Falsa Moral
"A maior luta do homem não é contra a guerra, violência, baixa qualidade da educação, falta de infraestrutura na saúde, descaso com o meio ambiente, injustiça, fome e desemprego. A sua verdadeira batalha é contra sua consciência. Todo e qualquer mau na sociedade se baseia no preconceito malicioso e na falta de empatia pelo próximo.
Ainda mais, quando vivemos em uma sociedade que se baseia moralmente em um livro no qual o seu protagonista ordenava "sua antiga nação a destruir toda e qualquer cultura diferente da sua", sendo que supostamente, ele mesmo permitiu a diversidade cultural."
Foi numa madrugada dessas, sem sono, me levantara para ir ao banheiro quando de repente, no corredor entre o banheiro e a sala me deparei com um ser de outro mundo.
"Quem é você, posso te ajudar em algo?"- perguntei. Depois de um breve sorriso largo e amarelo, ele me respondeu.
"Sim, sou um fantasma, fui enviado para atormentar alguém aqui nessa casa hoje, procuro a Denyse, conheces? sabes em que quarto ela se acolhe?"
"Sei sim, é a minha irmã! Dorme bem alí na frente" - e apontei para o quarto.
"Acho que ela não está"
"Não custa nada tentar" - encorajei-o
"Certeza? Então vou tentar." - concordou ele. E continuei indo ao banheiro, terminei, voltei e passando por ele, o vi batendo na porta, chamava o nome dela bem baixinho com a boca encostada na porta e nada, esperava um retorno dela, batia novamente na porta e nada. Já deitada ainda continuara a escutar as batidas dele na porta, chamava o nome dela bem baixinho com a boca encostada na porta e nada, esperava um retorno dela, batia novamente na porta e nada, virei pro outro lado da cama, e as batidas continuara cada vez mais insuportáveis, primeiro as batidas, depois gritos, depois batidas de novo, depois gritos, gritos, gritos, gritos, choro, choro, grito, batidas de novo, gritos, toc toc, me atende, toc toc, choro, gritos, gritos, gemidos e gritos.
Na verdade, na verdade, meus amigos, quem recebera todo o tormento daquela noite era eu.
Moral: Quem muito entrega também se ferra.
VENCER não significa necessariamente superar outra pessoa; muitas vezes pode significar superar a si mesmo. É preciso ter muito cuidado e discernimento, pois a ambição, quando usada numa tentativa pífia de inflar o ego, leva à cegueira ética, moral, social, profissional, dentre outros aspectos. Considere a relatividade desta situação, em algum momento VENCER pode significar PERDER.
A arte de ser doido, maluco, louco, sinônimos tais que são privilégio de poucos que esquivam-se de paradigmas sociais, medidos a partir de equivocados princípios de ética absurda e princípios morais equivocados.
Muito fácil o julgamento de outros, determinante e prova de coragem é julgar-mo-nos, isso sim, é saber lidar com suas próprias facetas e máscaras.
Desculpem-me os puristas, mas não dá para lidar e combater a esquerda sem se sujar um pouquinho, assim como é impossível tirar o lixo de casa sem carregá-lo, com as próprias mãos, até a rua. Eles usam contra nós justamente a moral que guia nosso comportamento. São como vilão de filme pastelão: pede misericórdia ao herói no beiral do precipício e, tão logo é salvo, volta à carga para aniquilá-lo. Este método hediondo está no texto panfletário escrito por Trotsky, "A Moral deles e a Nossa", onde o picareta (a ambiguidade é proposital rs) discorre sobre como os adversários do marxismo têm ações limitadas por sua própria moralidade e censo ético, enquanto eles subjetivam qualquer valor moral e, portanto, possuem ilimitada margem para agir da forma mais vil que se faça necessária em vista de se atingir o objetivo almejado.
São José dos Campos, por sua vez, foi por onde andei desde meu primeiro ano de vida; lugar que criou minhas falhas morais e minha força de vontade em corrigi-las.
Não imagine que ao se apressar ou ao matar o tempo você ganhe algo em troca. O tempo é tanto consolador, como vingador. Lhe é indiferente o modo como você o trata, pois carece de moral. A responsabilidade é totalmente sua, não dele.
