Fantasia e carnaval
Carnaval, primeiro a alegria exagerada, o riso solto, a embriaguez descontrolada; depois, o arrependimento, a angústia, a dor.
Tudo o que vivemos são escolhas que aos poucos nos leva ao cadafalso ou a glória infinita.
Que todas as mulheres fiquem de máscara tal qual o carnaval veneziano!!! Que as suas bocas sejam ilhas ainda inexploradas, na vigília do penhasco ansiando pelo mais bravo navegador errante, cercadas de emoção e de amor por todo o lado. E que nós homens possamos enfim perceber a infinita magnitude de uma mulher por completo. Desnuda. Pervertida. Desadornada. Desenfestada.
Mas ainda assim: de máscara!
CARNAVAL FORA DE ÉPOCA
Acho que foi nesse período
Percebi-me e não gostei do que vi
Não era o que esperavam de mim
Assustei-me, chorei e comecei a morrer
Calado, com medo e com dor
Dor na alma, nos olhos, no corpo
Solitário, perdido, sem respostas
Diferente, tornei-me indiferente a mim
Meus desejos eram contrários e contraditórios
Como meu corpo e mente
Meus beijos impossíveis
Meus abraços duvidosos
Meus olhares maliciosos, vindo de olhos
Que deveriam ser arrancados
Tentava respirar num mar cada vez mais profundo
E turvo e turbulento
Um turbilhão
E morri no maior dos meus medos
Que hoje eu entendo
O mar
Sempre achei que tal temor vinha de outra vida
Mas hoje consigo enxergar que morri nessa
Aos sete anos de idade
E para continuar
Tive que renascer respirando outra essência
Que não era minha
A minha era proibida e ainda malvista
E condenada
Pelos que te matam
Sorrindo
Aceitando
Fingindo
E rindo
Da tua dor disfarçada
Muitas vezes numa alegria forçada
Numa roupa fantasiada
Num gesto sinuoso, ridículo, engraçado, exagerado
E provocante de defesa
Não me mataram
Me mal-trataram
Mas não me mataram
Fizeram com que eu me matasse
Tirando deles a culpa
Disfarçada em palavras amigavelmente mentirosas
Por mais que alguns pensaram estar sendo verdadeiros
Foram sempre traídos pelos olhares questionadores,
Reprovadores
E na sua grande maioria disfarçados para não magoar
Porém cortantes e risíveis
E generosamente cortantes
Assumo
Ninguém me matou
Eu não me matei
Fiz pior
Deixei-me matar
E renasci
Com medo
Receio
Raiva
Pena
Vontade
Sonhos
Desconfiança
Insegurança
Força
E máscara.
Pierrot & Colombina
Fantasiei - me de amor.
Logo estarei com meu Pierrot.
Carnaval também é poesia,
que nos embala ao
som de doce melodia.
Em meu coração
há eterna folia.
Pierrot e Colombina,
dançam em perfeita harmonia.
Carnaval também é poesia,
versos feitos com
amor e alegria.
Pierrot e Colombina,
poesia que rima
em sintonia.
Uma vez no carnaval
Lembro de fugir das feiras
Naquele feriado de loucos
Bebendo, beijando e dançando
As vezes com amigos
Outras vezes com estranhos
Pulei, gritei e até chorei
Conheci um amor sem querer
Sentir ciúmes de algo que nem era meu
Consolei amigo arrependido
E tinha álcool até na "veia"
Eu curti...
Uma noite, uma madrugada
Sem pensar em ninguém
Apenas em mim
Esse é o segredo de se divertir
Descobrir que não precisa de ninguém
Para ser feliz.
O Carnaval é todo dia! O Reveillon é toda sexta-feira!
E as férias? O ano inteiro!
Amores, Boemia e Paixões.
Dizem que Hoje é Carnaval
Infelizmente, hoje, não vai ser preciso fazer refeição, pois não se esqueça que neste belo do mundo de ramos, na quarentena, em plena próxima quaresma, vai ser dia de jejuar, para salvação do presente quadro de pandemia e do presidente.
Segue o convite que recebi do além e, caso queiram aderir, não se preocupem, minha receita dominical está salva na memória e tenho bons ingredientes, com alguma picardia, na despensa.
Vale a pena, na quaresma e na quarentena, meditar sobre a alienação do indivíduo que acredita até naquilo que não existe e inverte a realidade na mente criada pelo seu cérebro, como se ela é que o dominasse, não o corpo.
A fé não remove montanha, nem pode ressuscitar o cadáver insepulto, quem dera o sepulto que, com o vírus, corre o risco de ficar sem cova por falta de coveiro.
O jejum evangélico mostra que a religião "é o ópio do povo"! É a negação da negação na "a filosofia" da miséria, fazer jejum para pagar o dízimo e comprar álcool gel untado, quando por outro lado é certa "a miséria de filosofia" que não transforma o mundo, já estudado pelos filósofos, que o vírus transformou e "uniu os trabalhadores do mundo". Milagre "in divino", não saiu único tiro, sem dar as mãos limpas nem fazer greve, destruíram com o martelo o capitalismo, com o seu liberalismo do Estado mínimo o transformar no máximo, para não deixar ou fazer com "que os mortos enterrem seus mortos" e mostrar que: "de repente tudo que é sólido desmancha no ar"!
Encontramos pessoas em locais inadequados ao que são!
Simples assim!... o carnaval finda e as máscaras caem!
Por isso que o Brasil é uma República das Bananas. Esse povo medíocre só pensa em carnaval, futebol, novelas, Netflix e BBB.
Ela brinca de princesa
E vem o Carnaval
Passa a Páscoa em paz consigo, no quintal
O mundo é perplexo
Ordem mundial.
Reflexo e tal.
No carnaval.
Aiai minha mente.
Carente e inocente.
Do saber do mundo, do entender da gente.
Castigado e mastigado.
Do mundo, submundo astral.
Do profundo sobrenatural.
Civilizações e mitologias gregas.
Padrões arcaicos, colunas de justiça.
O mundo medonho, tecnológico e científico.
A manobra econômica.
Uma risada cômica.
É tudo magnífico.
Eu observo meu umbigo.
Mas sei que existe uma luneta surreal.
Um olhar além do sobrenatural.
Que frustra as artimanhas inimigas.
Um teor antigo, um olhar inimigo.
Do que falo e pouco se entende.
Do fluxo feroz.
Todo canto e lugar.
Aquele manifestar algoz.
Entender os céus.
Nem Moisés entendeu a aliança, dedos, anéis.
Não entrou na terra prometida.
Meu Deus, todo mundo falha.
A sabedoria do homem, é uma navalha.
Corta a ti e a mim.
Enfim.
O orgulho da peste.
A manobra de leste a oeste.
Do oriente ao ocidente.
No sudoeste da Bahia.
De onde parte essa poesia.
De um mundo fugaz e fantasia.
Da minha cobiça e meu anseio.
O mundo é produto do meio.
A maldade não prospera.
Minha esperança espera.
Nesse e muitos conteúdos que não quer resumi.
Inferno e céu, reze, ore e defina cada um o seu fim.
Giovane Silva Santos
Feliz é o amor que nasce no carnaval
E quer se mostrar pela cidade
Nos outbus, nos painéis
Atravessando o tráfego cambaleando
Febril é o amor que ferve nos quarteirões
E quer explodir fantasiado
Vai pelas ruas e avenidas
Rindo e colorindo a vida
