Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Agora Uma Rima:
"Papagaio Um Tagarela
Sabiá Um Cantor
Esses Mc's São De Verdade
Já Era A Cena Atual Estragou!"
Reflexão diária 24/03/2017
Já faz um bom tempo que arrumei minhas malas, larguei para trás meu passado, e vivo um presente cheio de esperança, obediência e paz interior.
Ale Villela
Frase do dia 24/03/2017
Tome cuidado ao rugir como um leão, terá que estar preparado para agir como um.
Ale Villela
Por vezes ficamos sem ação quando estamos
diante de nosso amor...
Que tal um beijo e um abraço, bem apertado?
QUANDO ESTAMOS DIANTE DE NOSSO AMOR
Marcial Salaverry
Quando temos o amor diante,
vemos que a vida é emocionante,
e queremos um amor amante,
pois esse amor é empolgante,
com esse amar bastante,
esse querer a todo instante,
sentir esse desejo constante...
Esse viver emocionante,
é um amor interessante,
inclusive desestressante,
e tem um efeito fulminante,
com um delicioso após relaxante...
Sofrer com a ausência, é acachapante,
pois a presença é estimulante...
A saudade é uma constante,
desejando o toque vibrante,
que deixa a imaginação instigante,
nesse amar tão amante...
Marcial Salaverry
O Meu Amigo Travesso
O meu amigo travesso
Outra vez correndo perigo
Ele está de volta a um começo
Aonde tudo começa contigo
Amigo maluco, travesso
Que apuro!
Você é o susto
Que alimenta a amizade
É o barulho que assusta
E acorda toda cidade
Diante de tudo isso
Toda manhã é preciso cuidado
Amigo travesso,
Maluco, pirado
Toda manhã
Eu preciso um bucado
De está pertinho de você
E amigo assim
É pra se ter dentro guardado
E assim pra sempre vai ser
Nunca aqui dentro ter fim
Mesmo que o mundo tiver acabado.
Vazio
Era pra ser um dia feliz
Mas o destino não quis
Quando ele abriu a porta
Viu tudo fugir se num triz,
Foi nesse momento
Que ele enxergou a vida torta
Nunca mais pediu bis
Viu a alegria padecer quase morta
Era pra ser um dia feliz
De muita festa,
Risos e muita alegria
Mas o destino usou de rebeldia
Levando tudo o que quis
E só tua ausência aqui resta
Vazio faz tudo escurecer
Traz vento e não deixa amanhecer
Vazio balança qualquer estrutura
É como viver
E o coração já andar cheios
De rupturas,
Vazio traz sol
Mas nunca deixa chover
É como se amarrasse
Meus devaneios
E não deixasse
O meu sonho crescer
Vazio traz água
Mas eu não quero beber
Vazio é a mágoa
E qualquer um quer esconder
É tempestade na lagoa
É um vazio que nos proibe viver.
Sinal De Deus
O caminho que leva
Suspiro no ar
Um pé na terra
E o outro no mar,
Vento que sopra
Em qualquer direção
É fe que mora aqui dentro
E nunca vai desabar,
O carinho que eleva
Em qualquer coração
Moradia que releva
Qualquer estado de conservação,
O caminho é o destino
E aflito é o menino
Que segue sozinho
Num louco e triste desatino,
Pelas escadas da vida
Pelas ondas do mar
E o suspiro do ribeirão,
Fazendo o menino chorar
Desde muito pequenino
Já soltava o pranto no chão,
A mão da vida era muito pesada
E a criança não podia aguentar
Ela sempre caía da escada
Sem ninguém pra te amparar,
É destino malino
E jornada
É vestígio de pó
E resto de nada
Mas viver era sempre um capricho
Um aprendizado meio esquisito
Não tinha brincadeira
Nem banho no riacho,
Só tinha vendaval
E braços acenando a bandeira
É como se eu vivesse
E ninguém soubesse
Que eu existo,
Mas assim que o dia amanhece
Já tô na estrada
E os meus sonhos persiste
O meu caminho
Só quem sabe sou eu
Ninguém deitou no meu ninho
Pra entender de dor como eu,
Que viu a vida valente
Surrando a cara da gente
Jogando poeira nos olhos
E nos obrigando a olhar pra frente,
Sem conhecer o fim
Nem a estrada onde ir
Esquecendo do sim
E batendo sempre em porta errada
Foi vida e destino se cruzando
Foi mágoa e o tempo levando
Pela correnteza do tédio
E o tempo
Que se perdia sonhando
Foi voz que dizia que não
E força que insistia a lutar
Contra toda e qualquer multidão
Que no chão queria derrubar
Caminhei,
Como jamais quis andar
Lutando e aspirando a pé
Com um passo bem devagar
Mas seguindo sempre com fe
Foi chão
Foi grão
E migalhas
Quase um lixo
Quase sem pão?