De tudo que o homem procura para alcançar a felicidade, duas estão certas:
A HONRA E O CARÁCTER MORAL
A preocupação ética, é a evidência da razão. Somente os seres racionais são passíveis se de preocupar com a ética. Portanto, a contrario sensu, a ignorância da ética evidencia a vitória do homem primitivo, a predominância do "eu" animal sobre o "eu" intelectual.
Não se iluda, não é uma mudança de calendário que trará as mudanças para a sua vida, e sim as suas decisões. Neste novo ano meu desejo é que tenha coragem, para tomar as decisões difíceis, pois as fáceis essas já vem decididas pela vida. Que você tenha princípios morais que o ajudem a tomar as melhores decisões. Que você desenvolva a sua inteligência, pois ela lhe foi concedida para isso, use sem moderação. Que as suas emoções sejam alavancas e não correntes. E quando perceber o quanto a vida é frágil, que você tenha fé suficiente para crer em Deus.
Quanto vale um homem hoje no mundo capitalista?
No sentido ético da palavra homem, deveria valer de acordo com seus conhecimentos morais, educacionais, o que ele tem a oferecer e ensinar, seu modo de vida, sua proporção de amor e carinho que dá de coração aberto, também como instrui filhos e como planeja seus relacionamentos de vida, seja familiar, ou pessoal, daí mistura tudo isso com suas crenças, amigos e deveria sair um sujeito normal, cheio de vida e alegria em viver e ser alguém respeitado na sociedade. Mas estamos num mundo capitalista, avarento, vaidoso e arrogante, sem dó nem piedade, onde as fatias são divididas de acordo com o poder aquisitivo de cada ser. Não há pecado alguém em ser rico, mas a Aparência é o que esta valendo, sentimentos, e moralidade são facilmente trocados por um cartão de crédito, daí aparece à depressão, onde o homem deixa de ser homem por ter falhado na aquisição de bens, e perde muito do que conquistou, por vezes até o amor de sua amada, e de acordo com o status tem ou não poder de decisões. Não podemos dar ênfase ao socialismo que não eleva em nada o ser humano, mas deixar o poder cruel do capitalismo destruir lares, amores, famílias, e endurecer corações antes por vezes românticos e sonhadores, isso é muita crueldade. Um homem hoje para conquistar uma mulher, se não tiver algo atrativo, com certeza é deixado de lado, por mais belo, fiel, trabalhador e verdadeiro que seja, e se chamá-la de interesseira, logo é taxado de muitas coisas, e as amigas e família a apóiam, mas, cadê o amor nisso? Notamos que a Sabedoria, se não for no sentido que ganhar muito dinheiro, por incrível que possa parecer, hoje não tem muito valor. Quem sabe seja a proximidade dos cálices dos anjos sobre a humanidade. Uma sociedade onde músculos e corpos esculpidos valem muito mais que inteligência, alguns filhos só o chamam de pai herói se este der tudo o que querem, mas isso é tremenda falta de princípios básicos familiares, para conquistar amigos, quando adulto, só se tiver algo a oferecer, mais uma falência de valores morais... Ter uma sociedade com regime de socialismo jamais, mas a liberdade tão sonhada por muitos, prende-se a uma doutrina de valores que corroem os corações e não correspondem a muitos que se dizem cristãos. Ai a pergunta: Homem deixa de ser homem por não ter dinheiro? Tem que rir para não chorar...
Há pessoas que envelhecem adquirindo e repassando conhecimentos, estas contribuem não só a seus objetivos, entretanto há outras cobertas de ignorância, não de maldade, acredito que a maldade não exista, mas sim a ignorância, li a respeito dela, e ela explica todos os desvios de conduta que atrapalham o ser humano, a ignorância. Quando se tem alguma forma de poder é extremamente fácil potencializar a ignorância, todos somos ignorantes, alguns menos outros mais, buscar o conhecimento e não aplicar pode ser a escolha da ignorância ao invés da razão. A luz para muitos pode ofuscar ao invés de iluminar, mas saibamos perdoar para que também não sejamos ignorantes.
ESCRAVOS DO EGO
Umberto Sussela Filho
Somente a prisão nos traz o verdadeiro sabor da liberdade, isto é fato, mas sem perceber somos escravos da nossa própria consciência, escravos do ser, do poder, do ter e do imaginar.
Somos impedidos de seguir em frente pelo apego e a preços que destroem nossos valores e nos roubam a paz.
Algumas coisas nos aprisionam sem a nossa percepção, fazendo com que vivamos em função de metas e conquistas inúteis, criadas e servidas apenas para nós mesmos.
