Falecimento

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⁠I

Saudades não será
mais uma tragédia
esquecida na Pátria
onde no mesmo dia
o riso foi arrancado.

A dor dos nossos
não comove nem
mesmo os nossos,
o meu coração
continua doendo.

Insone porque falta
o oxigênio essencial,
sobra provocação
a todo o instante
e urge todo cuidado.

O nosso drama não
comove ninguém
por todos os lados,
o meu coração
está aos pedaços.

Nesta América Latina
onde nos pisoteiam
o tempo inteiro e vidas
escapam como um
furacão entre os nossos dedos,
como as que perdidas
nos campos do Império.

As mortes banalizadas
em todos os instantes,
e tem gente que acha
que há como viver como antes.

II

Não sei mais o quê
falar onde possíveis
falsas notícias dizem
que presos políticos
civis foram levados
aos cárceres comuns.

Não sei mais o quê
falar onde possíveis
falsas notícias dizem
que presos políticos
militares foram levados
para Ramo Verde.

Perguntar até onde
foi parar o General
que está preso inocente
é falar com as paredes,
mas mesmo sem
sucesso ainda peço
confirmação ao Universo.

Nesta América Latina
viciada em indiferenças
e traições como
as sofridas por El Salvador
que brincam nas estações
com cada um dos nervos
e fazem perder paradeiros
como os de jovens na Colômbia,
e seguimos fingindo que
nada disso está acontecendo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A dor da saudade
não rima com nada
além do absurdo
que tem crescido,

E anda golpeando
em absoluto
os corações dos filhos
dos presos políticos,

É desse jeito que para
todos assim tem sido,
É da minha janela
que tenho sempre visto:

A consciência não
permite fingir
que não é comigo,

Em pleno Natal
nada se sabe o quê
vem acontecendo com
os presos de consciência,

Não me permito viver
do mal da indiferença,
nada mais se sabe do General.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Que saudades daquele antigo parque irmão,
onde escrevi a minha primeira poesia,
foi desde da ai que disse não ão crack,
porque tudo o que queria era alcançar a alegria.

Inserida por TiagoSuil

Que saudades daquele antigo parque irmão,
onde escrevi a minha primeira poesia,
Obrigado Zé Picolé pela tua dedicação,
de ajudares naquela altura as crianças alcançar a alegria.

Inserida por TiagoSuil

Que saudades daquele dia de criança
onde existia mais alegria e confiança.

Inserida por TiagoSuil

Que saudades
dos momentos que passei,
contigo ão meu lado
nunca mais me esquecerei.
Me ensinaste a ser
um homem independente
e hoje posso te dizer
que caminho livremente.

Inserida por TiagoSuil

P partiste deste mundo
sem te poder conhecer
mas com tanta saudade
jamais te vou esquecer.

Inserida por TiagoSuil

Temos que ser fortes esta vida é muito ingrata
a saudade está cá dentro e é ela que me mata.

Inserida por TiagoSuil

⁠Sinto saudades da época
que eu fazia bonecas
de palha de milho,
não sei se o amor está
escrito no meu destino,
só sei que quando ele
chegar nós vamos namorar.

Farei a magia do sabor,
vou colocar com certeza
no Pastel de Berbigão
todo o meu amor
e na Tainha Soberana
ele há de provar o quê é poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quem diz que saudade não tem braços, ainda não foi abraçado por ela. Dói demais!

Inserida por ATeodoro72

⁠Velejando entre a saudade do que foi e a dor do que não poderá mais ser, cá está, partido, o meu coração.

Inserida por ATeodoro72

⁠Às vezes a saudade desiste de fingir costume e acaba batendo um pouquinho mais forte, mas o Orgulho e a Gratidão pelos Bons momentos vividos resplandecerão para sempre.

Inserida por ATeodoro72

⁠Saudades de quando um otário e um pilantra precisavam sair de casa para se encontrarem e fazer negócios.

Inserida por ATeodoro72

Que o Senhor da Vida liberte os que trilham as Estradas da Saudade calçados com as Sandálias do Remorso!
Amém!


Liberta, Senhor!


Arrebentai as Sandálias do Remorso de todos que revisitam as lembranças dos que partiram antes de nós!


Saudades, sim — Tristeza, não!


Amém!?!


Porque a Saudade, por si só, já é estrada longa o bastante — feita de Memórias, Silêncios e Ausências que aprendem a conversar conosco.


Mas há quem caminhe por ela ferindo os próprios pés, calçado com as sandálias do arrependimento.


São passos, às vezes, demasiadamente pesados, que machucam o coração a cada lembrança do que não foi dito, do abraço adiado, da reconciliação interrompida...


No entanto, a verdadeira cura começa quando entendemos que o amor não termina com a partida — apenas muda de endereço.


E quem parte não deseja nos ver presos ao que faltou, mas gratos pelo que foi vivido.


Descalçar o remorso é um gesto sagrado: é permitir que a saudade volte a ser caminho de amor e não de castigo.


Que possamos, então, revisitar nossas lembranças com a graça de quem sabe que o perdão é o único calçado capaz de levar a alma em paz, sobretudo pelas estradas pavimentadas pela Saudade.


Amém!

Inserida por ATeodoro72

⁠Saudade dos bons e velhos tempos em que quase todos queriam — e se atreviam — a ser diferentes uns dos outros.


Havia uma coragem deveras silenciosa em não caber nos moldes.


As pessoas ousavam ter opiniões impopulares, gostos estranhos, sonhos improváveis.


Erravam com a própria assinatura.


Discordavam sem medo e sem culpa — olhando nos olhos.


Não precisavam de plateia para existir, nem de aplausos para sustentar suas convicções.


E muito menos subir o tom para tentar sustentar uma ideia.


