Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Seu eu soubesse...
Se eu soubesse escrever,
escrever-lhe-ia um poema desses de revista.
Esses de deixar encantado,extasiado,
com olhos e coração arregalados.
Se eu soubesse escrever, escreveria um desses
poemas abusados, de amor incontrolável,
desses de nunca esquecer...
Mas não sei escrever, so sei sentir.
Mas isso eu posso dizer: amo você!
Pra mim não faz diferença ser alguém na vida
Porque meu nome é Zé-Ninguém
Eu prefiro fazer a diferença na vida de alguém
Eu nunca tive nenhuma pretensão em ser perfeita. Eu quero é melhorar todos os dias, pq esse é o meu maior desafio diário. Deixar de pensar mal de alguém, falar mal de alguém, desejar algo de alguém, e por aí vai... É nisso que eu quero melhorar sempre, o meu compromisso é comigo e com Deus. Satisfação da minha vida eu dou a mim mesma, mas as nossas atitudes marcam e demonstram tbm quem somos, e precisamos entender que convivência, apesar de ser uma via de mão dupla, depende muito de nós, da nossa maneira individual de agir. Então, eu quero me tornar melhor do que fui ontem e acho que tenho conseguido. Mas ainda tenho muita pedra pra quebrar.
'Sempre tive preferência por pessoas que sorriem sem motivo, que gostam de abraço e amam de verdade.' Não me refiro a pessoas “boazinhas” o tempo todo, pq dessas eu tenho certo receio. Ninguém é 100% bom, ninguém agrada a todo mundo, ninguém é unanimidade, e se vc for, preocupe-se, pq tem algo 100% muito errado com vc – rss!
Eu me permito sempre, pq só sei que sou capaz depois de tentar. Sinto-me feliz só, gosto da minha companhia, gosto de ter o domínio do controle remoto, e ainda não descobri uma vantagem ‘super poderosa’ em estar casada. Mas sou fã incondicional da família.
Eu tenho pressa, Deus não. Mas aprendi a não viver ansiosa, pq com o tempo a gente entende que algumas coisas nunca vão depender só da nossa vontade pra acontecer. Mas tbm compreendi que ‘sonhos não têm pernas, mas eu tenho’ e se eu tenho, preciso criar minhas próprias possibilidades, ninguém vai fazer isso por mim.
Não sou uma amante da estabilidade e nunca tive medo do incerto. Não posso temer trocar o certo pelo duvidoso, pq de certo mesmo só a morte. Eu tenho é medo de ficar onde estou, pânico de ficar parada na mesma estação, pq eu amo o novo, e é do novo que eu quero viver.
Não vivo, atualmente, as melhores coisas na minha vida. Mas sinto dentro de mim que a melhor fase da minha vida é agora. Pq o passado já não pode mais ser alterado, o deixei passar e o guardei no lugar que cabe a ele, mas o que vivo hoje depende exclusivamente de mim. Por isso, tenho me preocupado em mudar meus hábitos. Já não vejo mais TV como via antes, já não leio mais qq livro, já não perco mais meu tempo com conversas fiadas e mesmo amando dormir, já convenci o meu corpo que 8h bem dormidas são o suficiente pra acordar bem disposta, mas foi difícil – rss!
Jamais me deito sem ajoelhar pra agradecer a Deus por Ele me amar tanto, mesmo sem eu merecer. Deus é tudo na minha vida... E sem Ele sou alguém sem vida, sem cor, sem graça... Sem Ele sou alguém sem a porção do novo.
Tantas guerras, tanta violência, tantos roubos. Pra que tudo isso? Eu certamente já estou cansada de conflitos. Ao contrário da maioria das pessoas, eu estou sendo explorada demais pelos meus conflitos que me seguem desde quando aprendi a pensar. Eu sou conflito por si só, e isso já basta para que viver seja complicado. Pensar muito não é bom, meu Deus, por que não nasci como as outras pessoas? Por que tantas interrogações, tantos questionários, pra que tantas páginas em branco e respostas contrariadas. Sou uma dúvida pra mim mesma.
“Eu percebi que te amava quando me dei conta de que todos os meus planos pra vida incluíam você. Eu percebi que te amava quando te esquecia por minutos e te lembrava pelo resto do dia. Percebi que te amava quando vi que eu poderia caber em qualquer lugar, mas preferia caber dentro de você.”
O tempo passou e você não ficou.
Pode ser que volte todo o amor...
Pode ser que eu use um transferidor.
Passei o tempo todo me testando pra saber até onde eu aguentava, mas daí eu descobri que eu não tinha limite. Sofrer virou uma brincadeira viciante. E eu só parava quando eu cansava, mas dali a pouco eu recuperava o fôlego e ia lá de novo, me jogar na vida de alguém pra fazer desastre. Mas um dia eu cansei, as histórias se repetiam demais, e eu me repetia mais ainda. Resolvi fazer diferente e tentar me jogar na vida de alguém pra fazer alegria. Mas deu decaída, e eu fiz desastre de novo..
