Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
SENTIR DEMAIS!
Eu sinto muito por tentar compreender o mundo e as pessoas ao meu redor antes mesmo de aprender a compreender a mim mesma.
Sinto muito por ter demorado tanto para enxergar aquilo que sempre esteve diante dos meus olhos, por confundir esperança com certeza e por acreditar que algumas coisas jamais seriam diferentes.
Sinto muito por ser sonhadora e, agora, ter de aprender a conviver com o peso da realidade. Por querer desbravar os caminhos da vida, ultrapassar barreiras, desafiar limites e acreditar que, de alguma forma, poderia tornar tudo possível.
Sinto ainda mais por planejar tanto, por desenhar futuros inteiros na minha mente e, no fim, perceber que a vida não se curva aos meus planos e que, por mais que eu tente, nunca terei o controle de tudo.
Sinto muito pela dor que causei, mesmo sem intenção, a cada pessoa que cruzou o meu caminho. Pelas palavras que feriram, pelas ausências que machucaram, pelas expectativas que não correspondi e por todas as vezes em que, tentando acertar, acabei errando. Sinto muito, sobretudo, pela dor que causei a mim mesma, por todas as vezes em que me abandonei tentando não abandonar ninguém.
Eu sinto muito. Sinto tanto que, às vezes, parece que há coisas dentro de mim que não cabem em palavras. Sentimentos que transbordam em silêncio, que apertam o peito e doem de maneiras que nem eu mesma consigo explicar.
Mas, de tudo aquilo pelo que sinto muito, talvez o que mais me doa seja sentir demais.
Sentir demais em um mundo que tantas vezes parece sentir tão pouco. Me importar demais, esperar demais, sonhar demais. Entregar partes de mim que nem sempre sei recuperar.
E, ainda assim, mesmo depois de tantas decepções, continuo sentindo.
Talvez esse seja o meu maior pesar: não saber sentir pela metade. Não saber existir sem me entregar por inteiro. Não saber atravessar a vida sem permitir que ela me atravesse também.
Porque, no fim, o que mais me machuca não é sentir. É não saber como deixar de sentir tanto sem deixar de ser quem eu sou.
Passei anos perdido procurando sentido,
me autodestruindo e sendo eu o meu pior inimigo.
Hoje, olhando para trás, eu entendo
que cada erro foi necessário.
Eis a sina de mais um viciado,
até descobrir que, na verdade,
era eu mesmo quem todo aquele inferno havia causado.
Um coitado, pobre diabo,
mas que, em algum momento,
em um segundo de discernimento,
em uma pequena janela de tempo,
entendeu que aquele tormento
não precisava mais ser alimentado.
Hoje, não mais o alimento,
ando sempre contra o vento,
policiando-me a todo momento,
para que nunca mais o diabo que vive aqui dentro
seja o dono do meu pensamento.
Não serei mais aquele otário.
Pessoal, eu vou viver
Eu sempre estarei aí para vocês
Écoute-moi, meu querido amigo
Nós já caminhamos por essa estrada, não é novidade
Há muito tempo permanecemos
Através das tempestades e céus azuis
Écoute-moi, eu estou sempre rezando
Toda noite, meu coração é por você
Écoute-moi, escute com atenção
Através dos altos e baixos
Estarei aqui nas noites sem sono
Guiando o amor pela luz da manhã
Écoute-moi, confie em mim
Cada palavra é sinceridade
Segure minha mão, não vamos deixar ir
Écoute-moi, isso eu sei
Este verão arde, é quente
Ventiladores continuam girando, sonhos desfeitos
Dormindo leve, em roupas tão pequenas
Écoute-moi, eu vou te encontrar lá
A noite é um sussurro, logo vai desaparecer
Um novo amanhecer espera, um novo dia feito
Mas ainda estou cansado, o sono é profundo
Écoute-moi, eu preciso da minha paz
Écoute-moi, escute com atenção
Através dos altos e baixos
Estarei aqui nas noites sem sono
Guiando o amor pela luz da manhã
Écoute-moi, confie em mim
Cada palavra é sinceridade
Segure minha mão, não vamos deixar ir
Écoute-moi, isso eu sei
Eu
A princípio, eu anuncio
O fim
Do começo ao meio
No dia a dia do fim da meada
Meus pensamentos se entrealinham.
Nas entrelinhas do meu viver
Onde eu não vejo a saída.
