Existencial
Não quero orações, nem tão pouco sua opinião, sei o que se passa com minha mente, ela quer me destruir, falta ar, falta ânimo, mas não cederei enquanto tiver forças para lutar,crise existencial sai de mim...
Sei que…
Sei que não sou nada…
Sei que não sei de nada...
Sei que sou bobo…
Sei que sou hipócrita…
Sei que sou ingênuo…
Sei que sou arrogante…
Sei que sou insensato…
Sei que sou impulsivo…
Sei que sou impossível...
Sei que sou ridículo…
Sei que sou otário…
Sei que sou um lixo…
Sei que não vivo minha vida…
Sei que sou profundo demais…
Sei que sou superficial demais…
Sei que sou complexo…
Sei que sou simples demais…
Sei que não sei viver…
Sei que estou morrendo e ninguém percebe…
Sei que ninguém repara em mim…
Sei que todos prestam atenção em mim…
Sei que sou pequeno demais…
Sei que sou infantil demais…
Sei que sou demasiadamente estranho…
Sei que sou um completo sem noção…
Sei que sou um anjo para alguns…
Sei que sou um demônio para outros…
Sei que não sei quem sou…
Sei que pergunto demais…
Sei que vivo de maneira estranha…
Sei que me cobro demais…
Sei que não sei como mudar…
Sei que não sei botar em prática o que sei…
Sei que não sei justamente o que penso que sei…
Sei que falo demais…
Sei que exagero em tudo…
Sei que vejo somente o superficial da vida…
Sei que tento fugir de tudo…
Sei que não sei o que me faz mal…
Sei que não observo o suficiente…
Sei que exagero nas minhas observações…
Sei que choro demais…
Sei que choro muito pouco…
Sei que me reprimo demais…
Sei que não sei ser eu…
Sei que não sei ser eu!...
Sei que não sei ser eu…
Sei que peço socorro no silêncio e ninguém percebe…
Sei que ouço coisas que machucam…
Sei que o que me machuca não é nada demais…
Sei que machuca quem eu amo…
Sei que afasto as pessoas que eu amo…
Sei que eu tenho culpa por tudo de ruim que existe na minha vida…
Sei que não sei pq escrevo tanto, se ninguém pra isso…
Sei que não tenho amigos…
Sei que não ninguém…
Sei que sou sempre, eu e eu…
Sei que não tenho uma família que apoia…
Sei que não sou nada normal…
Sei que sofro por besteiras simples…
Sei que super-estimo demais as pessoas…
Sei que ninguém se lembra de mim…
Sei que ninguém faz idéia do que eu sinto…
Sei que sinto muita dor em meu coração…
Sei que não faço nada certo…
Sei que não me doo completamente…
Sei que me afasto de Deus por vontade própria…
Sei que estou sempre longe de mim mesmo…
Sei que estou sempre longe das pessoas…
Sei que não sou amado por ninguém, além da minha mãe…
Sei que os julgamentos me machucam ao extremo…
Sei que sou sensível demais…
Sei que sou agressivo demais…
Sei que sou mentiroso demais…
Sei que sempre digo que estou bem, enquanto estou vazio…
Sei que a dor em meu peito, às vezes fala muito mais alto…
Sei que quando falam que eu talvez não possa ser ajudado, é porque talvez eu esteja quebrado ao ponto de não ter mais conserto…
Sei que saber disso é sufocante…
Sei que ao pensar que não tenho mais jeito, meus olhos enchem de lágrimas e meu coração de tristeza profunda…
Sei que tenho que ser o meu próprio salvador, e no entanto estou sendo o meu algoz…
Sei que sou carcereiro de mim mesmo…
Sei que ninguém vai para as minhas dores…
Sei que tenho que transparecer, ser humano e forte, mesmo que eu seja "um ser não catalogado" e fraco…
Sei que não sou feliz...
Sei que não sei pq não sou feliz…
Sei que sou um diamante ainda não lapidado…
Sei que sou esse tal diamante, mas ainda em estado impuro, ou seja sou esse carvão, preso em algum lugar escuro dentro de um lugar desconhecido, que talvez nunca seja descoberto e lapidado…
Sei que sou complexo demais em alguns aspectos…
Sei que sou simples demais em muitos outros aspectos…
Sei que sou justamente o que não sou…
Sei que não faço sentido…
Sei que não faço diferença na vida de ninguém…
Sei que dou orgulho a minha mãe…
Sei que não dou orgulho nem mesmo a mim…
Sei que ajudo as pessoas…
Sei que eu impulsiono as pessoas a se amarem…
Sei que eu faço bem a várias pessoas…
Sei que essas pessoas estão comigo apenas por interesse, para se sentirem bem, e não por mim, na verdade elas nem sabem quem eu sou…
Sei que...
