Eu Vou mais eu Volto meu Amor
CÉU AZUL
Da casa onde moro
Não vejo o sol nascer
Mas avisto o céu azul
Cor do meu bem-querer...
Em toda janela que abro
Ele está a me clarear
Já nem sei se são reflexos
Que ficam no meu olhar...
O anil segue ao meu alto
Com matizes que encantam
Além de me alegrarem
Os meus passos orientam...
melania
Como um anjo ele pousou...
Em minha vida tudo ele iluminou...
E fez do meu mundo um céu reluzente de AMOR.
Não prometo o Ceu e a Lua nem tão pouco a noite e o dia porque tudo isso não e meu
prometo o meu coração que é o meu maior tesouro
Um dos termômetros do reconhecimento em saber "esse é meu amigo" está no fato de poder ficar em silêncio (ao lado dessa pessoa) sem se sentir constrangido por tal. Sem que precise falar absolutamente uma sequer palavra para justificar uma presença vazia.
NO MEU PINHEIRO (soneto)
Os verdes galhos do meu pinheiro
Ornei com cada nome dum amigo
Assim, num cordão de luz eu digo:
- És presente, presente por inteiro
Não importa a distância, está comigo
Na lembrança, no afeto companheiro
No estar fraterno e, muito verdadeiro
Aqui no peito em morada, eu testigo
Noutros ramos, saudades, num cheiro
Das ausências - o céu hoje o seu abrigo
"In memorian", - cada momento faceiro
Minha árvore de Natal, o amor bendigo
Com fé, gratidão, ao coração certeiro...
A ti amigo, que na amizade é querido!
(Pra cada amigo, um abraço neste cancioneiro...)
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
Dezembro, 19, 2016
Meu cuscuz.
Carne ao molho damasco
de jeito nenhum me seduz
tempero a pimenta tabasco
ou feito a forno de luz
nada contra seu churrasco
mas a comida que me lasco
é um bom prato de cuscuz.
Minha rainha querida
és parte da minha vida
princesa do meu caminho
contigo não estou sozinho
Deusa da minha estrada
pra sempre serás amada
Donzela de corpo quente
que amas tão loucamente
pra ti vivo realmente
num sonho quase indecente
Odalisca deste castelo
contigo tudo é mais belo!
MEU TEXTO
Escrevo por necessidade, sem medir tempo, sem vaidade
Porque tem gente que chega sorrindo e sorrindo lindo já me invade
Porque tem dessa de olhar perdido, que até bambeia se não se planta
No balanceio zum de zumbido, de quem tonteia quando se encanta
Porque tem lugares de se encontrar perdido e tantos ares de quem estanca
Escrevo por necessidade, sem medir tempo, sem vaidade
Porque tem gente que nem nos liga, e tem abraço que é de verdade
E assim tem dessa que nos abriga, que quando parte deixa saudade
Porque me encanta o mar na noite, e me "espanta" a liberdade
Mas sou mais leve no pensamento, de quem me leve na seriedade
Escrevo por necessidade, sem medir tempo, sem vaidade
Porque ainda tem serenata, com sol de ouro, lua de prata
Porque a vida corre na veia, e o céu acolhe toda a estrada
Tem passarinho cantando tanto, parece até estar perdido
Parece procurar seu canto, tal qual meu
texto querendo abrigo
Escrevo por necessidade
O meu melhor, pode hoje não atingir expectativas alheias, mas pode somar experiências de ontem que muito contribuirá para o futuro que desejo.
Bom dia.
Bucho cheio.
É assim no meu sertão
com tudo que tem direito
uma boa alimentação
do bucho topar no peito
e não tem um cidadão
empregado ou patrão
que não fique satisfeito.
Paraíba bela.
Viu o mar todo azulado
comparou com o tietê
desdenhou do meu xaxado
mas tá querendo aprender
a inveja é um pecado
pra falar do meu estado
vem primeiro conhecer.
O conformismo com minha desgraça é o meu algoz. Aprendi isso hoje. Talvez aquela errônea frase atribuída ao Einstein esteja correta. Está na hora de constituir métodos, e levar-me mais a sério. Ser responsável por mim mesmo, e culpado de mim mesmo. O dia de amanhã está ansioso para ver-me, como um belo amigo distante, à muito tempo não visto. Meu corpo ainda deseja viver. Não irei também decepcioná-lo. Viver. Prosseguir. São somente tais coisas que me restam. É isso o que irei fazer. É isto o mais valioso, e o mais importante por agora.
Suas palavras
banham meu corpo
como um bálsamo
Um batismo
que me traz de volta
para um mergulho
daquilo que levamos
dessa vida
que é a poesia dos momentos
que ficam.
