Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Pequena Ode à Solidão -
Ó tristeza! Ó miséria!
Tudo o que fui e ainda sou ...
Alguém que chegou e não sorriu.
Que partiu e não voltou.
Sonhos proibidos - então -
homens ocultos, dores em vão ...
Noites sem vida - diz quem viu!
Dias vazios, calados, sem água ...
Iguais às noites, iguais aos dias,
distantes do possivel - como cal -,
do eterno, do real!
E vós - ausentes, perdidos também-
fingindo- mas sós ... tão sós ...
Queixas de um Mendigo -
Sou um grito de revolta
na voz de um condenado
um passaro sem rota
um mendigo desprezado.
Sou a cal da sepultura
no enterro da solidão
alguém morto, sem ternura
esquecido num caixão.
O dia quente que morreu
a noite fria que chegou
mataram quem esqueceu
de esquecer o que chorou.
Foi em vão a minha vida
foi em vão acreditar
foi minh'Alma proibida
da alegria de sonhar!
Sou!
Quem somos.
Pra entender quem és!
Porém compreendo ainda que não nos compreendemos.
Em que nada está definido.
Tudo é fluxo, emanação e vibração.
Tudo é Gratidão!
Tudo no Amor.
Namastê!
Não julgue minhas ações.
Sou somente um espelho diante dos seus olhos.
Minhas ações, reflexos das suas.
Não sou de direita e nem de esquerda, tão pouco do centro, nem ocupo a posição de cima ou de baixo, se é que existem como definição politica...
Ocupo a posição vertical na Terra, ando, sorrio, choro, leio, odeio como qualquer vil Humano.
Ocupo também, às vezes, uma posição horizontal quando durmo ou amo, embora essa posição será para sempre no final.
Morrot
Não sou político nem apolítico. Penso que a mediocridade do espírito político não merece minha adesão nem minha exclusão.
LAMENTO as AÇÕES!
Sou um pecador.
E vou confessar!
Peco por amor.
Sou obcecado a amar!
Sou um sofredor.
Eternamente vou sofrer!
Meu coração e só dor.
Sinto que logo vou morrer.
Sou obcecado pela vida!
E minha alma chora!
Uma presença, talvez extinta.
Óh solidão que me é notòria.
Minhas forças se acabando!
Morrerei talvez; para o mundo! Óh Deus!
pois meu amor parece estar secando.
So me resta dizer! Adeus!
Mas creio que posso ter rendenção.
E pedirei a Deus com esmero!
Salve meu coração!
Pois! Deus; é a Ti que eu quero.
Sou tão lotado de pecados que desnudo qualquer sapato. Não caíbo em corpo vazio ou mente ferida, mas destruo até costura fina.
Será que estou condenada a viver grudada nelas, só porque sou a única que não é insensível a ponto de abandoná-las?
