Falo o que Sinto
Quanto mais falo, mais me atrapalho com as palavras
Desastradamente, peco nas minhas escolhas tão atenuadas
Preciso me fitar, dar-me atenção para que não volte a errar
Somente o meu repouso me colocará em meu lugar;
Por que erro? Por que tanto me perco?Não sou como eu quero
Sou um instrumento de um sentimento inteiro
Não sou pela metade, será que eu tenho medo?
Basta-me um simples olhar de quem precisa de minha atenção... Que logo falo ao coração
Como de longe, no leve instante para que admita
Que as palavras têm o poder de tocá-la;
A minha crença não exige solidez da minha religião
Mas necessita da minha fé quando falo em minha oração!
O coração alegre irradia para outros corações! Não falo da alegria exterior, falo da verdadeira, daquela que não desaparece, faz parte duma base sustentável de equilíbrio entre ti e Deus.
Do quase nada
que aos olhos do mundo
se pode resumir
desta existência
eu hoje falo da saudade
que haverei de sentir
daquilo que resumo
como humilde humanidade
por ter vindo a este mundo
e uma vez aqui estando
não saber pra onde ir
esgotadas
todas as possibilidades
eu fiquei por aqui
respirando
pensando
aguardando
chorando de vez em quando
disse quase tudo
que queria
muita coisa
deixei pra depois
mas o "depois"
ainda não é hoje
e talvez não seja
nenhum dia
mesmo assim
não sei dizer
se foi por comodismo
ou esperança
de poder viver
aquele dia
que nunca chegou
de aguardar você dizer
aquilo que nunca falou
mas hoje eu sei
e percebo que sinto
a falta de lugares
de animais de estimação
da minha mãe dizendo "não"
de olhares que eu nunca entendi
o quê que queriam dizer
mas a saudade que eu sei
que mais haverá de doer
é aquela que eu sei que
vou continuar sentindo
de você.
Falo alto
No intenso barulho
Tenho a voz abafada
Chega a parecer
Quase o mesmo que nada
Em menor intensidade
Eu me escondo no silêncio
Das verdades não declaradas
Na alegria que eu minto sentir
Faço igual a essas pessoas
Que apenas esperam
Todo dia o fim do dia
E depois anoitecem
Na esperança
Que não amanheça.
Edson Ricardo Paiva.
O cravo brigou com a rosa, levou tapa e fez careta,
Disse: “Nunca mais te falo!”, saiu com muita treta.
Mas no baile da alegria, veja só que confusão:
Tavam juntos, lado a lado, dançando de mão na mão.
Paráfrase em cordel da canção popular “O cravo brigou com a rosa” publicada em "Cordel de primeira viagem: estudantes em sua estreia literária pelo sertão encantado da cultura nordestina"
Só o meu coração
sabe as imensas vezes
que falo de ti
para a minha alma.
Só a minha alma sabe
tudo sobre o amor.
As vezes, jogamos nossas sementes, adubamos, regamos, e fazemos isso ano e anos. Não falo em desistir, mas lhe adianto que alguns solos não são férteis.
É aquilo de dizer ame, mas não demores onde não há reciprocidade.
Mudemos de solo. Tem terra fértil pra todos.
O quê você quer
eu também quero,
por isso falo
da espera
que tem muito
mais a ver
com encontro
embalado bem
nas profundezas
dos nossos corações.
Falo de prisões
e de gentes
para pedir para
o além o auxílio
para que guarde
um General
que foi preso
de maneira
muito covarde,
E da mesma
maneira da tropa
e de outro
que dizem que
ele virou um
fantasma militar.
A nossa tragédia
imigratória
e as prisões
políticas não
nos comovem
como deveriam;
Vejo pessoas
em postos
importantes
em instituições
e que defendem
os DDHH de
forma seletiva.
E sempre fica
tudo por
isso mesmo,
Tudo vira safra
de sinais óbvios
que nós somos
o nosso próprio
perigo diários;
Cultivando
um novo tipo
de egoísmo
no cotidiano,
Optando por não
pensar como vício:
Chegaremos a um
ponto que seremos
desautorizados
a chorar as nossas
próprias misérias.
Porque eu quero fazer
O caminho de volta,
A começar por aquilo
Que me inspiro, penso e falo,
Desejando transformar
Somente em todo o carinho.
Não há autoritarismo
Que siga para frente,
Sempre que a vontade
De vencer e a esperança
Forem sem demora reunidos,
A fé na vida faz o paraíso.
Quem ofende a liberdade
Sempre merece o meu riso,
E quando a mim resiste
Desestruturo com os meus
Versos até fazer passar
O conflito e a tempestade.
Pensar jamais será ofensa,
Sentir e se expressar
Constroem Nações inteiras,
Não paro de por ti exigir,
Porque se livre te farei,
Assim livre eu permanecerei.
