Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Pequena Ode à Solidão -
Ó tristeza! Ó miséria!
Tudo o que fui e ainda sou ...
Alguém que chegou e não sorriu.
Que partiu e não voltou.
Sonhos proibidos - então -
homens ocultos, dores em vão ...
Noites sem vida - diz quem viu!
Dias vazios, calados, sem água ...
Iguais às noites, iguais aos dias,
distantes do possivel - como cal -,
do eterno, do real!
E vós - ausentes, perdidos também-
fingindo- mas sós ... tão sós ...
Queixas de um Mendigo -
Sou um grito de revolta
na voz de um condenado
um passaro sem rota
um mendigo desprezado.
Sou a cal da sepultura
no enterro da solidão
alguém morto, sem ternura
esquecido num caixão.
O dia quente que morreu
a noite fria que chegou
mataram quem esqueceu
de esquecer o que chorou.
Foi em vão a minha vida
foi em vão acreditar
foi minh'Alma proibida
da alegria de sonhar!
Sou!
Quem somos.
Pra entender quem és!
Porém compreendo ainda que não nos compreendemos.
Em que nada está definido.
Tudo é fluxo, emanação e vibração.
Tudo é Gratidão!
Tudo no Amor.
Namastê!
Não julgue minhas ações.
Sou somente um espelho diante dos seus olhos.
Minhas ações, reflexos das suas.
LAMENTO as AÇÕES!
Sou um pecador.
E vou confessar!
Peco por amor.
Sou obcecado a amar!
Sou um sofredor.
Eternamente vou sofrer!
Meu coração e só dor.
Sinto que logo vou morrer.
Sou obcecado pela vida!
E minha alma chora!
Uma presença, talvez extinta.
Óh solidão que me é notòria.
Minhas forças se acabando!
Morrerei talvez; para o mundo! Óh Deus!
pois meu amor parece estar secando.
So me resta dizer! Adeus!
Mas creio que posso ter rendenção.
E pedirei a Deus com esmero!
Salve meu coração!
Pois! Deus; é a Ti que eu quero.
Sou tão lotado de pecados que desnudo qualquer sapato. Não caíbo em corpo vazio ou mente ferida, mas destruo até costura fina.
Sou movida a uma mistura de cafeína e culpa familiar.
Será que estou condenada a viver grudada nelas, só porque sou a única que não é insensível a ponto de abandoná-las?
Às vezes finjo que não vejo, faço de conta que não sei, sou boazinha, às vezes bobinha, vem o vento e sussurra no meu ouvido: - para de enganar a si mesmo. Sorria enquanto pode, abrace com carinho, um beijo é sempre bem vindo, um oi, olá, tudo bem, bom dia, por favor, durma bem, uma boa conversa que passa sem contar os minutos ah como é bom, coisas simples assim devem ser vividas sempre, faça-as e veja como é fácil ser feliz!
Sou inteligente o suficiente para entender que, jamais entenderei o mundo e muito menos as pessoas, é perda de tempo.
"Palavras ñ me arrebaixo
Eoogios ñ me eleva sou o que sou,
Não o que pensam,
Amo quem me ama admiro
Muito quem me odeia"
Às vezes sou um pouco introspectiva.
Gosto de me olhar por dentro me sentindo dona da situação.
Fico tentando domar o corpo, a alma e o coração.
As vezes consigo, as vezes não.
