Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Esboço.
C'est La Vie.
Pois é!.
Essa é nossa vida,
Uns amam e outros odeiam,
Mas eu decidi amar,
E clamo a Deus que seja pela vida inteira,
Sinônimosde um amor,
Um significado pra mim que vai arrebentando barreiras,
Comecei um esboço,
Com cautela e com carinho seus olhos eu desenhei,
Cometi borrões,
Troquei as tintas e os pincéis,
Tracei várias linhas e recomecei,
Essa é minha vida de sempre,
Esboçar teu olhar já é um vício,
Uma rotina que não consigo dela me afastar,
E tudo isso me faz viver,
Cada arte é uma vitória,
Cada arte ficará na memória,
Entre todas que eu fiz,
Essa é pra você,
E também foi a primeira....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Meus pensamentos me devoram, a cada instante, eu sinto isso. Porém dentre inúmeras escolhas por fazer, se me põem a escolher entre eles, e outras coisas, consideravelmente os escolho sem sequer abraçar a dúvida.
In, A devoradora de livros
DE MINHA MANEIRA
De que maneira eu poeto? Singular eu dizer
Eu poeto em graus de emoção e de atitude
Onde a alma alcança o amor em plenitude
No limite da inspiração, que o ocaso prover
Eu poeto na tensa solidão, na nímia quietude
Desde a lágrima na dor ou na alegria do viver
Eu poeto livremente, sem leis e sem o poder
Eu poeto com sensação, e uma ímpar virtude
Eu poeto com o olhar dos vários encantos
Com o sonho pueril, que está na alma forte
Tingindo a palidez dos desmaiados recantos
Eu poeto com paixão, suspiros, aquele porte
E se “Brágui” o quiser, inspirando nos tantos
Poetar-me-ei, também, após minha morte!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 12, 2021, 14’36” – Araguari, MG
Todo dia ela me salva
Diz pra eu manter a calma
Mesmo em meio aos meus demônios
Ela faz sonhar o sonho
Quando eu te escrevi isso
Eu realmente pensei
Eu pensei que a gente se bastava
Que era lindo não saber onde eu começava
E onde você acabava
Tudo é mágica até ser realidade
E na realidade
Não tem sorriso que não se esvaia
Já fumei um cigarro e meio e ela ainda não veio
Já tomei café em pó mas ainda estou só
Eu pus carta no correio e convidei pra um passeio
Fui a pé pra Mossoró fiz um frevo em si maior
Lanço-me agora nesse salto
Eu já não tenho medo do escuro
Escolho um caminho confortável
E mostro o meu lado mais seguro
Às vezes sou um pouco atravessado
A minha voz urgente te dizendo
Que eu já não tenho tanto tempo assim
E o que sobrou do tempo pra mim
A noite passa e eu continuo em casa
Tentando dormir, sem conseguir
Fico sem ter onde ir
O escuro da noite me traz lembranças
Que me perturbam até eu chorar
A vida lá fora é tão estranha
E parece que vou flutuar
ASFALTO
Hoje eu acordei com os pensamentos fora de ordem
Cruzei a rua com os braços cruzados e os olhos cansados
Entre vitrines confusas & coloridas
”Borboletas num caleidoscópio”
Um bêbado tropeça num tijolo invisível
Cheio de riso de dança e de dor
Gotas de luz caindo no meu rosto
Diluindo sombras
Inaugurando a manhã
Motores bocejam rosnando como cães
Desafiando a nudez dos semáforos
E eu voo Pégaso
Alado, em círculos,
Meus sapatos de ferro pisando o asfalto em flor.
Desconhecida é a tarde no parque
Estilhaçando poesia no ar
Embriagando o bronze das esculturas
Antecipando o que está por chegar
Hoje eu não quero envelhecer
Já calculei a idade do tempo
Hoje eu me recuso a envelhecer
Hoje eu tenho a idade do tempo
Eu vou regar os rios
Acender velas ao Sol
Soprar a rosa dos ventos que me diz: pétalas
Pra esquecer
Às vezes eu me lembro sinto falta
E até chamo teu nome
Acordo e tudo gira tão distante
Tão distante de tudo
Preciso esquecer que é madrugada
Estou em outra cidade
Às 03:15 e as horas ao meu lado passando alucinadas
São fotos, filmes, livros discos, cartas
Que não dizem mais nada
Vestígios espalhados como minas
Num campo de batalha
Há luz em toda parte
Janelas e cortinas fechadas
Valsas, violinos e casais
Dançando embriagados
Pra esquecer...
