Eu sou tudo e nada
Pátria que não se apaga
(Eliza Yaman)
Não há exílio que apague o que sou,
nem língua que me roube a identidade.
Minha pátria é o canto que ecoou,
na infância, na fé, na liberdade.
Mesmo que o mapa diga que estou longe,
o coração não muda de lugar.
Sou Brasil — sou raiz, sou horizonte,
sou saudade que insiste em voltar.
Postura não se ensina"
Não sou de muitos.
Sou de poucos.
E desses poucos, só ficam os que sabem o peso de uma palavra dada, o valor de um silêncio bem colocado e a importância de um olhar firme.
Sorriso aqui não é brinde.
É conquista.
Quem vê minha cara séria talvez pense que falta leveza. Mas é o contrário:
Leveza demais pesa em gente que carrega a vida no peito.
Amigo, pra mim, não é quem aparece.
É quem permanece.
É quem entende que confiança não se pede, se constrói. E que respeito não se exige se impõe com atitude.
Postura não é pose.
É essência.
É saber onde pisa, com quem anda e pra onde vai.
Quem merece, recebe o melhor de mim.
Quem não merece.
Nem sabe o que perdeu.
Autoria: Cristiano Mendes
Prefiro a paz à razão
Sou parte dos loucos,
daqueles que escolhem a paz
em vez da razão,
que não disputam versões,
nem se perdem em provas
para convencer o mundo.
Deixo que falem,
deixo que inventem,
deixo que julguem.
O silêncio que guardo
é mais valioso que qualquer vitória.
A paz é cara,
custou noites sem sono,
custou feridas que não se mostram.
Mas, uma vez conquistada,
eu não troco por nada.
Não quero ter razão,
não preciso vencer.
Quero apenas um coração quieto,
uma mente leve,
um canto de serenidade
para descansar em mim.
Você pode me ver como "presa fácil", mas sou sobrevivente. "Não esqueça, já sobrevivi a temporais, você é chuva fina no telhado."
(Maria Gorette O.P.P.)
Veem-me cinzento.
Mas não é por falta de cor —
é por não pintarem devagar.
Não sou o que mostro.
Sou o que seguro para não cair.
O que calei para não ferir.
O que deixei por dizer
quando me disseram que já não havia tempo.
Aprendi a vestir sombras
com a dignidade de quem sabe
que até a noite tem camadas.
Ergui castelos no ar
com mapas rasgados.
Com linhas tortas, sim,
mas desenhadas com silêncio aceso.
Procurei luz sem a pedir.
Preferi arder por dentro
a que me apontassem o fogo.
E quando me disseram que o mundo era
preto ou branco,
guardei as cores no bolso.
Não para esconder —
mas para que alguém as quisesse ver.
Sou feito de todas as coisas
que não se veem à primeira.
De silêncios que gritam.
De memórias que ainda não aconteceram.
De palavras que nasceram antes da boca.
Não preciso de ser lido.
Mas se me lerem, que não me distorçam.
Procurem a cor, não as trevas.
As que tremem.
As que resistem.
As que sou.
Desde que você entrou na minha vida, cada momento se tornou especial. Sou grato por ter você ao meu lado. 💖✨
Sou o último escritor que não usa i.a. meus trabalhos estão em manuscritos datados. A verdade é que sou disléxico.
Vulnerável
Sou vulnerável, sim —
às bobagens que dançam no ar,
às palavras miúdas que ninguém quis guardar,
a um olhar que escapa, sem querer,
e às ideias que invento sem saber.
Sou feito de brechas e de vento,
de silêncios que gritam por dentro,
de gestos que não se explicam,
de sonhos que se multiplicam.
Basta um riso torto, um suspiro alheio,
e já me desfaço inteiro.
Não é fraqueza, é excesso de sentir,
é viver com o coração sempre a descobrir.
Imagino mundos em cada gesto,
crio histórias onde só há restos,
e me perco — doce e profundo —
no que talvez nem exista neste mundo.
Sou vulnerável, e nisso há beleza:
ser tocado pela leveza,
ser inteiro na incerteza,
ser humano na delicadeza.
Roberval Pedro Culpi
Naquele dia, descobri que também sou capaz de amar. Percebi que, ao aprender a amar minha própria companhia, muitos passaram a acreditar que não tinham importância para mim.
As divisões não têm poder sobre minha alma,
pois o amor de Deus une os corações.
Não sou de homem algum, sou de Cristo,
e em Sua cruz encontro redenção e paz.
Minha vida é ponte de esperança e luz,
minha boca proclama a glória do Senhor.
Sombras
Descobri que sou sombra,
sombra dos meus medos,
da minha insegurança.
O que faço, outros levam,
o mérito, o brilho, o nome.
Fico com o resto, com o eco.
Sou sombra da minha própria mediocridade,
mas está tudo bem.
Meus olhos, há muito,
se acostumaram ao breu.
Aprendi a ser invisível:
a estar sem ser,
a falar e ser silenciada
por gestos sutis,
por olhares que não me veem.
Já não me importo.
Já não espero.
Já não pergunto
se aquele sorriso era pra mim.
Aprendi.
Aprendi a ser sombra.
"Aprendo com as falhas, as cicatrizes me deixam mais forte. Tenho orgulho de quem sou, tentando não ser orgulhoso."
Bipolar Nata
Sou melancolia que abraça,
sou pureza que acalma,
sou sedução que queima.
Troco de pele como quem respira:
uma hora sou cura,
outra hora ferida aberta.
Minhas fases assustam,
meus abismos contagiam,
minha intensidade pesa.
Mas não sei ser menos.
Nasci assim:
bipolar, inteira,
sempre demais para caber em pouco.
"Sou poeta perdido nesse labirinto de poesia,
mas em teus olhos encontrei meu verso de magia.
Neles brotam os versos mais doces e profundos,
reflexos de amor que atravessam o coração imundo"
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