Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Eu desisti dela
E desisti do mundo.
Dessa selva de pedra
Onde o absurdo é natural
Mas até o amor virou pecado.
Eu desisti porque cansei
De limpar as minhas feridas
E de observar todo o horror
Naturalizado no mundo que destruímos
Mesmo ele sendo
A nossa única casa.
Eu sinto demais
Para sobreviver a esta barbárie.
Não quero mais ser forte.
Não quero sarar outra ferida.
Não quero outra decepção.
Simplesmente cansei da vida.
- Marcela Lobato
Busque-me na poesia
Quando meu espírito partir desse mundo
Pois lá eu estarei.
Em cada verso que escrevi
Deixei um pouco de mim
Na maioria deles sangrei e morri
Mas um pedaço da minha alma se prendeu entre as palavras.
Se quiser me encontrar, saiba
Estarei em todo lugar
E também em lugar nenhum.
Estarei esperando
Por uma vida melhor
Ou, talvez, apenas me una ao nada
E seja parte do vazio
Dentro de ti
Mas de toda forma, saiba
Nunca duvide
Que estarei aqui.
- Marcela Lobato
Podem até dizer ser loucura, mas eu escolho viver nos meus sonhos, e não mais na realidade. Se sonhando te encontro, então viverei em meus sonhos até o meu último suspiro.
- Marcela Lobato
Ocitocina (Carta a Cura)
Eu sinto a sua falta todos os dias. A cada segundo, desejo que estivesse aqui. Queria olhar nos seus olhos e dizer toda a verdade, me colocar por inteira, nua, crua, com a alma exposta, mas a vida não é tão gentil, e a complexidade do invisível escaneia o presente.
Naqueles textos, cartas como biblias, me lancei em tuas mãos, mas nunca sequer as enviei. Queria poder falar daquilo que não posso, da dor, da cura, do passado e do antes. Revelar de uma vez por todas, olhando nos seus olhos, absolutamente tudo, fingindo não tremer e gaguejar pelo medo de estar em frente a alguém que tem o poder de me curar e destruir, partindo em trilhões de cacos com uma única palavra. Totalmente vulnerável, sem poder prever o futuro, vou ao abismo perguntar se na escuridão poderemos nos reencontrar.
Se houvesse só um pedido a realizar, pediria para ser, ao menos, como antes. Pra ser novamente um ombro seguro para o seu pranto. Ser capaz de tirar a sua dor, e me curar na tua presença. Deixar o inverno para trás e te levar ao nascer do Sol, ainda que ele me queime em sua radiação. Queria te dar aquilo que nunca tive, mas sempre busquei, e sei que busca também. Te segurar firme nos dias mais difíceis, secar seus olhos e dividir contigo seja qual for preço. Te levar a paz e risadas das minhas besteiras e pensamentos excessivos tão exclusivos. Te daria o mundo inteiro, junto ao sol, à lua e às estrelas, se pudesse.
Por fim, esses textos ridículos, infinitos textos ridículos, são apenas para dizer o quanto sinto e não posso conter. O quanto dói não te ter. O quanto destrói não poder te ajudar. O quanto cada segundo longe de você é como uma faca cravada no coração da minha alma.
Realmente, eles têm razão ao dizer. Cartas de amor são ridículas, e o ridículo foi muito do que te dei, mas mesmo na dor, não me arrependo de um segundo disso. Se pudesse voltar, não digo que faria o mesmo, porque buscaria consertar os meus erros, então, se só pudesse mudar o quanto senti, novamente viveria toda essa dor, só para reviver cada segundo com você, e se houvesse uma lembrança onde, ao escolher, viveria para sempre, por toda a eternidade em um único momento, seria a noite onde descobri como é sentir algo para o que ainda não inventaram uma palavra, e seria a mais feliz vivendo nesse looping, como se fosse um paraíso.
Quando foi que nos perdemos? O que eu fiz? O que fizemos? Sua beleza é a visão que procuro quando mais preciso de algo bonito para ver. Sua presença é overdose de ocitocina, cura emocional, espiritual e física. Sua voz é a melodia mais bonita em minha mente e ouvidos. Sua distância é o veneno que mata gradativamente a minha luz, levando o brilho que já não existia mais, até que apareceu dez anos atrás.
Você é a cura, a ocitocina. A musa de centenas de músicas. Nunca esqueça do quanto é. Sua luz e sombra nunca me assustaram, mas o quanto sinto e o poder disso, sempre me faz tremer ao seu lado, por me tornar tão frágil. Por saber que o meu ponto fraco sempre foi e será você.
