Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Resistente a abandonar aquilo que sinto que sou, concluo que tal apego me leva a loucura. Mesmo disposto a romper-me, tal mudança não alcançaria aquilo que não deve ser mudado, pois ainda não está por todo descoerto.
Outra vez que sonhei,
mas a noite acabou
Fiz de conta e tentei,
fingir aquilo que não sou
Outra vez acreditei,
que tudo mudou
Foi tão pouco o que guardei,
quase nada se sabe,e quem ainda lembrou
Mas no fim das contas eu sei,
que o tempo passou
Estou sempre menos do que aquilo que desejo, ou posso ser.
Não me resumo ao que não quero.
Sou adiamentos sem fim.
Eternos re-começos.
Nao queira ser igual, nem estar em meu lugar......KKKKK...Sou unica...Deus me deu aquilo que achou ser merecido por mim....Caso contrario voce e´ quem estaria em meu lugar.
Sou aquilo que aparece quando o silêncio dura mais do que deveria. Nasço quando as palavras travam na garganta e os olhos desviam. Cresço quando a resposta demora, quando a promessa falha, quando o pensamento se repete. Estou entre o toque que hesita e o passo que recua. Habito os pensamentos dos que pensam demais, destruindo certezas com perguntas sem resposta. Não preciso ser mencionada para existir, porque mesmo sem ser dita, eu machuco. Eu me espalho em olhares, em mensagens não vistas, em gestos quebrados. Sou o que transforma amores em medos e decisões em prisões. Sou sutil, mas insuportável. Sou constante, mas jamais determinado. Eu sou a dúvida.
Sou curiosa, aprendiz, grata por tudo aquilo que se apresenta claro.
Mas tenho sede pelas sutilezas que se apresentam nas sombras, pelos segredos que só os olhos inquietos ousam sondar e por aquilo que exige silêncio e alma para ser compreendido.
Sou uma boa leitora de entrelinhas e, mais do que isso, sou uma boa aluna da vida.
E, assim, na escola onde você é aprendiz, eu sou a mestra!
[...] Não sou isto ou aquilo! Sou...
Todavia, tento fazer de toda hora
Brandura, esquecendo o outrora
E do dia a dia um agradável voo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de agosto de 2020 - Araguari, MG
É uma guerra constante entre o que sou e aquilo que devo ser e com isso preciso viver em equilíbrio entre minhas escolhas e as consequências delas...
Provavelmente, sou o seu fracasso.
-Aquele que você tentou ter e não o conseguiu.
-Aquilo que você tentou controlar e não conseguiu.
Más, você tentou.
Não sou aquilo que vê, não sou aquilo que você pensa, tolo em um mundo de aparências, quem vê apenas o exterior nunca verá o interior...
Esvazio copos, venço a madrugada
Deixo meu corpo às vezes, sou uma casa alugada
Aquilo tudo parecia uma vitrine
A cada pedalada essa avenida parece mais íngreme.
Gasto minha sanidade a esmo
Cada garrafa simboliza um erro, tenho errado bastante nos últimos meses
Penso no que tenho feito, mais uma pessoa magoada
Deixo meu corpo às vezes, sou uma casa alugada.
As luzes dos postes mostram onde preciso ir
Os copos me respondem o que preciso ouvir
Desgraçados hábitos noturnos guiam-me por lugares os quais jamais imaginei existir.
Aceito a instabilidade presente em mim, mais uma janela quebrada
Rostos sem expressão, falta tinta na fachada
Olho minhas mãos para não esquecer da caminhada
Deixo meu corpo às vezes, sou uma casa alugada.
Sou aquele que não se deixa levar por imagens, gosto mesmo é do real, aquilo que vejo, aquilo que sinto...
Observe bem antes de executar, para que não se arrependa amanhã...
Não sou salvo(a) por aquilo que faço, mas pela misericórdia do meu Pai através do sangue de Jesus Cristo
Sou aquilo que só se pode especular, porque saber constitui uma missão impossível;
Convém que nunca tentem;
In, além do aqui