Sei que mesmo sabendo que o que dói, não é nada, ainda assim, eu me machuco.
Sei que no fim de tanto "sei que", fico só com a certeza de que isso tudo passa, e se torna muito mais fácil de viver, pois tudo foi posto para fora e nada se perdeu dentro de mim.
No fim, tudo dá certo!
@Kakashe Yume
E eu que era tão sorridente
De repente a felicidade se fez ausente
Tão contente
Hoje em dia está tudo diferente
Abalada psicologicamente
Cansada emocionalmente
Entediada fisicamente.
Como os seres humanos desde muito antes das civilizações, os caçadores coletores, e depois deles, lidavam com a seguinte questão, a mais terrível de todas, no âmbito de suas condições como seres viventes? "A única certeza da vida é a morte". Só mesmo se inventando crenças em um mundo pós-vida, em deuses a confortar-lhes esta e outras questões existenciais.
O estado depressivo vem quando a alma e o corpo físico deixam de estabelecer uma comunicação saudável e a alma se frustra com os atos que o corpo físico está praticando e/ou deixando de praticar. A inércia em dar seguimento à linha evolutiva culmina no vazio existencial persistente.
Todos são intensos e complexos por dentro, mas apenas uma insignificante porcentagem da população tem interesse no profundo de um ser.
Não importa se você está sendo falso com as pessoas e consigo mesmo, quem se dá bem nesse mundo é quem atua melhor.
O erro da humanidade não é a sua existência, é os seus atos, e os atos são apenas consequências da existência.
Escopos da vida
Mais uma vez; sozinho!
Estive ontem, também; sozinho!
Amanhã não posso estar diferente.
Afinal de contas, todos os meus amanhãs
Serão sempre, sozinho.
Passei pela vida sem ter religião e nem amigos.
Ou talvez tivesse amigos; mas todos, sem religiões.
Não, não tenho arrependimentos!
Estou hoje entre a covardia de ser eu mesmo
E o mistério que é a covardia de não ser ninguém.
Ainda que para isto; eu me torne subitamente alguém.
Tenho vivido de fronte à tantas portas,
Portas que ninguém mais consegue passar...
Que não passam, porque diante de mim nada passa.
Estou indiferente a mim mesmo.
Porque tudo aquilo que não posso ser
Hoje eu sou!
Mas sem pais.
Ah, se ao menos tivesse um pai.
Se ao menos tivesse um pai, teria os ombros mais leves.
Como um pássaro carregado pela mãe.
Estou sozinho, sendo um bonifrate imaginário, sem imaginações.
Sem imaginações, porque na minha vida nada muda.
Nada melhora e nada piora, nada é novo!
Tudo é velho e cansativo, com a minha alma.
Sou um escritor que faz versos que não são versos.
Porque se fossem versos, teriam melodias e métricas.
Ah, escrever, sem versos e métricas, como a vida.
Ao passo que os meus não-versos prosseguem,
A inabilidade caminha rumo ao meu coração.
Este castelo fantasmagórico, este lugar de terra cinza.
Tudo na minha literatura é velho e cansativo.
Como o autor deitado em uma cama esticado como uma cuíca.
O silêncio do meu quarto fatiga os ouvidos do meu coração.
A minha vida é uma artéria atulhada de lembranças solitárias.
Lembro-me que ao nascer...
O médico olhou-me aos olhos e parou de súbito.
Caminhou pelo quarto e sentou-se em uma cátedra.
Ergueu as mãos ao queixo, apoiou-se fixamente sobre ele.
E ficou ali a meditar profundamente.
Passou-se o tempo e tornei-me infante.
Subi ao céu, observei o mundo e aconteceu;
Deitei o mundo sob os meus ombros.
Depois desci ao pé de uma árvore e adormeci.
Quando acordei estava a chorar de arrependimento.
Na casa que eu morava, já não havia ninguém.
A minha mãe diziam ter ido ao céu; procurar-me!
Não tendo me encontrado, tratou logo de nunca mais voltar.
E por lá ficou, e nunca mais a vi.
