Eu sou tudo e nada
"Sou poeta perdido nesse labirinto de poesia,
mas em teus olhos encontrei meu verso de magia.
Neles brotam os versos mais doces e profundos,
reflexos de amor que atravessam o coração imundo"
A dor me mostrou quem sou,
o amor me mostrou quem posso ser.
Entre lágrimas e sorrisos,
descobri que viver
é aceitar que ambos caminham juntos.
K.B
“Não desejo ser o que imagino, muito menos o que pensam que sou; desejo apenas existir no espaço entre a verdade e o mistério que me sustenta.”
— Os`Cálmi
Queria sentir-me viva de propósito;
Sinto-me enclausurada dentro de mim;
Sou meu próprio algoz;
Sufocada pela inércia;
Como sair desse vazio?
Como vencer meu Eu?
Talvez eu goste do sofrer;
Talvez a felicidade não seja suficiente;
Estou enlouquecendo?
Torturando-me dia após dia;
Não consigo chegar no ponto de partida;
Não consigo enxergar a saída desse círculo vicioso;
Estou vendo o tempo passar diante dos meus olhos;
Estou presa sem grades ao meu redor;
Paralisada na imensidão de pensamentos inúteis, que não chega a nenhum lugar;
Esperando, esperando e esperando;
Apenas existindo.
O Arquiteto da Eternidade
Sou o marinheiro perdido no mar,
sou o piloto que teme ao aterrissar,
sou resistência que insiste em lutar,
sou nuvem clara a te guiar.
Sou a dor que ensina a viver,
a ferida que insiste em florescer,
sou pedra que aprende a renascer,
sou o fim de guerras que vão se perder.
Sou você ontem, sou ele amanhã,
eco profundo em túnel de afã,
sou a eternidade que nunca se cansa,
sou busca e luz, sou fé e esperança.
Sou guia do profeta, voz que consola,
sou invisível presença que te ampara e rola,
sou quem responde antes da pergunta soar,
sou o onipotente a te guiar e cuidar.
Sou Deus, sou força, sou arquiteto do céu,
sou o universo contido no véu,
sou tudo e nada, sou tempo e direção,
sou o eterno pulsar do coração.
“Sou o tipo de homem que não conquista… implanta dúvida. E a dúvida faz mais estrago que qualquer charme.”
“Minha frieza não afasta ninguém… só seleciona quem vale a pena.”
“Não prometo nada. Só deixo você imaginar o que pode acontecer — imaginação sempre seduz mais que toque.”
SOU FRUTO QUE ANCESTRALIDADE ALIMENTOU!
Bebo na fonte dos que vieram antes.
E cada gole é história, é sangue, é luta.
Luiz Alberto, voz que atravessou paredes e leis, plantando sementes no chão do parlamento.
Luiza Bairros, que caminhou sobre pedras e flores, deixando pontes para quem viesse depois.
Makota Valdina, guardiã do sagrado, que ensinou que rezar também é resistir.
Lélia Gonzalez, afiada como lâmina, que cortou o silêncio imposto à nossa existência.
Abdias Nascimento, que fez da arte um quilombo e da palavra, um grito que não se cala.
Beatriz Nascimento, que nos mostrou que quilombo é mais que terra — é corpo, é memória que se move.
Jaime Sodré, que guardou saberes como quem protege um tesouro.
Rufino, que mantém aceso o canto dos que vieram de longe e nunca deixaram de chegar.
Eles e tantos outros são como raízes que rasgam a terra para encontrar água.
São como árvores que mesmo sob tempestade não se curvam.
Eu bebo desse legado.
E, ao beber, me fortaleço.
Ao beber, lembro:
resistir não é escolha, é necessidade.
A Justiça Racial não é um sonho que se guarda na gaveta.
É direito. É urgência. É agora.
É ferida aberta que precisa de cura,
mas também é cicatriz que nos lembra da nossa força.
Eu não me rendo.
