Falar de Estrelas
CANTO DE SOLIDÃO
Sozinha
aqui nesse canto sob o musicar
das estrelas
O vento faz tic tac na janela
e me acaricia os sentidos num tom maior
de girassóis em preces.
-
Não há grades
Não há tormentos
Não há sobras
Não há sombras
Só meus voos beijando a lua.
-
Aqui
sozinha no meu quarto
e nesse céu de madrugada
Borboletas dançam num rodopiar
de alvoradas
Pardais re-pousam suas asas
em minha'alma
A brisa conversa comigo
florindo meus olhos de jasmins
e os passarinhos dos meus pensamentos
transbordam suavemente
calma .
-
Ahh,,,
Estou paz
Aqui nesse momento
Não me falta nada!
"Em um universo bordado com as linhas do convencional, brilham, como estrelas desgarradas, os loucos - aqueles que dançam com os pés descalços sobre as cinzas do ordinário. Eles, que respiram fogo e falam em línguas de paixão, que veem o mundo não como é, mas como poderia ser. Eles, que ardem com um desejo indomável de viver, de salvar, de transformar - suas almas, uma tapeçaria viva de sonhos febris e esperanças inquebráveis.
São esses os visionários, os rebeldes, os poetas da ação, que seguram o futuro nas palmas das mãos trêmulas e o reescrevem com cada gesto ousado. Eles sabem que prever o futuro é um jogo de loucos, uma dança na beira do abismo do impossível.
E no coração dessa tempestade de mudança, um grito ecoa - o amor é uma arte! Uma arte que desafia, que transforma, que transcende. Amar este planeta em agonia é o ato mais rebelde, mais louco de todos. Poucos são os artistas dessa magnitude, mas ah, como o mundo precisa deles!
Que os loucos assumam o palco! Que com sua loucura, sua coragem inabalável, eles redefinam o significado de amar, de viver, de sonhar. Que suas vozes, altas e desafiadoras, acordem as almas adormecidas, inspirem os corações fatigados. Pois em um mundo que caminha à beira do esquecimento, são os loucos, os corajosos, os artistas de alma incendiária, que têm o poder não apenas de mudar o mundo, mas de salvá-lo."
as estrelas no céu pintado de azul
uma a uma mostrando seu brilho
de uma luz distante e sem sentido
não podemos voar e tocá-las
na alegria triste de um suspiro
no conter-se de apenas imaginá-las
no êxtase da rebeldia
de contrariar a cada dia
o prazer e o querer se invalida
e assim,
reinventamos a vida.
Medo da noite
tive medo da noite
por sozinho escurecer
mas as estrelas com seu aboio
tange o sol pra amanhecer
e esse medo da madrugada
é um consolo por falta de um abraço
e o receio dessa lua amedrontada
me escurece, e me enloquece no gosto amargo
E, juntos, pela primeira vez, olhavam para o céu e contemplavam as estrelas. E o amor entre ELES era tão grande, que o céu se perdia diante dessa imensidão de afeto, doçura, carinho e promessas sem fim. Parecia que as estrelas cabiam em suas mãos. O engraçado, é que eles não sabiam o nome se quer de qualquer constelação, essa platéia que delirava diante de tanto amor. Porém , as estrelas já decoravam as palavras trocadas entre ELES .E, naquela noite, quem passe ali por perto, poderia escutar todo o universo, em um coro uníssono, repetindo, suavemente, o doce refrão : Sempre e para sempre...
E ela tinha sonhos que pareciam impossíveis, quase inatingíveis, tão distantes, tal qual as estrelas no céu.
Teve fé e esperança. Jogou tudo para o alto e o que voltou para ela, valeu a pena... Semeou e agora aguarda a colheita, e esta não será pequena e ficará destinada à eternidade.
O Cosmos está dentro de nós.
Somos feitos do mesmo material das estrelas.
Somos o universo experienciando a si mesmo em diversas formas.
Persigo as estrelas em vão
Busco poesia no silêncio da meditação
Só tenho você entre minhas mãos
Me coloco como coadjuvante,
Mas na verdade, sou fiel — protagonista da emoção
O infinito não está nas estrelas que contemplamos, mas no intervalo entre o olhar e o que é olhado; ali, nesse espaço invisível, mora o mistério que une carne e espírito, como se cada respiração fosse um fio sutil ligando o efêmero ao eterno.
A noite estrelada, um espetáculo celestial,
Com estrelas brilhantes, e um céu tão belo.
Mas você passou, como uma estrela cadente,
Deixou um rastro, de sonhos desfeitos.
A lua cheia, um sorriso irônico,
Ilumina a noite, e os meus erros.
As estrelas cintilam, mas não me guiam,
Pois segui o meu coração, e me perdi.
A noite estrelada, que antes era mágica,
Agora é um lembrete, de uma lição aprendida.
Que às vezes é preciso, perder para crescer,
E as estrelas continuam a brilhar, para quem sabe aprender.
CLASSIFICADO LUNÁTICO
vendo
estrelas antigas
em perfeito estado de
constelação
autor: Quito Barreiros
(Cada Poesia Importa)
Se as estrelas falassem, certamente diriam sobre meu amor por você, pois em cada estrela vejo seus olhos, neles encontrei a razão de viver.
Apenas Seguir em Frente
Às vezes, a vida acende faróis dentro do peito.
Não são estrelas são lembranças que aprenderam a brilhar
mesmo depois de terem sido apagadas pelo tempo.
Caminho lento, passo fundo, silêncio entre respirações,
e descubro que a coragem não é grito
é o sussurro que diz continue
quando tudo dentro de nós quer desistir.
O tempo não volta, mas ensina.
A dor não some, mas molda.
E o coração, teimoso, insiste em florescer
mesmo depois de enfrentar o mais rígido inverno.
Há dias em que parece impossível permanecer de pé,
e mesmo assim, algo nos empurra para frente.
Um sonho, uma fé esquecida,
ou simplesmente o desejo de não deixar o mundo nos quebrar.
Caminho por dentro de mim,
como quem caminha por uma cidade antiga,
onde cada rua é uma memória
e cada porta fechada revela um aprendizado.
Eu me reencontro nas pequenas coisas:
um raio de luz entrando pela janela,
a brisa que toca o rosto e diz que tudo passa,
ou o abraço de alguém que não tenta consertar nada,
apenas fica.
A vida não exige pressa.
Exige presença.
Exige que, por um instante,
eu permita sentir sem pressões,
sem máscaras, sem medos.
E quando o mundo pesa,
e os ombros doem,
eu me lembro:
até o oceano tem dias de calmaria.
Hoje, escolho seguir.
Mesmo sem mapas, sigo.
Mesmo sem certezas, sigo.
Porque existir já é uma forma de vitória,
e continuar, apesar de tudo,
é um ato silencioso de coragem.
