Excesso
Sou poetisa do tudo
e pensadora do nada
neste mundo de excessos
de uma humanidade em carências.
✍©️@MiriamDaCosta
A simplicidade é o luxo mais raro.
Em um mundo que valoriza excessos, ser simples é quase um tesouro escondido.
O luxo verdadeiro não está em ter muito, mas em precisar de pouco.
Pâmela nunca foi metade.
Era decisão, intensidade, excesso.
Cabeça dura, dessas que não recuam,
dessas que ensinam sem pedir licença
onde a gente precisa mudar.
Você sonhava alto demais…
e eu sempre com os pés presos no chão,
vendo o copo meio vazio
enquanto você insistia em transbordar.
Eu via maldade em tudo,
você via beleza onde eu já tinha desistido de procurar.
E talvez por isso a gente tenha se perdido.
Porque você também era fogo
e fogo não sabe ficar parado.
Gostava de flertar com o mundo,
de viver no limite,
de sentir tudo no máximo…
até quebrar o que não podia.
Você quebrou.
Sem grito, sem aviso.
Só quebrou.
Mesmo assim, tem coisa que fica.
A gente na estrada,
Formosa passando pela janela,
e o Salto do Itiquira despencando
como se tudo fosse eterno naquele instante.
E olhando o Salto do Itiquira cair,
eu pensei…
talvez eu nunca tenha sabido saltar.
Sempre fui chão,
enquanto você era queda.
E talvez tenha sido isso
que nos quebrou.
E talvez tenha sido.
Porque mesmo depois de tudo,
mesmo depois de você ter sido
tudo o que me construiu
e o que me destruiu…
ainda tem um pedaço de mim
que lembra de você
como se não soubesse
como deixar de lembrar.
Quatro Rotas
Não foi falta de caminho.
Foi excesso de mim em lugares que não sabiam ficar.
Eu fui mar aberto
pra quem só sabia ser raso.
Fui estrada longa
pra quem cansava na primeira curva.
Fui casa
pra quem nunca soube morar.
E ainda assim… Eu fui.
Quatro rotas.
Quatro versões de partida.
Nenhuma delas me levou de volta.
Porque dessa vez
eu não me perdi...
Eu me encontrei no exato ponto
onde decidi não voltar.
Levei comigo o que doía,
deixei pra trás o que pesava.
E segui.
Sem mapa,
sem promessa,
sem você.
Na atualidade em que vivemos, estamos imersos em um excesso de informação, o que gera o excesso de interpretação. E o excesso de interpretação cria o excesso de pensamentos, e o excesso de pensamentos cria o excesso de sentimentos. E o excesso de sentimentos cria o excesso de sentimentos negativos ou positivos. E, nesses excessos de sentimentos, surgem sentimentos de depressão, ansiedade, medo, angústia, confusão. E, com tanto excesso, você já não consegue mais interpretar o que sente e por que sente, devido ao excesso de informação sendo colocado no seu inconsciente diariamente, por meio das redes sociais, internet, televisão e mídias em geral.
"deixo escorrer o excesso,
lavo o que não é meu, me reinvento na luz que nasce e morre ao mesmo tempo.”
Eu sequei.
Não por cura,
não por alívio,
mas por excesso.
O coração, rachado em silêncio,
aprendeu a suportar sem água,
a arder sem lágrima,
a viver com o peso seco da dor.
E nesse árido de mim,
ainda brota um cacto,
verde e teimoso,
só para provar que seco não é morto.
O barulho
Não é som.
É excesso.
É gente falando por cima,
história torta batendo na cabeça,
telefone vibrando como ameaça,
nomes que não pedem licença.
O barulho não grita.
Ele insiste.
Mói por dentro até o silêncio parecer suspeito.
Tem barulho de culpa que não é sua.
Barulho de versão que você não contou.
Barulho de afeto mal interpretado
virando arma na boca errada.
Por isso o corpo quer fugir.
Não do lugar.
Do ruído.
Porque quando tudo cala,
o gelo começa a derreter
e sobra só o que é seu de verdade.
Sem eco.
Sem defesa.
Sem precisar explicar nada.
O barulho não te define.
Ele só revela
o quanto você precisa de paz
pra voltar a ouvir a si mesma.
Tudo em excesso faz mal; pelo menos cuide e trate sempre dos hábitos da saúde, e controle esperadamente seus impulsos e impactos do bem-estar; embora, pode curar simplesmente a vida.
A felicidade está no básico essencial!!!
O excesso de qualquer coisa esconde grandes escassez interna: como a necessidade de conexão, autoestima ou significado, é crucial evitar preencher esse vazio com excessos (trabalho, consumo, prazeres efêmeros). Dra Ana Beatriz
A quietude provoca pensamento no outro, enquanto o excesso de palavras gera ceticismo. A arte de falar pouco e escutar mais é um conhecimento valioso mantido em segredo pelos sábios, ao passo que a verbosidade excessiva revela a fragilidade dos ingênuos.
A vida nunca para. Às vezes só precisa tirar o excesso, ajustar o ritmo e deixar o mínimo dizer o que importa.
"Não é o excesso de palavras doces que sustenta um amor, mas a coerência entre o que se diz e o que se faz."