Nunca soube por que o destino inóspito lhe tirou a vida...
Se o altruísmo materno é a metafísica de toda a essência
Ou se abúlica vivência é pela morte absorvida,
Não seria à vossa morte um grande erro da ciência?
Talvez um pai!
- Meu pai perdeu-se nos meus ombros,
Era um fardo que eu sustentara sem nunca tê-lo visto.
Todos os meus sonhos e ambições nasceram mortos.
Descobri que a alegria de todos; era o mundo sob os meus ombros.
Olhavam-me e riam-se: Apontavam-me como a um animal.
Quando resolvi descer o mundo dos meus ombros,
Percebi que a vida passou; e nada de bom me aconteceu.
Não tive esperanças ou arrependimentos.
Não tive lembranças, culpas ou a quem culpar.
Não tive pais, parentes e nem irmãos.
E por não tê-los; este era o mundo que eu carregava aos ombros.
Este era eu.
Sozinho como sempre fui.
Sozinho como hoje ainda sou.
Um misantropo na misantropia.
Distante de tudo aquilo que nunca esteve perto.
Um espectador que tem olhado a vida.
Sem nunca ter sido percebido por ela.
A consciência dos meus ombros refletida no espelho
Demonstra a reflexibilidade desconexa de quem sou.
Outra vez fatídico, outra vez um rejeitado por todos.
Como a um índio débil que o ácido carcomeu.
Ah! Esse sim; por fim, sou eu.
Eu que tenho sido incansavelmente efetivo a vida.
Eu que tenho sido o fluídico espectro de mim mesmo.
Eu que tenho sido a miséria das rejeições dos parentes.
Eu que tenho sido impiedoso até mesmo em orações.
Eu que... – Eu que nunca tenho sido eu mesmo.
Ah! Esse sim; por fim, sou eu.
Ouço ruídos humanos que nunca dizem nada.
Convivo com seres leprosos que nunca se desfazem,
Desta engrenagem árida que chamamos mundo.
Ah, rotina diária que chamamos vida.
Incansáveis restos de feridas que sobrevivem,
Nesta torrente da consciência humana.
Nada tem sentido, a morte não há de ter sentido, a vida não há de ter sentido... Os seus sonhos, as suas angustias, o próprio nada não há de ter sentido. E as palavras, tentando dar algum sentido para este não sentido não hão de ter sentido. E mesmo assim vivemos, pensamos e refletimos, para que na próxima cena já esteja tudo perdido, esquecido, destruído... Não fez sentido e nunca fará. E mesmo assim vivemos. Mesmo assim refletimos e nos esquecemos. E mesmo assim vivemos.
"Explorar o vazio emocional é como desbravar um deserto interior; é na ousadia de preencher esses espaços que descobrimos os oásis da nossa verdadeira essência e nos surpreendemos com as joias da autenticidade e da conexão que sempre estiveram à espera de serem reveladas."
Em meio a um mar de sabedoria, encontrei-me navegando pelas águas de puro sofrimento, pois carregava a lucidez dos problemas em cada onda
Pra não dizerem que não fui mediocre - Ao meu amigo Alexandre
Tudo é podre no mundo. Que importa?
Se a ferida que tenho está morta
Maldito tédio; bates minha porta.
Ferida do tempo, ainda me corta.
A dor ao meu passado me transporta
O Peito bate mais do que suporta
E sinto explodir à minha aorta
Apenas minha fronte me conforta
Embora a coitada esteja torta
Vive presa e leve como esporta
Cai guardada, em um vaso de retorta.
Que à minha alma à distância exporta
Por isso o sofrimento me recorta
Como, na pior das safras, a horta!
Eu preferiria morrer de amor, mesmo que fosse amando sozinho, do que sucumbir ao tédio, perdido no labirinto escuro e gélido do meu próprio coração vazio.
Questões ao horizonte.
E mais uma vez estou com a mesma sensação, a mesma vontade.
Sinto falta da época em que eu era feliz, em que a vida tinha cor.
Sei que sou só mais uma adolescente
reclamando da vida. E Uau, que novidade em.
É, Eu sou só mais uma, uma em milhões de outras. Sou apenas uma pequena insignificância em um monte de insignificantes.
E mais uma vez estou olhando ao horizonte em busca de respostas, me questionando, de coisas sem soluções.
Como isso me assusta.
Eu sou a grande vilã da minha vida ?
Quem eu sou?
Eu tenho salvação?
