Fala Comigo
Camões as avessas
O silêncio que mais fala
A ardência que gela
A dor que adormece
O grito que se cala
A perda de algo que ainda tem
A saudade do que ainda não se foi
A sensação de ter o coração partido mas ainda estar inteiro
Sinto raiva daquilo que fala
Sinto raiva daquilo que faz
Sinto raiva do que você me faz
Mas sinto ainda mais raiva de não conseguir te odiar, de não conseguir sentir raiva durante tanto tempo por você
Nosso corpo fala através da nossa essência, quem não tem essência não tem absolutamente nada dentro de si
De onde vem este saber? Aquele teimoso que se move por si próprio que fala sem ninguém querer. Quem chamou este saber que nenhum saber é. É um palpite azucrinante. É um presságio para se destacar. Alguém que me tire este saber que de nada sabe sem ser interromper.
A minha fala contém todas as chances do mundo, o problema real é quando eu calo.
Quando não tenho argumentos ou palavras, significa que o meu peito secou e todas as chances se foram
Estude, mas aplique o conhecimento. Verbalize, mas faça o que fala. Produza, mas torne seu produto útil para a sociedade.
O TOLO É PEGAJOSO, E ATOLICE É CONTAGIOSA ("O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo porque tem que dizer alguma coisa". (Platão)
Hoje, mais uma vez, fiquei irritado contra Deus a ponto de Lhe dizer: "Senhor, por que sou tão atrativo aos tolos?" Se aproximam de mim aos montes: avarentos, fanáticos e partidários. Acusam-me de tudo como fizeram os amigos de Jó. Mas, formulei-lhes questões difíceis e os embaracei, mesmo assim permanecem ao derredor. Na tentativa de esconder suas tolices, dizem mais tolices. Assim, fui descobrindo que não vale a pena qualquer esforço para ensiná-los, é perder tempo — jogar pérolas aos porcos. Todavia, depois que saem do meu campo de visão, fico me culpando e sofro com o peso da consciência. Eu estou sendo castigado por causa do que eu disse ou escutei? O tolo não só nos ensina tolices bem como reparte as consequências.
O objetivo desse autoexame é para analisar o quanto tempo é empregado naquelas conversas inúteis. Talvez, eu descubra alguma forma para finalmente descobrir que haviam lições de Deus contida nelas. Tomara que seja realmente um ato de Deus, o necessário e suficiente, que possa me levar a submeter-me humildemente e me regozijar nessas possíveis razões. Mas, como? Se minha conclusão última, é a certeza de que Deus não precisa de tolo algum para disseminar tolices. Os alunos tolos devem ser envergonhados, eles não sabem ouvir, querem falar, imitando os Octo-processadores sem ter um banco de dados sortido à disposição. CiFA.
Você consegue sorrir até mesmo para quem falsamente fala mal de você. Como assim? Fácil. Não estou sorrindo para a pessoa, mas da pessoa.
Dizem que há dois tipos de idiotas
O que fala pelas costas e o que se olha no espelho
E eu pergunto aos céus se um dia algum deles se atreverá
Se tem tanto medo de mim, agora me temam de verdade
O teu rastro falará por ti, não e pelo muito falar,mas pelo que tu vive,pois a boca fala o que o coração tá cheio.
A nossa língua viaja a outra língua
Num cumprimento de um beijo sem língua
A língua que fala outra língua
Chupa o caldo rico do país.
Faça-me sorrir, fala-me de amor
Há raras coisas imutáveis e poucas verdades absolutas, o resto são apenas crenças espalhada ao vento, como se fossem aquelas.
Há outras verdades que a desilusão pode extirpar, como se nunca tivessem existido e quando pronunciadas, nos soa aos ouvidos como poesia, como a beleza das flores que murchamda noite pro dia, entre elas está o amor que por, às vezes, não ser correspondido como um simples sorriso, nos faz pensar que não existe.
Talvez não exista, tão real quanto o ar, o sol ou a luamas, mais sutil, como asflores que precisam ser regadas, quase todos os dias.
Há tantas outras coisas que não existem e seguimos repetindo, falando, curtindo, como um intervalo entre um ano e outro e tantas datas que, se não fosse pelo calendário do comércio, já teriam sido ceifadas pelo esquecimento.
Na letra da música "Joana Francesa", de Chico Buarque diz "Mata-me de rir, fala-me de amor", como um desabafo de alguém que perdeu a fé ao fazer tantos votos ou promessas e não alcançar o seu pedido.
O amor é tão inexistente quanto todas as formas de fé e ainda existe, embora seja mais falado do que vivido.
O amor é tão real quanto a vida que flui como um rio, independente dos nossos desejos.
O amor existe e brota onde quer, o que o faz perecer é o gênero humano, ao permitir que a descrença e o egoísmo transforme o solo fértil num lugar árido, onde não germina coisa alguma.