De todo o início
Que tem um fim .
Sou eu o louco
por Alexsandro de Lima Gomes
Não sinto angústia,
não sinto inveja,
e nem quero orgulho.
Mas ainda estou sozinho.
Sou um fracasso,
mas me faço de forte.
Não tenho sentido,
mas gosto de lutar.
Não sou cavaleiro,
nem tenho espada.
Mas a verdade,
um dia, vou defender.
Vou proteger.
Mas, ainda, em meu cavalo,
estou sozinho.
Não sei o que fazer,
pois estou contigo,
mas ainda me sinto sozinho.
Um balde,
cheio de água,
mesmo olhando de longe,
ainda parece gigante.
Pois o que eu vejo
me dá medo.
E o que realmente sou
me faz sentir fracasso.
Viver para sempre
é um sonho.
Mas morar no querer
é viver para sempre.
Sinto muito,
mas não consigo.
O que quero
não faz sentido.
E o que faz,
não existe.
Somos loucos,
fantasiados de homens
e amarrados com roupas.
O silêncio canta
em meus ouvidos,
e minha boca se cala
perante a vontade.
Talvez da imagem.
Se pudesse navegar,
estaria em um barco,
escrevendo besteiras
e olhando para o espelho.
Pois, afinal,
sou louco.
E não qualquer tal.
Quem dera eu fosse quem os outros desejam que eu seja. Assim, talvez não frustrasse aqueles que acreditam que devo viver de acordo com aquilo que pensam de mim.
Prolixa
Me desculpa.
Não pelo que eu disse,
mas pelo quanto eu disse.
Ultimamente eu tenho aprendido a dar nome aos meus defeitos,
como quem cataloga feridas para fingir que entende a dor.
E foi assim que descobri:
eu sou prolixa.
Prolixa é essa incapacidade de calar quando o silêncio já seria misericórdia.
É continuar falando mesmo depois de perceber o cansaço no outro.
É esticar a frase até ela sangrar.
Eu insisto.
Sempre insisto.
Insisto em falar.
Insisto em permanecer.
Insisto em ocupar um espaço que talvez nunca tenha sido meu.
Eu gasto o seu tempo.
E tempo não volta.
Tempo não cicatriza.
Eu te gasto.
E nesse gasto eu te desgasto.
Perdão pela minha prolixia longa, cansada, invasiva.
Eu tento pagar pelo tempo que te roubo,
mas não existe moeda que compre o que eu consumi.
Você dizia que tempo é dinheiro.
Eu descobri tarde demais que é vida.
E eu usei demais da sua.
Sou prolixa até na culpa.
Até quando peço desculpa, eu exagero.
Até quando reconheço o erro, eu o repito.
Eu poderia ter parado aqui.
Poderia ter escrito só:
“Desculpa.”
Mas continuo.
Porque a minha maior falha não é falar demais.
É não saber quando ir embora.
Eu te carrego na cabeça e no coração
Te levo pra casa nos meus sonhos
Vc pega na minha mão
E o que temos passa de conversa rasa
Eu fantasio que você me ama
Mas então acordo na realidade e percebo o quanto te amar falta reciprocidade
No meu coração faz atrocidade.
Quanto mais vejo detalhes, mais percebo o quanto as pessoas se importam de menos.
Eu acho tão cruel, as pessoas não se importarem, ou simplesmente decidirem não se importar, como se fosse a forma certa de se portarem,"não é problema meu" mas se fosse no lugar da pessoa, vc não ia querer estar. Quando uma pessoa desconta seu nervosismo que não é pouco em si, fica as marcas, mesmo que a tempestade passe, ela não fica intacta, mas para os outros é como se o sol nunca tivesse se escondido. Como se fosse apenas uma ironia do destino.
Talvez pq eles não tenham experimentado a tempestade, então eles não sabem, como é não ver o sol de verdade. Mas ao mesmo tempo também não se importam se alguém está em uma tempestade. Ninguém tem um guarda-chuva, apenas maldade.
Se eu vir...?
"Se eu ver" não existe,
minha língua perde o afeto.
Não vou deixar minha palavra triste,
então assumo em me sumir por completo.
Haja
viagem
que
viaja
em si,
essas eu viví.
Vi a parede enredar a aranha
Tirei sarro da sanha
na meça tamanha
de um papo meu que foi até de manhã
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