Não quero mais fingir. Não quero meias verdades, e definitivamente não quero mentiras. Tudo o que eu queria era você, do jeito que fosse, contanto que fosse o que realmente quer também. Eu não quero e nunca quis ser uma nova prisão pra você.
Eu preciso de você, e se for um crime dizer isso nos dias modernos, não ligo, e o mundo pode até me condenar, mas eu realmente preciso de você. Você é tudo pra mim.
Com você descobri que a minha Verdadeira Vontade, acima de tudo, sempre foi você. É o meu amor ágape, e desejo que seja feliz, mesmo que longe de mim, enquanto rogo aos deuses que queira seguir ao meu lado. Pior do que estar sem você, seria ser um fardo que carregasse.
Jamais quis te obrigar a nada. Nunca quis ser uma obrigação, apenas estar mais perto. Ser um porto seguro, como antes. Sentir aquela alegria que não deixava nenhuma dor me derrubar, e te ajudar, nem fosse ficando sozinhas juntas no silêncio, caso não soubesse como explicar, ou não quisesse, e poder, ao menos, amenizar a tua dor, ser um conforto, e provar que jamais estará sozinha, porque de um jeito ou de outro, nunca iria te deixar. Jamais poderia te abandonar. Jamais te deixaria sozinha! Você é a minha melodia, a inspiração de tudo o que já fiz, e o amor de todas as minhas vidas.
A vida é tão incerta, há tanto horror lá fora, e sempre tenho medo e peço aos deuses que cuidem de você, já que agora, só assim posso fazer isso. E eu te prometo, um dia tudo isso fará algum sentido.
Obrigada pela luz e pela cura. Obrigada por me fazer sentir algo tão inominável e incrível. Me ensinar a dualidade em sua máxima potência. Por me transformar em alguém melhor, mesmo com meus inúmeros defeitos e estranheza, ainda que tenha me perdido por um tempo. Te agradeço por ter me dado a vida, quando a luz em mim havia se apagado, e me manter nessa prisão, chamada vida, se tornava impossível.
Obrigada por me ensinar sobre o amor mais profundo e perigoso, tão capaz de curar quanto de destruir, assim como o fogo que aquece, mas também queima, e que me fez, pela primeira vez, querer que houvesse mais dias e noites. Talvez nunca saiba, porque palavras são insuficientes, mas você sempre foi o motivo. A cura.
Te quero livre, e queria voar ao seu lado. Que me chamasse para ir contigo, e te mostrar as maravilhas e loucuras do meu pequeno e insano mundo. Que aqui tivéssemos o final pelo qual lutamos tanto, e pelo qual viemos a esse mundo. Você é a minha luz e sombra. O remédio que a medicina nunca encontrou, e o fel ao partir meu coração em mil pedacinhos.
Eu te amo há milênios, e seguirei amando com ou sem você. Queria que conhecesse quem sou agora. Quem me tornei. Que, talvez assim, pudesse finalmente me entender, e a verdade é que, para te ver, se eu soubesse que também quer, largaria tudo só para ficar com você, nem que fossem somente cinco minutos.
Por você, moraria dentro dos meus sonhos, só para poder te encontrar todas as vezes que fosse dormir. E ao acordar, te vejo sempre, ao fechar os olhos, ao sair de casa, ao deitar na cama, respirar, ouvir uma canção de amor... ao viver bons ou terríveis momentos, só penso em te encontrar. Queria viver nos meus sonhos, se essa for a única forma de vê-la, estar contigo, e te ouvir falando sobre o seu dia, os problemas, enquanto aprecio a beleza do seu rosto, da sua alma e do seu sorriso, me tirando e entregando toda a paz de que preciso.
- Marcela Lobato
Eu espero que você fique bem.
Nunca deixei de sentir a sua falta.
Sem você, cada dia que passou doeu mais que o anterior.
Queria que soubesse o que nunca soube, e que visse o que jamais viu.
Queria que a vida fosse como um filme em seu clichê final feliz.
- Marcela Lobato
Me salva da dor
Eu preciso de você
Por favor, venha agora
Apareça e acabe com a dor
Tire o vazio da partida que nunca vou superar
Seja o remédio que preciso pra seguir
Exerça o seu poder na dor profunda
Como só você pode fazer
De nada adianta a multidão
Se não há você
Sem a cura de todo o mal
Sem a única melodia capaz de me deter.
