Eu sou uma Pessoa Timida
Sou sozinho demais para ter alguém. Ao mesmo tempo, sou rodeado demais para realmente estar só. Sou mal demais quando me machuco, mas bom demais para ferir alguém. Sou sem graça demais para rir, mas engraçado demais para ser motivo de piada. Minha vida inteira foi feita de meio-termos. Nunca fui o bastante para um lado nem para o outro. Não tenho definição. Vivo entre extremos que nunca me abraçam por completo. Sou muito demais para o pouco que recebo, e de menos para tudo que o mundo exige.
Sou a engraçada.
A mimada que ri alto demais,
que fala sem filtro,
que abraça pra não desabar.
A que sonha pelos outros,
e aconselha mesmo quando ninguém escuta.
Mas no final...
quem é que fica?
O que me leva ao cinema
na intenção de não ver o filme?
Ou o ex que diz que ama, Que eu sou a mulher da vida dele mas não tem coragem de falar isso sem visualização única?
Ninguém fica.
Ninguém.
Vêm, arrancam uma pétala,
levam um pedaço,
e vão embora como se nada fosse.
Até quando serei só lembrança?
A amiga de todos,
a última a ser lembrada,
a que sempre ajuda, mas nunca é chamada?
Cansei.
Agora tem espinho no lugar da flor.
Agora, quem vem, sangra.
Agora, quem tenta colher, se fere.
Porque não levo mais flores nos dedos.
Levo cicatriz.
Levo silêncio.
Levo tudo o que me deixaram.
E não...
não leva mais pétala.
Sou o fogo que arde em teu ser
Sou água que mata tua sede
O castigo da tua presunção
As espada caudal sem razão
Sou a torre mais alta de fel
As estrelas lá do cão maior
O alpendre da anunciação
Um papado de um bispo só
Sou o ar que repiras na dor
O calor que ressoa no ar
Uma flor que insiste em florar
E o vento que não quer soprar
Sou reflexo de lua no mar
Infinito e eterno esplendor
Dia quente em puro calor
Um deserto de ilhas sem fim
Sou uma ilha deserta em mim
Uma história feliz sem amor
Um amor infeliz a durar
A tristeza do riso sem fim
A pintura de um riso sem cor
Um inverno trovejando em si
Dialeto latino ou tupí
Sou um peito repleto de amor
já cheguei a um ponto, de me sentir rei em trono que não era meu, hoje reconheço que sou apenas viajante, nem oque penso ter, eu tenho, oque possuo não possuo, na verdade nada é meu .
Tomo posse de filha(o) amada (o)que sou!!! Repita cmg!!! Quantas vezes necessário for , sua vida é única , se precisar tome distância, pois o tempo é resposta e no silêncio você vê sua própria companhia desabrochar. Desbloqueie , você pode caminhar sozinha(o) , com Deus a luz sagrada a natureza...
Deus é bom o tempo todo!!! Pessoas não machuque quem quer que seja. Pessoas curadas e felizes não ofendem não machuca , quem dirá dissimula e também não ironiza. A seriedade não é confusa , e intimidade não é fraqueza com certeza.
Sou aquilo que aparece quando o silêncio dura mais do que deveria. Nasço quando as palavras travam na garganta e os olhos desviam. Cresço quando a resposta demora, quando a promessa falha, quando o pensamento se repete. Estou entre o toque que hesita e o passo que recua. Habito os pensamentos dos que pensam demais, destruindo certezas com perguntas sem resposta. Não preciso ser mencionada para existir, porque mesmo sem ser dita, eu machuco. Eu me espalho em olhares, em mensagens não vistas, em gestos quebrados. Sou o que transforma amores em medos e decisões em prisões. Sou sutil, mas insuportável. Sou constante, mas jamais determinado. Eu sou a dúvida.
Sou Caminho
Sou feito de passos, de sonhos e de espera,
De pedras no chão e de esperança sincera.
Carrego nas mãos as marcas do que vivi,
E nos olhos, o brilho do que ainda está por vir.
O tempo me ensina, sem nunca ter pressa,
Que a vida é mais leve quando a alma se aquieta.
Que não há dor que não vire aprendizado,
Nem queda que não tenha um recomeço guardado.