Dentre os caminhos tortuosos que desfiguram o homem, o Ego, real ou imaginário é um dos mais perigosos.
A necessidade frequente de ser melhor, de ter o melhor, de riquezas, de elogios, nos torna pobres e nos afasta de tudo o que é real e verdadeiro.
O Ego constitui um comportamento digno de pessoas vazias e como nossa felicidade é interna, conclui-se portanto que que é um comportamento de pessoas infelizes.
Durante a vida, criamos e cultivamos em nosso interior uma busca constante por uma perfeição desnecessária e que alimenta a individualidade.
Não são raros os exemplos de egoísmo imaginário, onde a obsessão pelo ser, pelo poder, pelo estar e pelo ter, afasta as pessoas de uma convivência social saudável.
O que é ser melhor?
O que é poder?
Ser melhor é a definição da inferioridade.
Assim somos nós, procuramos incessantemente o melhor para os olhos alheios e esquecemos da nossa essência, daquilo que nos faz bem.
Não cultivemos o ego, pois estas buscas externas de poder e de parecer estar, nos tornam desprovidos de humanidade.
O Ego nos tira a paz, já que passamos a viver para os outros é a cultivar poderes que nos enfraquecem.
O Ego aprisiona, escraviza e a sua manutenção é a condenação a incapacidade de ser feliz.
FIGOS
Umberto Sussela Filho
Aqui em frente de casa existe uma figueira, dessas que os figos são usados para doces, compotas, enfim acredito que todos conheçam.
Sempre esteve ali, mas só depois de algum tempo comecei a observa-la.
Comecei a observar de como atravessou todos esses anos e como está produzindo mais e melhores frutos.
Quantas estações, sóis e tempestades foram superadas, sempre ali, se adaptando as circunstâncias que o tempo lhe impôs.
Houveram situações que ela foi podada e alguns dos seus galhos retirados, mas ela formava outros galhos, com o intuito de se equilibrar.
Outras vezes pequenos cortes lhe atingiram, mas ela voltou a brotar e a produzir mais e melhores frutos.
Em tempos difíceis ela perdeu suas folhas e pareceu estar morta, mas em seu interior só estava se preparando para o despertar da primavera e o explendor do verão.
Ela está ali a se adaptar e a recomeçar, sempre que necessário e a dar frutos a quem for que passe pelo seu caminho e queira aprecia-los.
Observando, vi que muitos cortes são necessários a renovação e podas necessárias para frutos mais saborosos e abundantes.
Não diferente em nossa vida, é a compreensão do tempo e de suas variações, das podas, dos cortes que são necessários para novos galhos, novas folhas, novos e melhores frutos.
As folhas como o nosso corpo, desempenham seu papel e caem em um processo natural.
Como temos reagido as podas, aos ventos e as tempestades?
Como tem sido nossos figos, doces ou amargos, escassos ou abundantes?
Enfrente as interperies, sabendo que logo em seguida mudarão as estações e o recomeço seguirá seu ciclo.
Use as podas para frutificar mais e melhor, para deixar aos outros uma lembrança doce sobre você.
Saiba criar outros galhos mesmo que os cortes sejam inesperados e profundos, a fim de que haja sempre o equilíbrio.
Cresça continuamente para que sua presença não fique despercebida e notem a força que existe no recomeço.
E quando chegar o verão, aproveite-o em sua plenitude, sem rancor, sem mágoas que decorrem das podas e quebras impostas.
Produza mais frutos para aqueles que lhe machucaram, mostrando que oferecemos o melhor que temos.
E quando fores sacudindo por um vento forte, que derrube suas folhas e seu trabalho, não relute com desânimo, mas aguarde paciente a chegada de um novo ciclo.
O recomeço é um presente que supera todas as frustrações, o tempo não para, tudo se ajeita, no equilíbrio constante e na adaptação as interperies.
Não espere o fim dos danos, mas aguarde pacientemente a dádiva do renascimento no seu explendor.
Sirva de pouso para os que voam e buscam em ti uma parada para o descanso, abra seus frutos é mostre-os para que possam saborea-los.
Análise as Figueiras em seu caminho, que nos ensinam e não esperam nada em troca.
Não se deixe secar pelos contratempos e aprenda a recomeçar para que seus frutos sejam doces na memória dos que se aproximaram de sua existência.
