Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Palavras precisam sair do meu peito por fala ou escrita, caso contrário elas irão me matar asfixiado.
Deixei meu violão aí, pr’ocê lembrar de mim
Colorindo sua tarde cinza sentada num sofazin’
Cantando letras que eu escrevi com carin’
Pra te ilustrar como é que é o mundo pra mim
Enaltecendo as vivências que eu nunca vivi
"O carro é uma família" frase que cresci ouvindo de um grande sábio meu finado PAI, e mais uma vez ele estava certo, realmente (família)carro não é pra qualquer um, precisamos ter aqueles cuidado diário, precisamos (alimentar) abastecer, (hidratar) por água aditivo óleo, precisamos cuidar para que ele nos proteja, precisamos ter sintonia para que possamos seguir o melhor caminho para que ninguém sofra danos , o carro se torna uma arma um cúmplice,um amigo e as vezes até um inimigo, pode nos proporcionar momentos felizes ou tristes e por fim boas e más recordações ...e tudo tem um começo, meio e fim ...por falta ou por bastante dinheiro ou por ambição nos desfazemos de um sonho ,ou começamos a sonhar mais alto mas sem se preocupar no preço se estamos disposto ou não a pagar...
Basta o mal de cada dia que tenho que enfrentar e que é o preço do meu pecado: a solidão. Não se engane, todos os nossos erros, um dia, voltam e nos cobram as suas consequências. Pago o meu dia após dia.
Livro Sinto Muito, Meu Amor
MEIGA FLOR
Tu és meiga és tão bela
Como meiga é a flor
Tu és beleza singela
És o meu sonho de amor.
És meu mais rico brilhante
Bela flor do meu jardim
Nem que fosse por instantes,
Roubaria-te pra mim.
Neste mundo vou vivendo
Caminhando passo a passo
Desejando e te querendo
Sonhando ter-te em meus braços.
Com perfume do teu corpo
Nos afagos dos teus beijos
Degustá-los pouco a pouco
Saciar nossos desejos.
Eu te cuido com esmero
No jardim do nosso amor
Tu perfumas tempo inteiro
Colorida e meiga flor.
ANJOS E FLORES
São anjinhos e flores
O meu bem-me-quer
Perfumes e amores
A musa mulher.
Que levas no vento
Sonhos e desejos
Meus bons pensamentos
Meus abraços e beijos.
Flutuando no ar
Suave e bonita
Anjos a bailar
Felizes da vida.
Lábios bonitos
Sopram ao céu
De amor infinito
São favos de mel.
És mulher, és beleza
És a paz e não guerra
És a Mãe Natureza
És a Rainha da Terra.
Apanhador do cerrado
Uso o meu olhar para apanhar o cerrado
As palavras tortas compõem o mato crivado
De cascas grossas, cascalhos e céu estrelado
O chão na temporada de sequia, é maltratado
Os jatobás fatigados tão firmes como as perobas
Rodeiam os pequizeiros, tão "bãos" como as guarirobas
Cheiro forte sabor da terra, como as doces gabirobas
Entendo bem o sotaque é o povo deste chão
Sou daqui, tenho respeito a toda esta tradição
Povo das sucupiras, flores rasteiras e abelhas arapuá
Tudo aqui tem força, tem suor, é aqui, é acolá
Assim como a magia do canto da seriema e do sabia
Deste cerrado místico, torto, certo e errado, sempre a brotar
Que o tal desencanto encanta o poeta no poetar
Este quintal que é o maior do mundo, que faz sonhar
Me faz ser apanhador do cerrado, no meu versar.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30/03/2016, 22'22" – Cerrado goiano
As rochas queima com decepção,
anjos abrandam meu coração...
nas janelas dos céus estão...
marcas pelo o ador da esperança,
as transgressões são perdoadas
pelo amor do infinito há grandeza,
da voz o descanso da chuvas,
dão harmonia a vida...
Para o meu pai...
Ô meu pai,
Ô minha mãe,
Ô minha família !
Ô vc que me deu tudo ,
todos os ensinamentos de uma vida ,
com minha mãe,
me doou o seu tempo e seu amor , com minha mãe,
me ensinou o que é certo ,
com minha mãe,
me deu a vida com minha mãe .
Ô meu pai,
Ô meu pai ,
sou tão feliz por ter tido você.
Ô meu pai,
Ô meu pai .
Em que estrela tu habitas?
Enquanto meu corpo realizar os anseios de minha mente, farei coisas de gente jovem, me sentindo jovem!
Vento que venta
e leva meu juízo.
Vento que arrepia,
e esfria meu coração.
Vento que sopra
e consegue carregar meus sonhos.
Vento bravo
porque não perdoa.
Vento gelado
porque me persegue?
Vento á toa,
que vaga por onde perambulo.
Vento perene,
me leva daqui.
Sempre escrevi. Esse é meu exercício de compreensão do mundo em que vivo. Penso melhor o mundo e os conflitos quando os coloco no papel.
Ele era o meu príncipe,
Que de encantado não tinha nada,
Seu cavalo era negro como a madrugada,
Seu manto era falso,
Seu cetro a própria iniquidade,
Pior que sapo,
Sapo é bicho,
Não tem consciência,
E ele, sabe o estrago que fez...
Tudo que eu o confiava,
Com suas mãos quebrava,
Assim como meu coração,
Minha inocência,
A nossa aliança que você enganosamente me deu, era só minha,
Casei sozinha,
Você sabia,
Teu dedo da aliança ficou preto,
Da cor da tua alma vazia de engano vasto,
Quem ama, não abandona,
Você foi de longe minha maior vergonha,
Príncipe desencantado,
Me derrubou do cavalo.
Nem a alma que reveste o meu interior não me pertence.
Nem o espírito que habita o meu corpo não é meu.
Tudo o que meus olhos enxergam pertencem ao horizonte.
Tudo o que ouço o silêncio tomou posse.
Mas, tudo o que tenho pensado pertence à minha voz.