Eu não me calo.
Eu não me dobro.
Enquanto houver tambor,
enquanto houver corpo negro em movimento,
enquanto houver criança negra que ousa sonhar,
enquanto houver mãe negra que ergue preces ao amanhecer,
enquanto houver quilombo que respira,
eu estarei aqui.
Com a cabeça erguida.
Com os pés fincados no chão.
Com a coragem herdada dos meus ancestrais.
Porque eu sou continuidade.
Sou memória que anda.
Sou chama que não se apaga.
E a resistência…
é a minha forma mais bonita de amar.
Cada ferida que carrego é prova de que não fui derrotado. Pelo amor de Cristo, sou mais que vencedor, e nada pode mudar isso.
Sempre que alguém me causa tristeza ou decepção, sou imediatamente levado a um passado que não gostaria de reviver.
A resistência vive✊🏾
Igual Maria Doze Homens, sou destemida, não temida
Não sou capoeirista, mas me esquivo dos golpes da vida
Enfrento Doze problemas, mas também resolvo os Doze
Minha força é um golpe de martelo
Segurando uma foice
Desde quinze, dezesseis, dezessete, dezoito
Abolição de dezenove, e o reflexo no vinte
A dor da minha ancestralidade, nunca foi sequer pintada
Só mostram o sangue azul nas pinturas de Da Vinci
De séculos em séculos minha resistência vive
Meus ancestrais resistiram na luta do século XV
Quem lutou no XVI, também lutou no XVII
Continuou no XIX, pra alcançar o século XX
Desde quinze, dezesseis, dezessete, dezoito
Abolição de dezenove, e o reflexo no vinte
A dor da minha ancestralidade, nunca foi sequer pintada
Só mostram o sangue azul nas pinturas de Da Vinci
... Abolição no Dezenove
... E o reflexo no vinte...
... Mesmo sem as mãos de Da Vinci...
... A resistência vive...
Poema da Tarde
Sou pertinaz em falar das tardes.
Ora, o que há de mais ocioso? A noite?
Pobre noite... dama
que corre de mão em mão.
O efervescer ardente é denso
aos meus olhos molhados de suor.
E a tarde vai... voa como
meus funestos versos fracos.
Tarde! Pra quê serve a tarde?
Extenso descanso dos glutãos,
carrasca dos sertões...
Dona insana do meu labor.
🥰 Não sou um poeta, mas já quero escrever um livro na tua boca.
Não sou um artista, mas já quero fazer uma obra de arte no teu corpo 🥰
Vulcão da Alma
Sou o fogo que arde sem se ver,
A entrega que não conhece hesitar.
No meu peito, um vulcão a renascer,
Um amor que é mistério e me faz sonhar.
Sou a flor que desabrocha ao sol,
A pele que sente o vento passar.
Intensidade em cada olhar,
Um sonho que não para de voar.
No limite, onde tudo se revela,
Meu coração pulsa em compasso sem fim.
Paz que acalma, paixão que incendeia,
Um universo inteiro dentro de mim.
Romântica, inconsequente, a sonhar
A imaginação me leva além.
Se é extremo, é lá que vou amar
Pois, ao seu lado, sempre vou estar.
Sou um navegante
Minha vida é no mar
Solitário e errante
Meu destino é desbravar
Não tenho medo dos riscos,
Desafio todos e quaisquer perigos
Desejando o mundo conquistar.
Numa dessas viagens
A vida me pregou uma peça
Destacando-se naquela paisagem
Estava uma formosa donzela
E seu olhar o meu encontrou
Por um momento, meu coração pulsou
Mas infelizmente, estava apenas de passagem
Ainda que eu tivesse toda a riqueza
Do mundo, o louvor, a glória,
Ainda que juntasse títulos de nobreza
E tivesse um lugar reservado na História
Se me faltasse teu sorriso para me guiar
E sem a luz do teu lindo olhar,
Seria vã minha vitória.
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