Eu sou o Homem Certo pra Voce
Mas de uma coisa eu sabia: cada segundo que eu passava com ela só iria aumentar a dor que eu sentiria depois. Como um viciado com seu suprimento limitado, o dia do ajuste de contas estava chegando. Quanto mais doses eu tomasse agora, mais difícil seria quando meu estoque acabasse.
Assim como o Ban eu nunca irei desistir de minha doce fada
Sempre a protegerei como o Meliodas protege sua princesa
E sempre amarei ela assim como King ama sua amada
“Eu nunca gostei da matemática, das contas. Contas são exatas e os números se bastam por si só. Não há dúvidas, não há erro. O que é certo é certo, o que não está certo, é errado. A matemática e suas exatidões me cansam. Eu prefiro o mistério das letras, a incerteza das palavras e a beleza das poesias. Palavras não se somam, se completam.”
Só para o meu prazer
Não fala nada, deixa tudo assim por mim
Eu não me importo se nós não somos bem assim
É tudo real nas minhas mentiras,
E assim não faz mal
e assim não me faz mal não
Noite e dia se completam, nosso amor e ódio eterno
Eu imagino, eu te conserto, eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa para você, minha maior ficção de amor
Eu te recriei, só para o meu prazer
Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você não é nada que eu penso
Também se não for, não faz mal
Não me faz mal não.
Não leve a mal, se o que eu quero é voltar; O mundo real ainda é meu lugar. Não se vá, não assim, não agora...
Que eu não perca a alegria de viver, a esperança e a fé...
Que eu não deixe as decepções endurecerem meu coração...
Que o peso da idade, as responsabilidades e preocupações não tirem a minha paz...
Que saúde, felicidade e paciência sejam abundantes...
E que a gratidão seja sempre o meu sentimento maior a cada fim do dia.
Amém!
De conforto eu tenho as noites,
Que em sonhos eu posso ser feliz.
Imagino para mim outra sorte,
Onde eu tenho chance de fazer o que não fiz
Eu amo mais fazer café do que tomar. Penso que no amor me aplico o mesmo; mas crio romantismo do que o vivo.
Tanto tempo eu perdi em outros olhos, outros nomes, outros lugares. Tudo estava ali tão perto, mas era difícil o medo ir embora e te pedir: fique aqui. Porque sempre foi você. SEMPRE. Mesmo quando eu insistia que não, eu secretamente rezava à noite para você aparecer de repente e me dizer meio sem jeito: é, eu também não te esqueci.
Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte para andar comigo. Se a fé remove até montanhas, o desejo é o que torna o irreal possível.
Tem sempre alguma coisa faltando
Quando eu paro pra pensar
Sobra só essa dor, que não é dor
Dormência de sentidos, procura de explicação
E por mais que eu insista em sorrir, algo lá dentro está errado, por mais que mostremos ao mundo que está tudo bem, na verdade não está. E por mais vezes que dizemos que não ligamos, no fundo, a gente liga sim... Por mais que não deveria, a gente sempre se preocupa...
Uma breve Indefinição do Eu
I
Nada pior, afirmo nada menos importante do quê, o deixar-se enganar pelas idéias de toda gente, não é mesmo? E cujas debilidades dos nossos pensamentos são como velhos sapatos furados, por onde entram desagradáveis pedrinhas.
II
Embora eu não seja depositário de palavras delicadas para com as pessoas cuja mediocridade sobrepuja as montanhas, e não possua nenhum escrúpulo se não aquele de não agradar a ordinária gente, e quase que insuportavelmente falando para não agradar a vaidade alheia; penso: - em não mostrar-me a vós, gratuitamente.
III
Pois, para não relevar aqueles segredos que todo mundo esconde: - a nojeira de nossa própria personalidade; agradeço enfim, o intuito daqueles que lêem minhas palavras com olhos de um Judas.
Se me entendes ou não, a traição da consciência é o pensamento pré-concebido. E muito pensamos por antecipação, sem nos apercebermos, não é mesmo?
IV
Aliás, evito pouco “tornar-me” claro no palavreado monográfico, pois, deixar-se enganar pela falsa noção de que as idéias que temos a respeito de uma dada coisa são verdadeiras, já é prova de tamanha estultice. Não é verdade?