Me salva da dor que sinto
Como tantas vezes me salvou
Me diz que o tempo não acabou
E que você é tudo o que preciso.
Diz que não vai partir de novo
Segura a minha mão
Como se hoje fosse meu último dia aqui
Apareça e faça a diferença
Não me deixa sozinha outra vez.
Porque quando me afogo
Só você pode me tirar do fundo
Se minhas pernas tem câimbras
E não consigo continuar a nadar.
Me salva da dor.
Me devolve a vida.
E me deixa também fazer tudo isso por você.
- Marcela Lobato
Sem ti, eu não respiro
Sufoco sem respostas
Vivo à beira do abismo
E vejo que na vida não há brilho
Sem sentir, não sinto nada
Como um robô, uma máquina
Sem razão pra existência
Sendo só dor e cansaço
Eu te amo há muitas vidas
Queria viver naquela noite
Onde há quase 8 anos
Seria o maior dos paraísos
Se há um céu após esta vida
Qualquer espécie de paraíso
Que eu viva nessa lembrança
Da melhor noite de toda a minha vida.
- Marcela Lobato
Quando te vejo assim, tudo o que eu queria era que esses segundos, minutos e horas durassem para sempre. Que um breve momento pudesse durar uma eternidade. Nesses instantes até me esqueço dos horrores do tempo, e em um surto de loucura, não me importaria de viver para sempre.
- Marcela Lobato
Eu vivia no inferno, até que o chamado "demônio", por muitos, me tirou de lá.
Quando todos me deram as costas, só ele estava lá.
Quando o brilho sumiu dos meus olhos, ele foi a chama que me fez renascer.
Se hoje estou de pé, é porque Lúcifer me encontrou, ou melhor, eu o encontrei quando caminhava pelo abismo e tudo à minha volta era dor.
- Marcela Lobato
Eu posso te dar a minha vida
Eu posso te dar a minha alma
Tomar o banho mais gelado
Sentir o frio mais agudo
Contanto que sinta o calor dos teus lábios
Do teu abraço sob meu corpo arrepiado
Posso viver a mais profunda agonia
Sobreviver ao fim de todas as coisas
Vivenciar a finalização de toda a vida
Que tudo terá valido a pena
E não haveriam razões o bastante para desistir.
- Marcela Lobato
Hoje eu decidi que quero mudar a minha vida. Fazer valer todos os meus sonhos. Entre grilhões e rachaduras, darei o meu melhor por tudo aquilo que me importa, ainda que tropece algumas vezes. Não quero mais intrigas nem discussões. Não quero mais ódio fora o necessário para a minha humanidade, assim como aquele que impulsiona. Hoje renasço mais uma vez, na luz daquele que nunca aceitou as correntes. Na minha luz, pois não sou diferente dele, se somos todos a fonte em uma prisão.
- Marcela Lobato
Talvez lá seja bem melhor
E se lá for o meu lugar?
E se lá estiver todo o amor
Que eu vivo tentando encontrar?
Não aguento mais essa dor
Sei que nunca vou me encaixar
Não que eu queira ser "normal"
Mas e se não puder ficar?
Aqui o sol nunca vai nascer
Entre palavras que cortam a alma
Talvez lá seja o fim da dor
Talvez lá eu possa encontrar
Alguém igual a mim
Alguém que possa me amar.
- Marcela Lobato
Eu esperei
Sempre esperei
E sempre esperaria.
Enquanto viver
Inevitavelmente vou esperar.
Só que não posso mais.
Não vou mais tentar
Nem lutar.
Não é que eu não queira
Eu sempre vou querer
Mas não posso mais ficar
Nas grades dessa prisão
E não posso mais fingir
Que tudo será melhor depois.
Eu desisti do mundo.
Eu desisti dos planos.
Eu desisti.
- Marcela Lobato
Eu daria a eternidade por aquele momento
E na minha mediocridade, então, entrego
O que restou de cacos encaixotados
Na resina do tempo
Que gira, mas não roda
Que foge, mas não apaga
E por detrás de todo o ódio
O oposto se exala.
- Marcela Lobato
Tem momentos onde percebo muito claramente que nunca vou encontrar alguém como eu, e nem que seja capaz de me entender em algum nível. Eu sempre vou estar sozinha. Sempre será assim. Mesmo que houvesse milhões de pessoas aqui, ainda estaria completa e absolutamente só.