Um corte de navalhas
Deixava sempre aberto
Dentro do peito um vão
Que já parecia um deserto
Foi quando eu avistei uma luz
Tocando na minha direção
Eu já fiz logo o meu sinal da cruz
E confesso que foi tanta emoção,
Era um sinal de Deus
Avisando que estava no fim
Toda aquela peregrinação
Com vozes do além
Dizendo que sim,
Pra um coração
Que já agradecia
Gritando bem alto amém
Porque não mais padecia.
Uma história...
(Nilo Ribeiro)
Na terra do amor
que se passa esta história,
um caso tão desafiador
que não me sai da memória
não é incomum o caso,
mas aconteceu comigo,
foi obra do acaso,
obra do destino
um simples plebeu
conhece uma magnata,
ele sou eu,
ela uma gata
este é o fim,
simples assim
hoje encontro comigo,
pois a solidão me cativa,
um sentimento jazido,
um corpo sem vida
na longínqua terra do amor,
onde perdi o pudor,
aprendi a ser escritor,
mas colhi apenas amargor...
É, o sol raiou. Está amanhecendo mais um dia. O hoje já é amanhã. E você, você continua distante de mim.
Conheço e desconheço vários homens que habitam em mim. Cada um dele com um querer diferente. Com uma cor diferente. Com uma forma inexata de se expressar. Procuro entender a cada um deles. Habita em mim todas as infinitas formas de um homem.
Metade
Ninguém chora sem sentir
Nem sorrir sem motivo
Basta um sentimento insistir
É o nosso impulso primitivo
Ninguém canta por acaso
Nem dança pra te encantar
É quando o amor cria asa
E pra longe ele já quer voar,
As vezes dentro da gente
O amor vem em forma de música
Basta dizer o que sente
E você parar pra escutar
Ninguém é feliz sem saber
Nem toda vez por inteiro
Metade de mim é você
De olhar tão serio e certeiro,
Que inventa sorrir
Quando deve chorar
E quando cai no terreiro
É pra colidir
E nunca derrubar,
Porque metade é cair
E a outra metade abraçar
É o que dá pra se unir
É o que se pode juntar.
Artifício
Vida que segue perdida
Num beco escuro sem saida
Menina que carrega no peito
Um grande amor do passado
E agora vive iludida
É como palavra que solta no vento No vai e vem do seu pensamento
Castelo que se constrói na areia
E é levado ao chão
Com o passar do tempo
E a pressa da multidão,
Onde não há lamento, dó
Nem compaixão
Onde só o tempo cura
Essa mágoa
E tua solidão
Estrada de luz,
De ferro e farol
Poeira que solta no ar
Faz encobrir a luz do sol
Balançando o mar
E derrubando a cruz
Camarada que segue essa luta
Nunca vai desistir de amar
E se esconder no capuz,
A dança e a luta
São como capatazes
Quando se escondem na gruta
E fecham os corações
Desses rapazes
Mas a força é sempre maior
E o medo vem dos leões
Porque sabemos
Do que são capazes
Como quem corre
Com medo desses ladrões
Mas na parede
Aindam colam cartazes
Vida que segue bandida
Maluca e sempre atrevida
Viu um coração se partir em dois
E agora dói por andar dividida
Por aí segue sempre iludida
Mas nunca deixa nada pra depois.
