Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Escolher faz parte da vida. Mesmo não tomar uma decisão também é uma escolha que envolve um risco. Não fuja do inevitável: ao dar um passo à frente, alguma coisa ficará para trás.
O melhor dos presente naum são flores, mas sim transformar e manter mulher amada em uma linda e unica Flor.
Perde-se o ser na ilusão da verdade, quando se convence de que a morte é o início de uma nova existência.
E de longe e lentamente vem essa solidão.
Uma solidão cortante que dilacera a alma, queima a pele e com ela vêem os pensamentos inconstantes e condenadores como andar em círculos com os olhos ao mesmo alvo sem mais opção entre olhares e o movimento repentino que traz a loucura do corpo e da mente!
[...] Em uma dessas noites que a gente precisa de um carinho pra sonhar, daquele aconchego, daquela palavrinha no ouvido lhe passando segurança, aquelas caricias no rosto, aquele aperto de mãos com o olhar fixo pro teto do quarto ou até quem sabe pro céu estrelado mesmo já quase na madrugada. Quem não precisa dessas coisas, não há quem diga e nunca vai haver, de um jeito ou de outro, no final todos nós precisamos nos sentir amados.
Não adianta falar que o tempo cura tudo. O tempo não apaga as lembranças, o tempo não vai fazer uma lavagem cerebral em você. Ele só vai fazer com que a dor da saudade amenize, e nada mais.
Queremos ser antes de sermos; não procuramos crescer as raízes, formarmos uma conduta querida, enraizando-a definitivamente como deveria ser. Queremos antes mostrar a copa da árvore e o tanto que ela crescerá sem formarmos antes a raiz apropriada a altitude, ao volume ou dimensão a que nos propomos mostrar. Ao invés, de forma precoce, preferimos nos mostrar o que, ainda, não somos. Ora, a regra deveria sermos antes de mostrarmos o que viremos a ser; não o contrário mostrarmos o que pretendermos ser, a trajetória que definimos seguir até chegar lá, bem como, os esforços que estamos fazendo nesta caminhada para chegar lá. Isso é querer um troféu pelo esforço; este nada mais é do que uma obrigação tua consigo mesmo, como seu propósito ... então por que a necessidade de aplausos ou troféus ? Porque queremos mostrar o que podemos ser. Porque queremos nos autoafirmar como vitoriosos ou, ao menos, capazes de sermos singulares em algo ou n realização de alguma tarefa. Queremos no fundo reconhecimento como que numa forma dum grito para a humanidade: eu existoooooooooo ! Na grande realidade, pouco fazemos por nós e muito pelos outros. se o fizéssemos para nós, todos os atos, seríamos o premiador ao mesmo tempo que o premiado. Essa cena de premiação, sim, seria o que deveria se buscar.
Tenho comigo que a poesia é uma terapia,uma alegria,uma tristeza,um sentimento,uma vida real ou virtual,que passamos para o papel,externando as experiências ou criando alegorias poéticas sobre as realidades percebidas ou imaginadas.
Fui a uma palestra e sua voz a dizer que não é para incentivar ao filho a ser 10, ser 7 - e alguma vezes - 6 basta. Onde já se viu tamanho disparate? E continua a dizer o óbvio, que crianças devem se alimentar bem. (evitar refrigerantes) (novidades, não? APRENDA, ENTÃO!) E continuou a fazer comentários espirituosos - isso era segredo dela - como: "- estava na central da picanha e o filho pediu cerveja ao pai e ele recusou" . Dizei-me, que nova há nisso? O que posso frutificar a partir deste almanaque 1985? Creio, acho que uma boa explicação é que o referido espetáculo era para pessoas patentes, de raciocínio lento de senso por demais comum. Foi torturante, apesar de serem boas as intenções dos idealizadores.
Que mal há quanto a alta-idade? Ontem, Lilia Cabral agradeceu um elogio (?) de uma telespectadora: - Nem parece avó! - Não sou, minha filha tem 15 anos, mas meu prêmio já recebi (o elogio). A atriz de 55 anos - com cara de 55 - diz-se premiada pelo fato de aparentar-se jovialidade. Pegunto eu: - Parecer-se jovem, sendo velho é um elogio? A industria diz que sim, e já estamos tão estigmatizados e oprimidos por ditames midiáticos da moda que estamos cá virando seres em série. Tenho 27 anos, com cara de 27 e não de 23 nem 30. Quero viver o melhor de cada fase, não atropelando nenhum evento. Estou estupefato de tudo isso, da vida louca que se vive, do ócio, do forró, de livros contemporâneos e quando me deparo com algo fortuito, me sinto totalmente descontextualizado.
Na soleira da escada aprendemos uma injustiça natural que frequentemente ocorre na vida. Para `subir´ na vida, chegar até o ápice da escada só há um caminho: subir degrau por degrau; não há atalhos: o esforço é inevitável. Para `descer´ aprendemos que basta tropeçarmos para retornarmos ao início duma vez só.
Drummond disse ... `No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra`.
Digo: se tens uma pedra no meio do caminho: tire-a.
Pensou, então, que sem forças não chegaria a lugar algum. Voltou, pegou uma roupa, tomou um banho como se lavasse a alma e, assim, virou e recomeçou sua história.