Hoje, a pressa por pertencimento parece ter substituído o desejo de identidade.


A originalidade virou risco; a repetição, estratégia.


Ser diferente, que antes era um ato quase instintivo de afirmação, passou a ser cuidadosamente calculado para não desagradar o rebanho — ainda que cada um jure ser pastor de si mesmo.


Talvez o medo de ficar só tenha nos ensinado a falar em coro.


Talvez a avalanche de vitrines e vozes tenha nos convencido de que é mais seguro ecoar do que criar.


Mas há um preço muito alto nessa homogeneização voluntária: quando todos repetem, ninguém realmente diz; quando todos performam, poucos vivem.


Sentir saudade daquele tempo é, no fundo, sentir saudade de uma liberdade mais bruta, menos polida e menos aprovada.


Uma liberdade que permitia ser estranho sem ter que pedir desculpas.


Que entendia que a verdadeira diversidade não nasce de discursos ensaiados, mas da coragem nua e crua de sustentar a própria diferença.


Porque, no fim, não há nada mais semelhante do que pessoas tentando, desesperadamente, parecer iguais.

Inserida por ATeodoro72

⁠Sempre que a Saudade desiste de fingir costume e me abraça um pouquinho mais apertado, o que me consola é a gratidão pelo Azar de ter tido tanta Sorte.


Porque existe uma espécie de ironia muito bonita em ter vivido coisas tão boas a ponto de sentir falta delas.


É como se a vida, depois de nos presentear com pessoas, lugares, abraços e instantes que pareciam pequenos demais para merecer tanta importância, nos cobrasse, em parcelas de saudade, o privilégio de ter estado ali.


E talvez seja esse o preço mais delicado de ser feliz: descobrir, mais tarde, que alguns dos nossos momentos preferidos estavam acontecendo sem que soubéssemos que um dia seriam só lembranças.


A gente não percebe o último abraço enquanto abraça, não floreia a última conversa enquanto conversa, não se despede de certos dias porque acredita, ingenuamente, que haverá outros iguais.


E ainda bem que é assim.


Seria triste demais viver cada instante com medo de perdê-lo.


O tempo tem essa estranha mania de transformar o cotidiano em relíquia.


Aquela mesa cheia de gente, a risada que interrompia qualquer assunto sério, a voz familiar chamando nosso nome, o caminho de sempre, a presença que dispensava explicações…


Tudo isso, um dia, pode virar um lugar dentro da gente onde só a memória consegue entrar.


É aí que a saudade aperta.


Não necessariamente porque a vida deixou de ser bonita, mas porque algumas belezas não se repetem da mesma maneira.


Há pessoas que continuam existindo em nós, mesmo quando já não caminham ao nosso lado.


Há versões nossas que ficaram guardadas em épocas que não voltam.


Há felicidades que não podem ser revividas, apenas reconhecidas, com um sorriso tímido e os olhos ligeiramente marejados, quando alguma lembrança resolve meter o pé na porta.


E, nessas horas, tento não tratar a saudade como uma inimiga.


Afinal, ela não chega de mãos vazias: traz consigo as provas de que alguma coisa valeu a pena.


Se dói, é porque tocou fundo.


Se faz falta, é porque fez morada.


Se ainda emociona, é porque o tempo, apesar de tudo o que leva, não conseguiu apagar a importância do que ficou.


Por isso, quando a Saudade me abraça mais forte, eu agradeço.


Agradeço até pelo desconforto de sentir falta, porque ele me lembra que nem tudo foi passageiro no sentido de ser insignificante.


Algumas coisas passaram pela minha vida e permaneceram em mim.


E talvez permanecer seja uma forma silenciosa de eternidade.


No fim das contas, tive o azar de conhecer a ausência, de experimentar despedidas, de entender que nem tudo o que amo poderei conservar por perto.


Mas tive a sorte imensa de encontrar motivos para sentir tudo isso.


Tive gente que fez a vida valer a pena, momentos que me ensinaram o significado de estar vivo e histórias que, mesmo encerradas, continuam iluminando partes de mim.


E, se pudesse escolher, talvez não pedisse uma vida sem Saudade.


Pediria apenas sabedoria para acolhê-la sem deixar que ela me roube o presente.


Porque honrar o que passou não significa morar no passado; significa levar adiante, com carinho, aquilo que o passado deixou de melhor em nós.


Que eu nunca me torne tão acostumado às ausências a ponto de esquecer a beleza das presenças.


Que eu nunca deixe de agradecer pelo que vivi só porque já não posso viver da mesma forma.


E que, mesmo nos dias em que a memória pesar mais do que o coração consegue suportar, eu me lembre de que há tristezas que são, também, uma espécie de privilégio.


Afinal, entre nunca ter vivido algo extraordinário e sentir saudade de algo que foi extraordinário, eu ainda escolheria a sorte de ter vivido.


Porque algumas perdas são o avesso de grandes encontros.


Algumas lágrimas são a continuação de antigas alegrias.


E algumas Saudades, por mais que apertem, são apenas o coração dizendo, à sua maneira imperfeita e sincera:


“Olha só o quanto a vida foi generosa comigo, mesmo que agora eu precise aprender a viver sem algumas das coisas que me fizeram tão feliz.”

Inserida por ATeodoro72

⁠No silêncio de uma saudade eterna, Repousa o amor que jamais se apaga, Na memória que a vida governa, A mãe vive, mesmo quando a vida afaga.
Cléber Novais.

Inserida por clebernovais21

A verdade doi, mas a saudade também. Mas existe essa tal dor do amor e é esta que sinto.Por áqueles que merecem.

Inserida por Edmilton

Saudades palavrinha que deixa a gente mais perto de quem está longe.

Inserida por Edmilton

Saudade do antes

Inserida por Robson-A-Severo