Embora em alguns dias seja muito difícil, eu tento não viver em função do futuro. E tento não sonhar com o passado.
Teu Boêmio.
Sou boêmio sim,
Tanto sou que escrevo-te em minh'alma,
Eu não sei fazer poemas de gêneros,
Apenas um eu sei,
Você!
Para ti eu escrevo,
Por ti eu pereço em minhas escritas,
Passei por muitas escolas e me expulsaram por ser um Boêmio apaixonado,
Não estou nem aí,
Quem quiser me julgar que julgue,
Sabe aquele bobo acordado que perambula pelas vias e vielas da ilusão?
Pois é !
Esse sou eu,
Não entendo de política,
Não decifro sentimentos,
Não sei escrever tormentos,
Nem faço crônicas e nem sinfônicas,
Sou um escritor aprisionado sem saber sair pelas portas,
E nem sei fazer compras em supermercados
Toda inspiração que tenho,
Nelas está você,
Para ti,
Guardo beijos e abraços,
Desde adolescente fico horas tentando pintar meus escrevinhados,
Que bom!
Que ainda não matei ninguém,
Mas mato-me todo segundo te escrevendo,
O que eu posso fazer?
Se sei somente escrever você,
Diga-me!
Não precisa chorar e nem rir,
Mostre-me uma janela aberta para dessa prisão eu sair,
Ainda não encontrei uma chave,
Observe,
Nem fechaduras aqui tem,
Frias madrugadas atormentam minhas inspirações,
Por vezes ja improvisei uma explosão que pudesse quebrar as paredes do meu olhar,
Tudo em vão.
Um dia que sabe eu saio dessa jaula,
E consigo escrever outros tipos de poemas,
Trancafiado desde a juventude estou
escrevendo e dedicando tudo á ti,
tudo que vem em minha imaginação,
Escrever você é um castigo ou um dom,
Mais um dia eu descubro se tudo isso foi bom,
Apartir daí decidirei treinar minhas escritas,
Para inventar outra forma de poetizar,
Só assim saberei se é você minha sombra,
Ou foi apenas esse destino que Deus me deu....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Cordel Pedagogia
Um dia disse a minha mãe:
Eu entrei na faculdade
Ela não acreditou
Falou que não era verdade
Mas depois que eu provei
Pude ver sua alegria
Que não durou muito
Pois também contei no mesmo dia
Que o curso que eu escolhera
Era o de Pedagogia
Eu ouvi ela falar
Filho deixe de agonia
Professor trabalha tanto
Não tem hora, não tem dia
E, ainda, no fim do mês
Tá com a carteira vazia
Retruquei: mãe deixe disso
Essa é a minha vocação
Pois sei que quem ensina, aprende
Com sua própria lição
E não há nada mais lindo
Isso eu pude aprender
Do que ver alguém sorrindo
Depois que o ensinou a ler
Embora eu mesmo tenha usado em meus livros, 'negacionista' não é um adjetivo apropriado para caracterizar certos tolos, visto que estes negam o fato e óbvio, mas jamais negam o absurdo. Logo, 'absurdista' seria um termo mais sensato.
Eu ainda me tiro a liberdade de ser.
Eu ainda busco ser aquecido por opiniões alheias.
Eu ainda preciso ter a minha liberdade dividida com os outros.
Eu ainda busco entender o mundo pelo meu pequeno olhar.
Eu ainda choro quando me emociono.
Eu ainda tenho medos e inseguranças.
Eu ainda sinto muito.
Eu ainda sou humano.
Eu ainda existo.
Fiz de conta que não importava
Hoje eu vi você chamando outra menina como me chamava, olhando para ela como me olhava dando aquele sorriso de lado com os olhos brilhando, vi sua felicidade de longe, eu fingi que não me importava com aquilo tudo mais doeu, doeu tanto ver que não vai ser comigo que você vai fazer aquela viajem, aquele casamento na praia igual me disse uma vez.
Mas deixei tudo de lado e fui segui minha vida porque sua felicidade e a minha também, então sai daquela praça aonde vi você pela primeira vez e pela última vez, decidida muda a minha vida te esquecer e fazer tudo que me faz feliz.
