Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
Sei lá!?... Quero conversar e ao mesmo tempo eu não quero ver ninguém. Quero me encontrar mas parece que eu sou mais de cem. Quis você por perto. Quis o teu amor por inteiro. Quero sentir pelo menos uma vez que eu estou no caminho certo. Mas eu sei que eu não sou nem o último e nem o primeiro a andar desesperado por esse imenso deserto...chamado ilusão!
´´Quando eu falei que o mundo tinha acabado
Você nem acreditou
Seguiu com a sua vida e eu com a minha
Até que um dia eu sumi do seu mundo
E você percebeu quanta falta faz a ida
De alguém que sempre esteve aqui
Fazendo barulho no seu coração
Até que um dia eu estive no mudo
Torcendo para que receba meus sinais através de libras.``
´´Seu beijo foi eterno
Eternamente invisível
Você veio e foi tão rápido
Quando eu achei que tinha te alcançado,
Eu consegui finalmente achar
A desculpa que me deu para não ser mais achado.``
´´Eu perdi o meu amado
Meu amado romeu da minha julieta
O meu amado queijo da goiabada
O meu yin do meu yang
Sem perceber acabei perdendo tempo demais com
Alguém que iria se sacrificar
A qualquer custo para ser o meu oposto um dia.``
´´Com um currículo na mão
E o coração na outra
Eu esperava na fila
Calmamente arrancava alguns fios de cabelo
Tentando conter minha infelicidade feliz
De poder estar aqui.``
Ver é saber o que você vai aprender a por no ato de tentar ser o que você não sabe o que vai ser. Eu te vejo.
O tolo diz: eu sinto que você não me ama mais!
O sábio diz: seus olhos são mais sinceros que você. Eles são as janelas do coração, e constantemente estão declarando que você me ama.
"Fora do lugar, eu que sabia, em mim, alguma coisa tinha. Eu, de erros, era inimagináveis somas."
(19/03/2014)
Foi o que eu precisava. Ocupar a mente e o coração com a arte, elevar o espírito, ampliar a consciência com os recursos da beleza.
"Eu sofro de uma doença
Que afeta a mente, o corpo e a consciência
Derramo prantos, em meio a sofrências
Aos quatro cantos, em tantas querenças
Tem sido um banho diário, solitário
Ver-me chorando, andando calado
Verme na lama, o meu lema, estado
Sempre amando, amando…
Sem ser amado."
(03/02/2015)
"Infeliz, desfiz
As malas prontas na sala,
Por um triz, eu quis
A alma minha, com tala,
Libertar.
Contá-la minha saudade
A vazia vastidão da casa
Nestes dias-cão, de maldade!
Sem ela saber
Estaria indo a ver.
Mas desisti.
Na cama fria,
Silêncio, agonia
Amarga insônia
Companheira.
Delírios,
Dilemas.
Eu nem dormi..."
(08/12/2017)
"Eu vejo em mim uma criança, tão terna. Que tenta, com afinco, dirigir este veículo chamado 'Vida'. Recebido sem sequer ter tido aulas teóricas e práticas prévias, mapa ou, no GPS, traçado da rota. No meio longo do caminho, foi preciso - eu sei - dar algumas pausas, encostar na berma, respirar fundo a natureza derredor. Sem pensar nos desvios tomados, nas terras não pisadas, nas paradas mais demoradas. Sem se achar perdido demais, sem cais, querendo voltar os olhos atrás, ao retrovisor - ser honesto consigo. Apenas olhar, ereto - pairar o infinito. A perfeição onusta! Este desenho de pintar doado a mim, sem borracha alguma… e se perguntar: qual cor tomará esta venusta?"
(08/11/2016)
"Maldita seja
Eu não sabia que amar doía tanto
Eu não imaginava
Que me destruiria
Nunca pensei.
Quão dilacerante seria
Dar meu coração
Uma praga desconfortante
Dor escruciante .
Luta de amor e ódio eterno
Quando um não , doía até os ossos
Que queres que te faça
Maldita seja .
Maldita bruxa devassa
Deveria queimar-te ,
Mas a única coisa que queima
É meu desejo de te .
Malditas labaredas
Eu sou a própria fogueira .
Amargura -
Ai de mim que estou cansado
de viver além da vida
eu nasci p'ra dar ao fado
tanta amargura perdida.
Eu vivi sem ter nascido
porque o mundo não me quis
vou morrer sem ter vivido
e que mal à vida fiz?!
Os teus olhos não são mais
que uma faca de dois gumes
dois silêncios, dois punhais
ao sabor dos teus ciúmes.
Os meus versos são herança
p'ra deixar a quem se esquece
que afinal até a esperança
já não resta a quem padece.
Eu Nasci -
Eu nasci do silencio das nortadas
que se adensa pelos campos solitários,
das tormentas, aguaceiros, trovoadas,
das tristes badaladas dos velhos campanários.
Eu nasci daqueles que nunca morrem
mas convivem com a morte dia a dia,
do silencio daqueles que não dormem,
das mães que os filhos choram, da poesia.
Eu nasci do Sol-Poente que desponta
a cada dia, orgulhoso, sobre o mar
e se deita, sempre, sobre as águas a chorar.
E tanta madrugada que a Minh'Alma conta
em que na demência dos sentidos me perdi,
apodrecido, jaz no ventre de quem nasci.
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