Falsa Moral
O Natal não é sobre luz ou esperança; é o inventário anual da falência moral. É o momento em que a sociedade confunde o vazio existencial com o vazio debaixo da árvore, tentando preencher com compras e excessos o buraco deixado por uma vida que, no fundo, não tem propósito algum além do consumo.
Enquanto conservadores cristãos policiam a moral alheia como se fosse salvação, a miséria, a saúde e a educação apodrecem no canto, porque cuidar de gente nunca deu tanto prazer quanto vigiar corpos.
A ética não desceu do céu. Moral é uma construção humana, feita por humanos, para humanos. Todos os livros “sagrados” foram escritos por mãos humanas; deuses não escrevem, não publicam e nunca redigiram uma única linha sobre valores humanos. A moral é nossa responsabilidade, não um ditado divino.
Valorizamos nossas vidas e as de quem amamos aqui e agora... O sábio reconhece que a moral busca a preservação da vida
Ditadura da Felicidade
Foi esse o tema de uma da exibições do programa “Na Moral”, comandado por Pedro Bial, na Rede Globo. Atraída pelo assunto, fiz questão de ficar acordada até tarde para acompanhar e saborear a discussão.
Além de instigante, o título escolhido foi bastante pertinente. De fato, embora muitas vezes não tenhamos consciência disso, vivemos, sim, submetidos à ditadura da felicidade. Basta olhar ao redor. É ela (a felicidade) quem nos governa, quem dita as regras a serem seguidas. É ela, enfim, quem está no comando.
Dia desses, em meio a uma conversa descontraída com um amigo, fui surpreendida com a seguinte pergunta: “Qual é, pra você, o sentido da vida?”.
Ingenuamente, respondi que aqui estamos, todos nós, em busca de amadurecimento, na esperança e com o objetivo de crescermos e evoluirmos, tornando-nos seres humanos melhores.
Percebi que o amigo me olhou torto e a impressão que tive foi de que, lá no fundo, ele se sentira injuriado com a minha resposta. Penso mesmo que ele se segurou para não dizer que eu estava completamente enganada, que não era nada daquilo, que o sentido e a razão da vida eram a busca da felicidade. E foi assim que, quando lhe devolvi a pergunta, ele respondeu, com entusiasmo: “Estamos aqui para sermos felizes. Estamos todos em busca da felicidade”.
E aquele bate-papo me fez refletir sobre o quanto somos reféns dessa tal felicidade. Sim, porque tudo o que fazemos é em prol dela. Parece ser ela a finalidade de todos os nossos projetos, de todas as nossas atitudes, de todo o nosso esforço e até das nossas economias.
E onde estará ela, afinal? Alguém aí, por acaso, já a encontrou?
Na sociedade em que vivemos, é comum que a felicidade esteja associada à aquisição de algum bem de consumo. Fica-se feliz com a compra de um carro novo, com a troca do apartamento, com a tão sonhada viagem à Europa. Ou mesmo ao se ganhar um sapato novo, aquele vestido que vinha sendo paparicado na vitrine ou o CD da banda favorita.
Mas a felicidade vai bem além disso. É algo imaterial, que não pode ser tocado. É um estado de espírito, que precisa ser diariamente exercitado para ser mantido. Deveria ser encarada como consequência natural de nossas atitudes, e não como resultado necessário delas.
Em outras palavras, não se trata de correr atrás de um determinado sonho “para ser feliz” ou “com o objetivo de ser feliz”. Melhor é persegui-lo, com unhas e dentes, por crer que aquele é o melhor caminho a ser seguido. A felicidade é que venha, espontaneamente, se e quando puder, e não a qualquer preço, porque ela, na verdade, não tem preço.
Enquanto estivermos nessa busca incessante e desvairada pela felicidade, ela continuará nos dominando, controlando nossos passos e cerceando nossa liberdade. Continuaremos, sim, sob seu comando.
Encaremos a vida como uma excelente oportunidade de crescimento. Pratiquemos o bem, cultivemos o amor ao próximo. Sejamos honestos e humildes. Tomemos o caminho que nos pareça mais adequado. E deixemos que a felicidade venha naturalmente ao nosso encontro, sem cobranças, sem exigências, mas apenas como resultado das escolhas certas que fizemos.
Não tente me destruir moralmente...antes que isso aconteça...a sua moral já não vale mais nada...posso não ver... e nem ouvir sua mente fraca...mas posso sentir a tamanha força que me protege.
A Moral está de Pé? para alguns creio que sim e para outros? as atitudes nos dizem que não, como Mudar? revendo os valores invertidos, que valores? o Primeiro é que Deus está no controle e não o homem.
Pra nós, não existe este Deus lá no céu
nem esta coisa banal, que se chama moral
queremos que vá tudo p/ o inferno
pois agora, vamos viver a vida e a morte
seja sobre a terra, pelo céu, no mar ou dentro do pote
Mundo Cruel
Se converso estou afim...
Digo OI estou lhe dando moral, sou doida e falo com todo mundo...
Se tenho amizade, Já é namorado...
Não converso, sou metida...
Não digo oi, sou antipática..
E assim segue...
E duro né ? Qual é a solução?
Se tivermos uma oportunidade de fazer bem ao próximo, temos a obrigação moral de fazer, não é uma questão de escolha, é responsabilidade.
Ter moral e bons costumes não dá direito de ser intrometido e mandão na vida alheia. Aliás, é um péssimo costume se meter!