Nepotismo
Um dia o nepotismo se apaixonou perdidamente pela família,
Dizendo agora canta teu galo que o meu já tá no terreiro,
Cuspiu a valentia na cara dos fracos
Deu um nó na gravata
E também em nossa garganta,
Ateou fogo no sonho e arrancou toda ilusão,
Nos sangrou com o teu silêncio
Depois de envenenar os nossos desejos,
Prometeu o céu mas derrubou o mundo,
Trouxe quem tava longe
Pra que a bagunça ficasse completa,
Enganou a multidão
Que um dia pulou e sacudiu
Pela tal da união,
Foi quando eu vi tudo se acabar
E tanta coisa sucumbiu
Nova maneira de pensar
Tragicamente em mim reagiu,
Porque não era hora
E nem lugar,
Mas quando o meu chão se abriu
Eu vi por você toda luta ir embora
E só me restou afogar.
Visão De Um Mundo Melhor
Se os olhos enxergassem mais
E a boca falassem menos
O mundo não seria sem paz
E o seu coração tão pequeno,
E você não seria um rapaz
Tão cheio de ódio e veneno
E quando o sorriso é quem traz
E infeliz é quem olha
Eu vejo do que você é capaz
E assim como a água da chuva
O nosso sangue
Aqui também molha,
Todo sonho aqui se desfaz
E só Deus por ti aqui olha
Se os olhos enxergassem mais
E a boca falassem menos
O tempo até pararia pra nós dois
E não deixava ninguém para trás
Seguir sozinho depois,
Tantos acenos não seria em vão
Em busca de paz
Ou atrás de perdão
Se os homens não fossem valente
Talvez ainda existisse amor
Seríamos todos tratados
Como semelhante
E não nos causaria tanta dor,
Mas nem sempre é
O que a gente espera
Pois os olhos só vêem o que quer
E o coração tão certo é quem erra
Quando a boca fala demais
E os olhos de cego se faz
Se olhos enxergassem mais
E a boca falassem menos
Todos nós seríamos iguais
E os nossos dias tão belo e sereno,
Mas nem sempre é o que se quer
Pois tem sempre alguém
Querendo mais
Alguns cortando seu pé
Tentando roubar seu vintém.
Cada Um De Nós
Cada um tem sua história
Pra contar
E seus motivos
Pra sorrir ou chorar,
Cada um sabe da dor
Onde sente
E seus motivos
Pra lutar
E seguir em frente
Cada um sabe a força que tem
E o medo preciso
Confuso que vem,
Cada um conhece o seu paraíso
E o teu sacrifício também
Cada olhar,
Cada gesto que vem
A se esconder tanta mágoa
Por um certo alguém
Cada um sabe guardar
O que sente
Escondendo o que não aguenta,
Sorrindo quando deve chorar
E tocando o seu barco pra frente
Cada um carrega uma certa ilusão
E pelo caminho alguma confusão
Porque caminhar nunca foi fácil,
Pra quem é perdido no mundo
Sozinho e sem direção
Cada um conhece
Tão pouco da vida
E quando o dia amanhece
Viver já é quase despedida.
O Trágico Destino De Um Menino
O sonho foi interrompido
No final daquela tarde
Quando o caminho da escola
De volta te trazia pra casa,
Na travessia
Daquele asfalto quente
Ele já meio apressado
Querendo chegar na frente,
Correu como quis correr
Brincou pela ultima vez
Porque destino não se pressente
Pode ser daqui um mês
Também pode ser de repente,
Mas inesperado foi aquele motor
Que veio maluco em sua direção,
Veloz e tão valente
Todo sonho ele abortor
Dilacerando o coração da gente
Como se arrancasse com a mão
Quando ele se foi
E aqui nos deixou
Aquela tarde se perdeu
Na saudade que restou
E no abraço que não deu,
Fim de tarde virou noite
Num instante escureceu
A sua lembrança era como açoite E ao lembrar daquela amizade
Água nos olhos se escorreu,
Foi enxorrada na cidade
Tudo que é sentimento cresceu
Ao lembrar da sua idade
A gente sempre se perguntava
Porque tão cedo você morreu
Se até ontem a gente brincava
Naquela tarde
Foram tantas as perguntas
E até hoje sem resposta
Sentimento que vem e invade
Como vendaval nas plantas
E um frio congelando as costas.
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