Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Eu gosto dela e ela já gostou de mim, a gente só não é bom em gostar ao mesmo tempo. Isso só aconteceu uma vez e foi sem querer.
Eu mudei um pouco sim:
Antes, quando a garota falava
- Eu te amo!
Eu perguntava o quanto.
Hoje, pergunto rindo
- Até quando?
Acho melhor acreditar que o cupido existe. É menos idiota que saber que eu mesmo escolhi as pessoas que gostei.
Eu prefiro continuar sendo a bruxa chata e medonha do que ser mais uma princesinha perfeita que deixa sua aparência angelical e meiga tomar conta de sua personalidade.
Eu prefiro continuar aprendendo,ensinando,lendo e questionando,ao fingir que tudo é maravilhoso e pensar que não preciso me esforçar e lutar por nada,pois existe uma espécie de fada que vai me auxiliar e sujar as mãos por mim sempre que for preciso.
Eu prefiro continuar sendo esquisita,estranha e sendo queimada em fogueiras diariamente do que ser egoísta ao ponto de entrar num palácio montada num cavalo branco e me esquecer de toda ferrugem que existe ao meu redor.
E eu continuarei sendo eu mesma:bruxa,fada,mulher ou menina,não importa. Eu sempre serei uma contradição pra mim mesma.
O barco do amor chocou contra a rotina diária. Agora eu e você terminámos. Por isso é inútil elaborar uma lista de mágoas, dores e feridas mútuas.
Queria ouvir você pedindo pra eu ficar, que me escolhe, me ama, que me assume pro mundo. Sempre quis tão pouco e recebi menos ainda.
Romantismo -
Eu te amo tanto que mesmo se eu não amasse muito ainda seria suficiente pra te amar sempre.
“Tenho tpm assumida. Tenho mau-humor assumido e avisado. De vez em quando eu sumo. Não atendo telefonemas, digo que não estou pra ninguém, não costumo falar sem vontade. Sou muito cheia das vontades, movida a vontades, além de ter uma obrigação com a verdade (por mais que machuque). Falo sem pensar. Falo pensando, só não falo dormindo. Converso comigo e falo sozinha. Dou sorriso à toa. Falo palavras à toa. Não sou fresca e sento no chão cheio de poeira. Sou fresca e não como pimentão. Adoro amar e tenho medo dos efeitos colaterais do amor. Sou montanha-russa, caos, tormenta, confusão.”
Muitas vezes eu também já me perguntei se adianta a gente se empenhar para abrir o coração num tempo de tantos corações rigidamente trancados, em que o medo parece dar as cartas e descartar possibilidades de troca, espontaneidade e amor.
Houve instantes em que duvidei e me questionei se não seria mais seguro, mais tranquilo, mais fácil, tentar interromper o fluxo e fechar o meu coração de novo. No máximo, deixar apenas uma fresta aberta por onde espiar a vida de longe.
Embora não seja necessariamente mais seguro, mais tranquilo, muito menos mais fácil, continuo sentindo que é bem mais leve, alegre e desapertado viver com o coração mais aberto. Sobretudo, para nós mesmos. Ainda que às vezes a gente sinta estar na contramão. Ainda que às vezes esse nos pareça ser um movimento solitário.
No mínimo, corre mais vento.
Vem cá e deixa eu bagunçar teu cabelo, ser tua motorista, e esquentar teus pés no frio. Vem cá me pegar no colo, me chamar de vida e atrapalhar meus estudos. Vem comigo pra eu rir da tua cara quando tu falar que tá bravo e falar que tu é lindo. Vem cá e se atira de cabeça, alma e coração nessa relação que tem tudo pra dar certo, e vai dar certo, que já deu certo, vem cá vem.
