Eu sou tudo e nada
...Sou tão calma quanto um raio
Que parte uma árvore,
...E tão violenta quanto a folha
Que desta árvore cai"...
Sou estrada, que viu o por do sol
Chuva que molhou o chão
Silencio que formou as horas
Advérbio de intensidade, ação!
*
Lembranças de vidas do solo
Ondas de nuvens pequenas
Átomos em forma visível
Ventos em cor de poemas
*
Sentimentos na porta do ser.
Incertezas em evolução
Pensamento inspirando trisílaba,
O insight trazendo emoção.
não sou o silêncio
que quer dizer palavras
ou bater palmas
pras performances do acaso
sou um rio de palavras
peço um minuto de silêncios
pausas valsas calmas penadas
e um pouco de esquecimento
apenas um e eu posso deixar o espaço
e estrelar este teatro
que se chama tempo
Me desculpem por favor mas na hora da dor do outro, ainda sou aquela criança que se esconde atras da porta.
Como sou pequeno diante da grandeza deste universo exuberante , mesmo sendo minúsculo, em sua formação sou parte integrante. A natureza, nossa mãe grandiosa me permite contemplar a beleza, sobre o surgimento dos quatro elementos essenciais para a sua existência. Compadeço-me com a vitalidade do líquido da vida, que fortalece e nutre este todo gigantesco.
A terra que nos alimenta, que sem fluxo e método não há o que nela cresça.
O ar que nos inspira , e nos sustenta , e o fogo que aquece diante da frieza , seja ela de sentimentos ou de necessidades para a nossa sobrevivência.
Não poderia eu ansiar por nada mais, sou grato pelo verde que ainda exista , e que abriga essa diversidade animal que aqui jaz. É estrondoso ver que do natural nascemos e evoluímos, que se consolida desde o princípio , a evolução do ser no seu ponto mais íntimo.
A humanidade é rica , pela biodiversidade que está inserida , não há lógica em preferir a tecnologia. Se estabelecerá o dia, em que iremos abandonar o sentimento egoísta , e iremos cultivar a reciprocidade com o planeta em seu âmbito altruísta.
Quero sair e ser livre. Quero ser divertido. Não quero me arrepender de quem sou. Quero ter opiniões fortes sobre coisas que desconheço. Quero carregar um facão. Quero… Quero ser como você.
Foi me ver ali na condição de amado que percebi. Sou a única coisa que desperta algo que não sabe receber...
Sou um jardineiro da vida e da filosofia, procurando as raízes para colher deleitosos frutos e flores.
Sou só um cara que gosta da emoção por emoção. Provocar emoções sempre é um exercício e sentir todas elas é uma obrigação.
Jota Cê
-
Ei, minha pureza amadurecida, sou o seu desumano e sua desestruturação, portanto não me humanize e muito menos me estruture. Me deixa mais cru do que eu já sou... só assim esse meu amor sai da forma mais pura, livre de contaminações.
Jota Cê
-
{O Mar}
Sou mar,
sou água e sou sal,
sou só e sou frio.
Sou mar,
sou água da dor,
deserto de amor,
trago a vida e a morte,
trago destino e a sorte.
Quantas embarcações,
meu Deus quantas.
Se foram em minhas águas,
levaram vidas lavadas,
nas águas da triste sorte,
fui eu quem lhes trouxe à morte.
Me lembro daquele barco,
o primeiro que navegou,
lembro de o ter levado,
nas águas, que se afogou,
lembro de ter marcado,
tais águas com mui ardor,
lembro de ter partido,
suas velas levantou,
foi-se ao sabor do vento,
foi-se e me deixou.
Veio o segundo barco,
veio ao natural,
levei-lo por minhas águas,
viagem comercial,
foi vazio e indiferente,
foi naufrágio, pois fui ausente.
A terceira embarcação,
foi em meio à um tufão,
turbulenta a viagem,
marcante de emoção,
mas eu mesmo o afundei,
pelo que me agitei,
não vi-lo à naufragar,
pois o vento à soprar,
minhas ondas à agitar,
não me deixei de encapelar,
o vento então cessou,
já nada posso fazer,
apenas optar,
por lembrar ou esquecer.
Hoje vejo outro barco,
que navega sobre mim,
vou-lhe deixar ir,
para não trazer lhe o fim.
Muitos se foram,
não mais estão à navegar,
estão dentre as águas,
são memórias à recordar.
Não mais quero ser mar,
agora quero navegar,
não importa que eu afunde,
quero dentro em ti estar.
Como mar serei só,
pois não te quero naufragar,
antes ver-te no cais,
apenas à margear.
Assim prossigo,
sempre frio,
só com o vento à papear,
não olhe a ilusória calma,
pois é triste a sorte do mar.
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