz te enxergar
Seja no azul do céu ou no azul do mar
E nas noites de luar o brilho das estrelas
Me faz lembrar dos teus olhos lindos
Que eu tento encontrar
Fiz essa canção do fundo do meu peito
Para tocar no fundo do teu coração...
(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"
Finados...
Hoje não é dia de ficar nem triste,
Nem depressivo, não esquecer
As pessoas que se foram
E sim de aprender a valorizar quem está vivo!
Edvan Pereira "O Poeta"
O ódio é um alimento amargo que não sai da boca,mas fica camuflado para levar o horror aonde quer que esteja,é uma munição pra quem carrega.
Deus, o eterno mito
Deus! Bastaria a ti mesmo
Para que o homem?
Deus! Bastaria o homem
Para que a mulher?
Deus! Bastaria a mulher
Para que a Serpente?
Deus! Bastaria a Serpente
Para que os frutos?
Deus! Bastaria o fruto do bem
Para que o do mal?
Deus! Bastaria o fruto mal
Para que a tentação?
Deu! Bastaria a tentação
Para que o imperdão?
Deus! Bastaria a vida
Para que a morte?
Deus! Bastaria o mundo
Para que este inferno?
Deus! Bastaria este inferno
Para que outro?
Deus! Bastaria tua semelhança
Para que a minha?
Deus! Basta-te como eterno mito
Quando era criança minha mãe dizia: Se puserem apelido em você não reclame, senão vai pegar!!!!
Quanto mais reclamamos daquilo que não gostamos, mais damos asas às pessoas do mal!!!
