Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Poema do Imperialismo
Meus companheiros da esquerda
me questionariam se eu
escrevesse que o meu amigo
Ricky vai a América – e não aos EUA.
Com o perdão da palavra, o meu amigo
Ricky vai a América.
Pois me despeço do meu amigo, que vai a América
da mesma forma que despediram-se
as mulheres dos soldados americanos que foram ao Vietnã;
me despeço do meu amigo, que vai a América
da mesma forma que despediram-se
Fidel e Che na Cuba socialista.
Ricky vai a América
e não há ideologia que cure
o imperialismo da dor de sua falta.
Um sentido pra minha vida!
Vivo entre dois mundos;
entre dois seres diferentes...
E o meu EU, em constante conflito!
Entre o certo e o errado...
Entre o que eu devo fazer;
e o que eu, não posso fazer, e faço!
Sinto amor e ódio, todo tempo!
Como podemos ter, sentimentos diversos;
por pessoas, que amamos!?
Porque o certo, nos maltrata;
e o errado nos faz, tão bem!
Vivo entre Deus e o Diabo!
É tudo sem sentido!
É terrível, não ter controle
dos nossos sentimentos...
Pra fazermos, o que é certo.
Deveríamos nascer, com um controle remoto,
para mudar o canal das nossas vidas!
Com tantos sentimentos contraditórios,
tem que ter, algum que sirva!
Algumas coisas que eu espero, não fazem o menor sentindo. Espero secretamente, na expectativa do meu ser. Assim como uma resposta sua, um maior interesse seu. Não há interesse, não temos assunto. Você não sabe o que eu sinto e nem o que eu sou. Apenas pequenas palavras breves, algo que se faça cumprir presença onde nós mesmo não entendemos porquê. Porque nos submetemos a isso? São as fabulosas e tentadoras expectativas. Eu espero que do outro lado, haja um ser magnífico, aquele que eu busquei. Mas não é esse ser que ali está. O que está ali, são palavras breves.
Quando criança, eu desejei o melhor pra mim, eu queria o mundo e não sei a partir de quando, eu comecei a me contentar com pouco e acreditar que com pouco eu seria feliz. Pequeninas migalhas tristes, soltas no chão, restos de outras pessoas restos de carinhos dados à outros. Restos de todos.
Não sei dizer, ao certo, há quanto tempo comecei a me contentar com o resto, ser aquele ser que se ajuda por caridade, ou que se ama por falta de opção. Eu não entendo muito bem, quando foi que eu me tornei isso, apesar de saber, que isso sou eu há muito tempo. E não posso me lamentar, porque dizem que isso não fica bem pra ninguém. As vezes eu respiro fundo, como quem quer descansar das suas próprias esperanças. E me lembro que eu ainda posso respirar, respirar de verdade, todo ar que possa caber nos meus pulmões. Até que de certa forma, me traga algum alívio.
Talvez meu erro tenha sido em querer demais, e não me contentar com o pouco que eu tinha, e agora já muito tarde, vejo que o pouco era muito comparado com o nada que sobrou.
Eu sei que posso criar e recriar o meu mundo com tanta facilidade como uma criança que cai e levanta de novo para brincar!
O mundo sempre tenta desmanchar o meu coração de açúcar, mas eu já falei que ele só se desmancha com amor, muito amor.
Meu dia não tinha sido nada bom, mas eu sabia que quando chegasse em casa você iria me sorrir e tudo ficaria bem mais uma vez.
Hoje eu sinto falta...
Falta do seu abraço, do seu corpo, das suas mãos alisando meu rosto, sinto falta do seu beijo e dos braços enquanto eu dormia, das nossas conversas, brincadeiras, de sentar do seu colo e ser quase ninada, sinto falta de você, mas principalmente sinto falta de nós.
Meu mundo é feito de palavras, de música, de coisas que só eu sei. Pessoas não são bem vindas por aqui.
O quadro vivo
Eu gosto de olhar pela janela do quarto.
A janela alta do meu prédio
e olhar.
Ofusco-me nas luzes horizontescas
pitorescas da noite sublime,
distantes e borradas de rímel.
A agonia começa no cômodo
de cunho pensante.
As luzes lá da frente não se apagam
aqui as paredes se esfriam
cada vez mais
cada vez mais necrosadas.
O olhar alcança a floresta tempesteira por raios,
logo atrás dos borrões nos postes,
da torre da igreja crucificada,
dos borrões amarelos ambulantes,
os da ida e vinda
os da volta e partida.
Alguns piscam, outros param,
muitos voltam
(Esqueceram as chaves de casa, a camisinha, o próprio aniversário)
Os pneus queimam o asfalto,
sinto cheiro amargo,
deve ser a torradeira avisando que o sol apareceu
e que eu esqueci de dormir,
deve ser de manhã, o sino vai tocar
e eu permaneço olhando pela minha janela
com meus olhos pintados por lápis preto,
ambos em volta preenchidos pela cor viva
o negro.
Durmo sem saber que horas são,
não sei, porque ainda não dormi.
A noite cai e o sono não vem, oro a Deus que acalme minha alma e descanse o meu corpo para que eu durma bem.
Meu coração se acalma, meus pensamentos não te procuram a toda hora, então eu penso que te esqueci, que não te amo mais.
De repente você aparece na minha frente. Sorri pra mim, canta a musica que adoro, me abraça, me beija, olha nos meus olhos e diz que sentiu saudades. Nesta hora eu percebo que te esquecer é impossível, e já não sei mais se o tempo será suficiente para fazer esta paixão acabar.
Então eu me jogo no mar, e deixo ele me levar pra longe. Pro teu profundo, profundo como o meu coração sem ti. Então entrelaço minha dor a tua, minha saudade bate nas pedras como as ondas do mar.Mergulho ao reino das profundezas do mar, buscando as profundezas da minha alma.Procuro por você
