Eu Vou mais eu Volto meu Amor
É claro que o tempo é o meu guardião e as horas minha bussola. Só que nada tem importância se eu não estiver alinhada a tudo.
Não vendo o meu dom,
amo o que sei fazer,
carro quase todo mundo têm,
dinheiro eu fico sem,
mas poetizar me faz viver!
Talvez meu maior defeito seja essa necessidade imparável de expressar o que sinto pela arte. Eu não sei fazer uma música "do nada". Não sei ver um filme e criar inspirada em uma história fictícia ou longe da minha realidade. Se não escrevo ou canto, sufoco. E não basta criar, preciso mostrar ao mundo.
As vezes seguro coisas que faço por medo de consequências. Por medo que alguém entenda errado, ou que aquilo machuque alguém que me importa, mas me machucou e gerou aquilo em algum momento. O problema é que sinto que sufoco a cada segundo que seguro algo que precisa ser dito, e não sei o quanto ainda posso resistir segurando tudo isso.
E se quem gerou o que me fez compor ou escrever nunca tivesse acesso ao que fiz, sinto que seria como guardar tudo só pra mim. Não quero atingir, apenas falar. Por muitos anos calei todas as minhas dores. Na infância, sempre fingia estar bem, mesmo quando todos os dias era humilhada em ambientes escolares extremamente hostis. Talvez isso tenha me feito ser assim hoje, e talvez o que chamo de "grande trauma primordial" tenha tido tanta força por isso, me afetando até hoje, em 2026, mesmo que tenha acontecido quase em outra vida, em 2011.
Quando eu escrevo, é porque já não tenho opção. Quando escrevo é porque é isso ou desaparecer. É porque é a única forma de suportar e sobreviver a mim mesma. É porque ou grito, ou deixo o que calei continuar me corroendo por dentro. Eu queria poder ser sincera, e explicar as coisas para quem precisa saber, mas na maior parte do tempo isso não é uma opção, e muitas vezes, tentando me explicar, parece que só consigo estragar tudo de vez.
- Marcela Lobato
Quando a ansiedade bater à minha porta, eu abro a BÍBLIA e deixo a felicidade entrar no meu coração.
O meu olhar segue na altura
do voo do Condor-dos-andes,
eu estou presente em cada
passo do último bastião
da verdadeira alma popular
da minha América do Sul
que não canso de adorar.
Os rostos cansados,
as mãos calejadas,
os sacrifícios sem par,
as expectativas frustradas,
as palavras engolidas,
dos mineiros bolivianos
- merecem ser respeitadas.
Um ninguém que se acha
alguém estando ou não
com o poder na mão,
que não consegue respeitar
quem é capaz de descer
até as profundezas
para erguer um país inteiro,
já morreu por dentro
- só não tem conhecimento.
Uma mensagem com o fundo
preto nem mesmo em momento
de guerra eu e o mundo inteiro,
nunca vimos nada parecido;
quem conhece a linguagem
do poder reconhece o perigo
mesmo neste dia natalino.
Ou melhor, sabe muito bem
que é a prova pública do caráter
de quem é incapaz de respeitar
- nada nem ninguém,
que não vale um vintém;
e se nutre do lucro mortem.
Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.
Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.
O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.
Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.
Eu sou o meu povo,
e o povo me é;
Não preciso de mandato
por onde passo;
Nada e nem ninguém
mais importa;
Não sou presença,
e sim História;
Nas linhas do destino
sou eu quem escrevo;
Nasci poeta enraizada:
(para o seu desespero).
Se fores meu, eu hei sim
de acarinhar a sua nuca
quando menos esperar.
O melhor banquete irei
entregar do jeito que você
nunca esperou receber;
o amor e a paixão iremos
proveitosamente colher.
Ao redor da mais bela
Guanacaste em baile
solto contigo irei dançar
o Punto Guanacasteco
e seduzir-te sem parar.
Diante da testemunha
do magnífico Rio Térraba,
o amor iremos jurar.
Se fores meu, não haverá
nada neste mundo
para alterar a hora do amor.
Seja na Costa Rica
ou em qualquer outro lugar
da América Latina,
não haverá nada para nos parar.
Você é Mestre-Sala
do meu peito,
Eu a Porta-Bandeira
do meu jeito,
O Samba é o
mestre de nós dois,
A Bandeira é o amor
que não se deixa
nenhum pouco para depois.
Eu devia te odiar pra sempre...mas ensinei o meu coração a não devolver maldade pra quem só me semeou maldade.... Não sei ser uma pessoa ruim... Eu só distribuo amor porque mora amor em mim.....
"Quando eu sorrir pra você, junto com o sorriso eu envio carinho, paz, felicidade e meu desejo de que você realmente tenha um dia cheio de alegria, SORRIA..."
A cada dia eu me ilumino com o saber diferente do meu nesta vida que é a maior sala de aula da nossa jornada existencial.
Eu perdi as contas quantas vezes o meu entusiasmo, a minha gentileza, a minha polidez e o meu sorriso estiveram sob ataque até por parte de quem nunca vi na vida, mas eu escolhi resistir e evoluir.
Todos os dias me esforço para prosseguir com firmeza...
Meu querido eu,
Tire da gaveta aquele par de asas.
Você já cuidou do voo de muitos,
É hora de cuidar do seu.