Às vezes sou vento, às vezes sou chão,
Às vezes silêncio, às vezes canção.
Mas sigo em frente, inteiro, apesar da dor,
Feito ponte, feito estrada, feito amor.
E se o mundo pesar, que eu não perca a fé,
Que eu floresça, mesmo sendo só um grão de pé.
Porque viver é lutar, é cair, é sonhar,
É ser raiz, mas também se permitir voar.
Palhaçada
É como o tempo passa,
Outrora,
Emo,
Que sou (confesso),
Usando MSN e Orkut,
Ouvindo Fresno (ainda escuto),
Sofrendo em lágrimas e dores,
De amores que nunca existiram,
Banal?
Não,
Mas, é incrível lembrar de como era a tal!
Não de "me achar",
Nunca fui isso,
Mas, de arcar com as responsabilidades da vida,
Até um pouco egoísta na época,
Achando que trabalho enriquece,
Mas, quem adoeceu com o tempo foi a alma,
Com calma,
A maturidade tomou conta,
E a conta?
Sim,
Chegou, veio com força,
Recuperando o que é bom,
Sanando o que não,
Firme com a firmeza de prego que se move na areia,
Num mundo líquido onde as certezas da vida se tornam incertezas,
Amores, desamores,
E rumores em verdade inconcreta.
MISTERIOSO
Sou tal pássaro misterioso...
Que vive de asas abertas
Temendo ataque raivoso
Surgido em horas incertas...
Não fico no tempo parado...
Viajo de minuto em minuto
Buscando o verso travado
Tornando-o mais resoluto...
Misterioso como todo ser...
Cercado de luminescência
E que nem todo mundo vê
O que há em minha vivência...
Cada poema é um enredo...
Que delineia a minha vida
E nele, resguardo segredo
A mantê-la mais protegida...
(MISTERIOSO - Edilon Moreira, Dezembro/2022)
NÃO SOU DE MEIAS PALAVRAS
Não sou de meias palavras...
Tampouco adepto do sofrer
Nem trago na língua travas
Que impeçam de as dizer...
Metade desta vida eu passei...
Buscando alguém desamado
Em muitas vezes me frustrei
Sendo eu também enganado...
Naturalmente uma coisa quis...
Que desse à vida real sentido
E que a cada luta, fui aprendiz
Reconstruindo-me ao discutido...
Cultiva-se o disse me disse...
A valorização do superficial
O lado essencial não viu-se
No ostensivo ante o frugal...
E o tempo vai se passando...
Nessa perpétua expectativa
E eu ainda mais acreditando
Numa possibilidade intuitiva...
Porque a vida... Ela é sagrada...
Qualquer segundo é precioso
E o que torna maior a jornada
É a felicidade do ambicioso...
(NÃO SOU DE MEIAS PALAVRAS - Edilon Moreira, Março/2023)
Não sou mais adolescente para aceitar amor de qualquer jeito. Sou adulta e decidida, sei bem o que quero, ou é tudo ou nada,mas nunca pela metade.
Quer ficar comigo? Fica do jeito certo! Sem meios termos e indecisões, caso contrário, licença, não atrapalhe a minha vida.
Entre o Riso e o Silêncio
Dizem que sou feito de risos soltos,de palavras que dançam sem medo,de uma leveza que não se aprende, de uma luz ímpar.
"Você tem um brilho no olhar", repetem, sem notar, o quanto arde, às vezes, esse brilho.
Eu me identifico com o Chapeleiro maluco, louco aos olhos do mundo, mas lúcido demais por dentro.
Veem loucura no meu sorriso,mas não enxergam a tristeza nos meus olhos.
E talvez nem queiram ver.
Carrego o riso como escudo,a piada como armadura, o exagero como alívio.
Porque mostrar a dor assusta, e calar é mais fácil do que explicar esse nó que a alma não desata.
Dentro de mim mora um vendaval, mas por fora... só o vento suave.
Sou tempestade em corpo de primavera torta.
E mesmo assim sigo,entre gargalhadas e silêncios, dançando com minhas sombras, abraçando minhas fendas, sendo loucura e lucidez, tudo ao mesmo tempo.
Não me convide para ser figurante das fanfarras abjetas; sou menino do Vale do Mucuri, onde se aprendem valores morais.
