Falando de Amor
Falar de amor.
Falar de amor é tudo que sei,
Moço, você não tem noção
Mas por você faria uma canção.
Canção essa que mais que depressa
Cantaria somente por te amar
Te amaria somente por amor
Amor sem dor, amor feito flor.
Foi dessa que nasceu a mais oura essência
O mais belo perfume
O mais belo sorriso
Por você faria uma rima;
Uma prosa ou uma poesia
Cantaria uma canção e abençoaria nossa união.
Por você, somente por você
Que eu me perderia
Sem pressa de me achar
Me perderia de tanto te amar.
Pra não falar de amor, por ser um sentimento puro e limpo, pra não falar de dor que atormenta a nossa mente, pra não falar do meu eu que tenho que certeza que não conheço, por ser humano e não desumano eu tento ser justo em um mundo carente de justiça.
Muitos corações irão lhe falar de amor e amizade, mas somente no meu você terá acesso irrestrito à chave, pra se sentir totalmente à vontade.
Nem sempre estou inspirada pra falar de amor. Nem sempre o amor me toca nas palavras. Contudo, tenho o perdão dos instantes que te sinto, sem te ver; indulgência dos desejos, sem te ter; piedade das ausências preenchidas de você. Quanto à clemência? Ah, esta é devota com as letras de amor não escritas, transformadas em atitudes. Quisera eu não saber falar de amor. E na verdade não sei falar de amor! Palavras são apenas palavras. Mas, você... você sempre está em mim, com ou sem inspiração.
Vamos falar de amor? Que tal olharmos para a pessoa amada sem as nossas costumeiras projeções? Podemos nos surpreender, pois o contato de almas tem o dom de tirar véus, mostrando magias que nem desconfiávamos que existissem.
O que é o amor?
Hoje me bateu uma vontade de falar de amor, pois estava ouvindo Jota Quest uma seleção de canções em uma das pastas existentes em meu netebook e uma música me chamou muito atenção, ela é intitulada de “celebração do inútil desejo” que se constitui numa história de amor que não estava dando certo. E que findou.
Ele começa questionando uma realidade. Por que você me faz andar na contra mão? Não existe sentido para a nossa falta de destino? O que ele precisa saber ou fazer para tê-la de volta?
Em uma das propostas ele argumenta: que tatuaria todas as obras de arte do mundo por um sorriso da pessoa amada. Pobre ilusão. O sentimento acabou. Não dar mais para continuar. E esse inútil desejo só reflete uma paixão que existiu, mas que acabou agora cada uma de maneira singular vai seguir a sua vida.
E em dado momento da música ele reconhece isso dizendo: “você não faz mais parte da metade de nós dois”. Pronto! Foi configurada uma certeza.
A história acabou.
O que fazer agora?
Pensei em outra canção linda da Legião Urbana: “antes da seis”, que também inicia com uma pergunta: “quem inventou o amor?”
Que pergunta difícil. É como se questionasse a nós mesmo, quem sou eu? Quem é você? Para onde vamos?
Repito de forma contundente. Quem inventou o amor?
Não sei responder, mas posso oferecer possibilidades e a partir daí vocês criam ou buscam as suas próprias definições.
Que tal a concepção Rubeniana de que o “Universo gira em torno de um jardim”. E que nesse jardim encontra-se Deus que é a prova mais viva e perpétua do amor. Outros dirão é o próprio amor.
Ou ainda o título do livro de Tolstói que diz: “onde existe amor, Deus aí está”.
Mas...
Vamos buscar outras concepções de amor que se desvinculam de Deus. Não me estranhe caro leitor.
Apenas quero lhe propor uma reflexão.
Se quiser... Pode para a sua leitura aqui mesmo.
Caso contrário, vamos continuar, pois a proposta é oferecer possibilidades. Quero distanciar dos dogmas. Não quero engaiolar o amor naquilo que outrem acha certo.
Para dar continuidade então, pensemos o amor em Nietzsche: “que só amava os livros que com essas memórias, escritas com sangue” e Guimarães Rosa “que para ser escritor era preciso conhecer a alquimia do sangue do coração humano”.
O amor em ambos irá destinar para o sangue. O mesmo sangue é que bombeia o nosso coração. Então, podemos perceber ou sentir que o coração será o lugar do amor para os dois pensadores.
Podemos pegar um fragmento de Albert Camus que definiria o amor da seguinte forma: “eternidade de um minuto que desejaríamos prolongar pelo tempo a fora”.
O que dizer do “afogado” de Gabriel García Marques que mesmo morto levou a mudança de mentalidade para a aldeia e que esse ato é ao mesmo tempo um ato de amor.
Ou o que elucida Pe. Zezinho em sua canção: “amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, viver como Jesus viveu”, imita-lo será uma prova de amor?
Entendendo também o amor na visão de Adélia Prado que poetiza assim: “aquilo que a memória ama fica eterno”. O que a sua memória ama?
Sem esquecer-se da relação complica de amor entre Agostinho e Deus cantada pela Ir. Kelly Patrícia com trechos extraídos da sua magnífica obra As confissões: “tarde te amei o beleza tão antiga e tão nova”, ou seu pensamento referente esse “Deus que é mais intimo para ele do que a própria intimidade”.
Para finalizar trago o pensamento do filósofo francês Sartre que direciona para o seu ateísmo dizendo: “não importa o que fizeram de nós, o importante mesmo é o que nós iremos fazer com o que fizeram de nós”.
Concluo com o amor próprio.
Agora vejam bem.
Crie seus próprios conceitos e definições, mas não sejam mesquinhos.
19/12/2015
Quem foi que disse que amar é pecado ?
Quem foi que disse que falar de amor é proibido ?
Pecado é não amar; pecado é matar, ferir, mentir...
Proibido é esconder, calar, sufocar...
Falo mesmo, amo mesmo !
Sabe aquela história, aquela frase: " ninguém é de ninguém",
Corretíssima, frase perfeita !
O amor não é exclusividade meu, nem seu.
Todos tem o mesmo direito de viver esse nobre sentimento, melhor: temos o dever !
Se a história não nos colocou lado a lado,
Se não nos jogou na mesma cama,
É outro departamento !
Muda-se o endereço, o destino...
Mas não se proíbe amar, não se peca por isso !
"Pra falar do amor é preciso conhecê-lo.
Não há como tirar conclusões daquilo que nunca vivenciou.
E pra conhecer o amor é preciso passar por coisas boas e ruins , sofrer com as intempéries , com as incertezas de lidar com o desconhecido para de fato distinguir os traços do amor verdadeiro."
Falar de amor é fácil... Bial falou, Quintana também; até Martinho da Vila cantou o amor. E eu que não sou ninguém, falei... Mas só Jesus ensinou o amor amando, dando sem olhar a quem.
Felicidade!
Vamos ser felizes!
Hoje quero propor alegria;
Recitar poesias;
E falar de amor;
Com o intuito de ver feliz;
Quem já sofreu com a tristeza;
E teve que suportar a dor!
A vida é um milagre de Deus;
Que precisamos aproveitar;
Vamos esquecer as mágoas;
Enxurgar nossas lágrimas;
Viver! Sorrir e Sonhar!
"É muito mais bonito falar de amor, fé, esperança do que de RELIGIÕES, DOGMAS, PECADOS, CONVICÇÕES, PADRES E OUTROS SACERDOTES!"
Fazemos do tempo importante, quando usamos para falar de amor, o amor é importante para o tempo, mas algumas pessoas não fazem nosso tempo importante, pois não transmitem amor.
