Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
sou a busca indecisa
da certeza duvidosa
de onde se tiram largas passadas
de um futuro presente
quase sempre aqui
sou o tudo do nada despido
vestido com vestes nuas
imaginando destinos possíveis
enquanto dorme na rua
Sou um sonhador pois acredito nos meus sonhos e acredito na minha capacidade, no meu potêncial e na minha fé.
Não sou um poeta muito menos da nobreza,
Joias, berços de ouro e muita riqueza ,
Nada disto brilha tanto quanto minha tristeza.
O menino contava piadas e todo mundo ria,
Quem sabe um dia eu conseguiria?
Mas agora já é tarde de mais,
Pois eu finalmente encontrei a paz.
Nunca foi minha intensão chegar a este ponto,
Infelizmente a vida me fez de tonto.
Um homem misterioso me acolheu, me deu um lugar,
Como eu saberia que a árvore da vida ele me faria podar.
Eu pensava em para-lo, começar a lutar,
Mas aí eu lembrava que não tinha lar.
Queria muito gritar, tentar me defender,
Porém minha mente já estava decidida a se render.
Desejava sair de lá, minha cabeça tratar
Todavia ele dizia, ''logo isto irá acabar''.
Esquizofrenia já tive, hoje sou bipolar, quem sabe um dia me considerem um sujeito normal. “Só os loucos sabem” que somos nós que trazemos as maiores mudanças ao mundo.
Gustavo Meano (Coordenador do Mentes em Ação)
Escrevo por instinto e não por razão
Sou aquele animal ferido por uma lança
acuado, revolto, inflamado
Com sua língua lambe a ferida
Sorve seu próprio sangue
A palavra é meu sangue
Escrevê-la é minha língua
DE TUDO UM POUCO
Sou um pouco de tudo
Um pouco do nada
O que aparece
Estou à disposição.
Do barulho me isolo
No sussurro me esmoreço
No silencio me encontro
Na música um seresteiro.
Das joias um garimpeiro
Da família um entusiasta
Na dança um folião
No mar um marinheiro.
Na casa sou acolhido
Pelos filhos eu padeço
Com a esposa eu renasço
No amor sempre um começo.
Sou um Sentimento
Tento ser difente todo dia
Mas os traumas estão sempre ativa
Não é culpa minha não sentir amor
Talvez eu consigar superar essa dor
Isso tá difícil, pensar demais só da prejuízo
Isso tá foda, quando será que vou ter essa sentimento de volta...
Meus olhos insistem em ser cachoeira
O vento ainda não a dispersou
Sou intensidade altaneira
Inescrupuloso embaraço
Sou o traço
Do riso discreto
Os dentes falhos
A janela aberta
Da imensidão.
Sou estranha às vestes alheias
Mas não sou sozinha
Eu sou multidão.
Os meus olhos ainda persistem
Como jarros d’água
Infinitas fontes
A cruzar as pontes da escuridão
Eu sou a senhora
Sou a meninice
Sou a pausa e o pique
Da imperfeição.
Meus olhos reclamam por vida
Os braços não deixam enxergar
A pele tão destemperada
O fogo aterra a água e o ar.
Eu sou incredulidade
Palavra de quem argumenta
Motivos, sentenças, viagens
Ao grão da pura inocência.
Meus olhos
Estão cansados
De tanto verter um rio
A cada segundo
No seu mais profundo
Mar em desvario.
Sou uma criança
Em teus excelsos braços
Oh majestosa noite
Tu és mãe dos meus sonhos
Tu és sono das minhas dores
Tu és encanto da esperança
Tu és primor dos estertores
Sou intenso quando amo
Sou até bobo quando me apaixono
Mas sou verdadeiro nos meus sentimentos
E na mistura das emoções, levo a vida amando tudo
Tudo que você é, tudo que você faz, tudo que você será
