Excesso
Todo excesso é condenável e todo equilíbrio é louvável! Pensem bem nisso antes de educar o seu filho, neto ou agregado! Abraços fraternos.
Sisudo, às vezes, quase sempre. Excesso de seriedade, talvez. Mas sempre nos parâmetros da racionalidade.
Mais vale o excesso, que se pode moldar e equilibrar, do que a escassez, que aprisiona e impõe limites irreparáveis.
Ela não está sozinha por falta de gente… está sozinha por excesso de superficialidade. É tipo ser idolatrada por um personagem que ela mesma criou. Daí fica trocando de rosto, de camisetas, de motorista do próprio carro. Essa estrada não tem distância nem chegada. Muita quilometragem, nenhuma morada
EXCESSO
Quando dei por mim percebi muito excesso
Muito peso sem necessidade
Excesso não é bom, até as coisas boas em excesso enjoa
Excesso não faz falta, sobra
Doa, perdoa, vende a preço de desapego, mas não carregue
Excesso adoece, atrasa
Excesso acorrenta no passado
Bom é ser leve
Carregar apenas o amor, curar a dor, deixar pra trás o rancor
Não ocupar as mãos com objetos vãos
Nem o coração com quem não vingou
Existem muitas oportunidades para amar
E o coração precisa ter espaço livre
Para palpitar para o que está adiante
Sua função não é se preocupar
Deus cuida que cada coisa tome o seu lugar
Já entregou a sua vida no Altar?
Esperar o tempo de Deus é confiar
Leve apenas a certeza que quem guia os seus passos
Sabe a hora de entregar cada ferramenta para te livrar
De cada excesso para o novo entrar
Só leve a fé em Jesus, que é a certeza da provisão
E além de tudo, o seu fardo é leve.
Não devemos tomar decisões quando estamos com excesso de sentimento, seja ele bom ou ruim. Todas decisões que são tomadas por impulso, prejudicam.
"O ciúme, como o sal, dá o tempero, no entanto seu excesso é o passaporte para a morte de uma relação que nasceu para durar, onde a confiabilidade é “conditio “Sine qua non” para uma vida a dois, saudável e produtiva"
O excesso Esconde a Falta
Todo excesso esconde uma falta. Em nosso íntimo, carregamos feridas e vazios que muitas vezes nos são desconhecidos. E para preencher esses espaços em branco, recorremos a diversas formas de camuflagem, buscando uma sensação passageira de plenitude.
Engolimos porções generosas de comida, como se a fome que nos consome fosse saciada com cada garfada. Enchemos as redes sociais de selfies, numa tentativa desesperada de mostrar ao mundo um sorriso perfeito, encobrindo a insegurança que habita dentro de nós. Competimos silenciosamente por símbolos de status, como carros reluzentes e closets repletos de roupas, como se a quantidade de bens materiais pudesse suprir a ausência de algo essencial em nossas almas.
Acumulamos objetos e posses, acreditando que a quantidade de coisas que possuímos é diretamente proporcional à nossa felicidade. Controlamos e patrulhamos a vida alheia, porque olhar para os problemas alheios nos faz sentir momentaneamente melhor com os nossos próprios. Buscamos no álcool e no fumo um alívio temporário para as dores que não conseguimos expressar. Nos entregamos ao exercício físico e ao trabalho incessante, como se o cansaço físico pudesse abafar a exaustão emocional.
Reforçamos nossas próprias qualidades, enaltecendo nossas conquistas e virtudes, como se o elogio constante aos nossos atributos pudesse preencher o vazio de não nos sentirmos suficientes. Poupamos ou gastamos exageradamente, na esperança de que o controle financeiro seja a solução para nossas angústias.
No entanto, a verdade é que todo excesso apenas evidencia a falta que tentamos desesperadamente suprir. Por mais que nos enganemos com nossas próprias máscaras, o buraco interior persiste. E talvez, em vez de tentar cobri-lo com camadas superficiais, devêssemos olhar para dentro de nós mesmos, explorar as profundezas de nossa alma e buscar compreender as raízes dessas carências.
Ao invés de nos entregar ao exagero, podemos aprender a ouvir o que nossa essência sussurra, a reconhecer nossas vulnerabilidades e necessidades legítimas. É na aceitação dessas fragilidades que encontramos a verdadeira cura. Não precisamos nos encher de excessos, mas sim nos esvaziar de ilusões e expectativas irreais. É ao nos reconciliarmos com nossa própria humanidade, com nossas limitações e imperfeições, que começamos a preencher o vazio com amor próprio, compaixão e aceitação.
Portanto, que possamos abandonar a busca frenética por suprir nossas faltas através do excesso e nos abrirmos para a jornada interior. Somente assim poderemos nos encontrar verdadeiramente, descobrir o que realmente nos completa e viver uma vida autêntica e plena.
Estamos vivendo o excesso da materialidade distorcida.
O que vale é o corpo.
Somos o corpo, e os valores do corpo imperam soberanos.
Portanto, o estado do nosso corpo dá a qualidade da nossa identidade.
Sempre faço minha parte para quando me despedir não levar excessos e sentir a leveza de deixar saudades.