Passo cada segundo do meu dia me jurando ser indiferente com você. Você fala comigo, eu cumpro a promessa. Você não entende, pergunta se eu tô chateada e o que aconteceu. Não foi nada. Só tô cansada de você, de nós, de tudo isso. Tô de partida, malas feitas, mesmo você não acreditando.Pra não me cansar mais ainda, paro no 'Não foi nada'. E você sai, irritado e com um "tchau" que eu odeio mais que tudo. Mas já não importa, tchau pra você também. Afinal, nada pode ser mais difícil do que ficar na situação que eu tô a tanto tempo. Ser indiferente vai ser fácil. Dor é normal, se não for forte, eu já nem sinto mais. Sempre te tratei melhor que todos os outros, e o que você faz que te torna melhor que eles? Seguindo essa lógica, teria o direito de te tratar até mal. Mas não sou assim, uma pena. Acontece que agora eu não dou mais o meu melhor pra quem me dá pouco. Não corro atrás de quem não dá um passo por mim. Não faço festa quando alguém que sabe que eu tô louca de saudades e não move um dedo pra me ver, vem numa droga de chat e fala "E ai". Te acostumei muito mal, mas agora vou desacostumar. Porque meu medo de ter perder, virou meu objetivo, então nada me prende. E se ir te matando aos poucos levar um pedaço de mim, que leve. Porque a dor de você na minha vida me afeta inteira e eu não aguento mais.
Você chegou e acabou com essa minha terrível mania de desacreditar no amor, logo eu que odiava mudanças.
Eu não entendo perfeitamente a relação existente entre a bipolaridade e a contradição, mas que são parentes, ah isso são!
(29 abr 2011)
“Eu me escondo de você quando eu posso e quando eu devo…Desvio meus olhares por que se eu não controlar ele é só seu…Eu espero meus caminhos se abrirem e corro como se nada tivesse acontecido, Eu espero você ir embora e corro para o meu quarto chorar.Não da mais tenho que falar que te amo, vou explodir..Nada vai me impedir de amar você.Sempre tentando e enfrentando meus medos por sua cauza,se estou aqui hoje é por sua culpa.”
Eu e minha vidinha, provando pro universo que a história por aqui é muito mais interessante que a sua. E é. Inédita. Mas ás vezes eu ainda tento te imaginar vivendo por aí. Sem mim. Mas dá uma preguiça de pensar em vocês quando eu lembro que não tem mais eu pra movimentar essa vidinha chata que deve tá rolando nesse seriado reprisado. Eu finalmente dou um enorme sorriso quando percebo que virei tão protagonista da minha vidinha que não tenho mais saco pra acompanhar a sua.
O futuro lá eu aqui - Martha Medeiros
Eu admiro muito este circo mais moderno que existe hoje, que não expõe animais amestrados e privilegia o equilíbrio, o ilusionismo, a movimentação, a fantasia, a música, a acrobacia e a arte, tais como o nosso Tholl e, naturalmente, o Cirque du Soleil. Quando eu soube que haveria uma apresentação do Cirque em Porto Alegre, vibrei. Quando? Na segunda quinzena de maio de 2008. Contando desde agora, faltam sete meses e meio. Temos que passar antes pela primavera, pelo verão, pelo Natal, pelo Ano-Novo, pelo Carnaval, pela Páscoa e ainda entrar em um novo outono. Não comprei os ingressos.
Sou uma mulher planejada, mas não consigo me antecipar tanto assim aos fatos. É bastante provável que eu esteja viva em maio de 2008, mas não posso garantir que não estarei envolvida com um problema de família, ou com uma viagem marcada para o Exterior, ou com uma dor-de-cotovelo gigantesca, daquelas que nos jogam na cama e nos fazem esbravejar diante da palavra Alegria. Ok, tudo desculpa esfarrapada, mas a verdade é que não quero deixar nada agendado para maio de 2008, nem para mês algum de 2008. Deve ser coisa da idade, claro. Quero parar o tempo, e não ser empurrada lá pra frente.
Fico imaginando que casais de namorados que compraram as entradas três meses atrás (quando um cartão de crédito fez uma tentadora promoção) talvez não estejam mais juntos ano que vem. Mas sentarão lado a lado, rosnando educadamente um para o outro. Mulheres que também compraram o ingresso em julho passado talvez tenham engravidado logo depois e estejam saindo da maternidade no dia do espetáculo. Algumas pessoas terão, neste meio tempo, recebido uma proposta de emprego, só que em outro Estado. Alguns poderão estar passando por dificuldades financeiras e acabarão vendendo seus ingressos na entrada, feito cambistas. Vá saber como estará sua vida em maio do ano que vem.
Acredito nas voltas do mundo, nas surpresas que nos aguardam, na velocidade das mudanças. Isso me impede de agendar compromissos com tanta antecedência, pois daria a entender que tenho controle sobre meu destino, e não tenho, ninguém tem. Não me comprometo com eventos profissionais muito longe do meu hoje, não reservo mesa em restaurantes da moda que possuem uma fila de espera de semanas, não compro bilhetes de viagem para datas que não possam ser anotadas na agenda que estou usando agora. Vou perder o Cirque du Soleil em Porto Alegre? Talvez não. Espero que não. Sou otimista o suficiente para acreditar que, chegando mais perto, conspirações cósmicas me ajudarão a adquirir um lugar na platéia, alguma venda extra há de ter. Mas se não conseguir, paciência. Não vou trazer o futuro para tão perto, prefiro chegar lá com mais calma. Já me basta a tortura de ter que começar a planejar o próximo Réveillon.