V
E se és tu, “amigo” leitor, que “ais” de ler o que te escrevo agora; como um curioso: - deve-me suportar todos os perigos, se me queres conhecer.
VI
Garanto, pois; e não confiai tanto em mim!... não sejas mais um tolo no mundo; mas, assim mesmo, garanto não magoar-te nas chagas menos dolorosas. Sou bastante incauto para não tocar nas feridas da alma, quando estas ainda estão tão inflamadas.
VII
Sou como o tubarão a comer os cardumes do pensamento desprevenido.
E custo a ser diferente de uma idéia que se faz de um ácido e da sua corrosão.
VIII
Embora novamente, isso pareça ser um mal, eu assim tão braviamente instável e corrosivo; e de não ter deixado nada de sólido e entendido em teus pensamentos; sabes, pois: - que “o Sábio sem conceito”, sabe quê, igual ao fogo a acender as madeiras mortas, servindo de aconchego na noite fria ao valdevino passante, ou igual ao tubarão a equilibrar os ecossistemas marinhos, às vezes, o que te feres demasiadamente levar-te-á a compreender como manusear aquele ácido corrosivo e desentupir as valas da ignorância.
Coisas que eu sei
Idéias um quanto insanas, um circo de desejos, brincos, coisas que eu tenho, e minhas fotos, lembranças, roupas, fantasias, sapatos, jeito, bolsas, e todas as viagens que ainda vou fazer! É um pouco arrumado, e tudo tão misturado! Meu gosto, chocolates e morangos cobertos com chantilly e amendoim, gotas de adoçante e muita corrida. Sorrisos e gargalhadas, tantas lágrimas, de um silêncio frio salto ao caos de um caldeirão ardendo em versos, prosas, críticas, elogios e ritmos. Então eu danço, rebolando em cada batida de tambores, um passo aqui, dois ali, e lentamente vou envolvendo gemidos e suspiro enquanto levanto as mãos e sinto os arranjos artificiais de uma vontade enorme de bem rodopiar. Repito as frases que eu gosto, e repriso meus episódios preferidos. Prefiro nada esperar, muito ousar, quase tudo experimentar, bastante me permitir, o suficiente ter, e tudo aprender. Aprendo com o sol batendo a minha janela para acordar com a sutileza de um afago morno todas as manhãs. Encho-me com a beleza das manhãs porque são únicas, e por singulares serem, exclusivo deve ser o bom uso que a elas darei. Deixo o vento invadir minha janela, para estudar cada toque de finura, passando despercebido, sendo indispensável. Eu sou vermelho, eu sou barulhento, eu sou quente, eu pulso, eu sou autêntico.
Eu não procurei, não insisti. Contive tudo dentro de mim até que houvesse um movimento qualquer de aceitação. Quando houve cedi.
Eu? Correr atrás? Não. Já fui muito de fazer isso. Mas hoje não mais. Deixo ficar a vontade. Quer ir? Vai. Quer ficar? Fica. Implorar atenção não é pra mim não. Ficar mendigando pedaços de atenção não é pra mim. Ou é tudo, ou não é nada. Não obrigo ninguém a ficar do meu lado. Se quer ficar, que seja de verdade, que seja porque o sentimento por mim é verdadeiro. Não quero pessoas de mentira, porque eu sou verdadeira demais pra isso, sou intensa demais pra ter alguém aos pedaços.
Nunca falei o que eu sentia e achei que não conseguiria falar aquelas coisas sem parecer um completo idiota. Mais ou menos como estou fazendo agora. Então escrevi uma carta, e nela dizia que sentia muito.
EU...
EU não sei como explicar ou falar, eu apenas estou sentindo e isso é o pior de tudo, porque EU não consegui colocar em palavras o sentimento, fica preso, é como se EU não soubesse falar. EU não sei explicar o que o coração me faz sentir, ele fala comigo e EU não posso responder e nem falar para alguém, tudo fica entalado na garganta e não sai, EU olho para as paredes e nem com ela eu consigo falar, e agora estou aqui parecendo um louco que não sabe o que dizer, EU espero que um dia tudo isso posso sair sem me machucar e nem ferir ninguém.
#ApenasUmSimplesDesabafo
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