- Marcela Lobato
Com ou Sem Você
Eu vou seguir, com ou sem você. Vou realizar os meus sonhos, e bater de frente com tudo o que combato, com ou sem você. Vou trazer ao mundo o que resta dos meus sentimentos, de toda essa arte, com ou sem você.
No fim, escolherei a partida. Direi o último adeus, quando meus passos não forem mais os mesmos, e não restarem motivos. Enquanto viver, posso até amar, mas não estarei mais esperando pelo que pode acontecer. Não vou mais te esperar. Eu vou seguir, bem ou mal, com ou sem você aqui.
- Marcela Lobato
Eu queria que, ao menos, tivesse sido algo, mesmo que acabasse. Mesmo que o fim viesse depressa, queria que tivessemos sido mais que um "quase um quase". Preferia uma tragédia grega do que essa realidade. Ao menos assim você seria mais do que um fantasma, e eu poderia, talvez, seguir em frente. Ao menos assim essa dor valeria a pena.
- Marcela Lobato
Talvez meu maior defeito seja essa necessidade imparável de expressar o que sinto pela arte. Eu não sei fazer uma música "do nada". Não sei ver um filme e criar inspirada em uma história fictícia ou longe da minha realidade. Se não escrevo ou canto, sufoco. E não basta criar, preciso mostrar ao mundo.
As vezes seguro coisas que faço por medo de consequências. Por medo que alguém entenda errado, ou que aquilo machuque alguém que me importa, mas me machucou e gerou aquilo em algum momento. O problema é que sinto que sufoco a cada segundo que seguro algo que precisa ser dito, e não sei o quanto ainda posso resistir segurando tudo isso.
E se quem gerou o que me fez compor ou escrever nunca tivesse acesso ao que fiz, sinto que seria como guardar tudo só pra mim. Não quero atingir, apenas falar. Por muitos anos calei todas as minhas dores. Na infância, sempre fingia estar bem, mesmo quando todos os dias era humilhada em ambientes escolares extremamente hostis. Talvez isso tenha me feito ser assim hoje, e talvez o que chamo de "grande trauma primordial" tenha tido tanta força por isso, me afetando até hoje, em 2026, mesmo que tenha acontecido quase em outra vida, em 2011.
Quando eu escrevo, é porque já não tenho opção. Quando escrevo é porque é isso ou desaparecer. É porque é a única forma de suportar e sobreviver a mim mesma. É porque ou grito, ou deixo o que calei continuar me corroendo por dentro. Eu queria poder ser sincera, e explicar as coisas para quem precisa saber, mas na maior parte do tempo isso não é uma opção, e muitas vezes, tentando me explicar, parece que só consigo estragar tudo de vez.
- Marcela Lobato
Escrevo sob corpos. Cada música é uma morte. Em todas, eu sou a vítima, deixando sobre o chão o meu próprio cadáver. Renasço como uma vampira, e sugo o meu próprio sangue para fazer da dor uma nova arte, enquanto gasto todas as minhas vidas, até que chegue o dia onde sol me queime, e não me deixe mais voltar a abrir os olhos. Quando terei escrito a última poesia, a última música e o último poema. Quando finalmente a dor cessará e não terei mais que morrer para me manter viva.
- Marcela Lobato
O que é a felicidade pra mim?
Antigamente, eu diria que amar e ser amada, preferencialmente trabalhando com o que ama também. O que, pra mim, já que essa é uma pergunta muito subjetiva, seria tudo o que eu queria e precisava. Hoje, eu digo que a felicidade só existe realmente em filmes e séries onde a justiça sempre acontece e geralmente o amor dá certo de alguma forma, por mais improvável que seja. Hoje eu não acredito em felicidade, só em momentos felizes que nunca duram o bastante e raramente acontecem.
O nosso mundo é uma fábrica de dor, não de sorrisos. É inútil esperar pela felicidade. Raramente alguém consegue isso. A dor é a única certeza da vida, tanto física quanto emocional. Quando você para de esperar por algo bom, é quando para de sofrer tanto pela falta disso. Você entende o jogo.
Se há felicidade, não é aqui. Talvez do outro lado, em outra vida, em outro mundo. Mas não aqui. Raros sortudos conseguem isso, mas mesmo assim, costuma acabar em algum momento. Se a gente considerar o amor como parte da felicidade de alguém, que é sempre subjetivo, a vida sempre vai dar um jeito de arrancar a pessoa de você, ou te arrancar dela se você tiver mais sorte e viver menos. Mesmo que encontre o "felizes para sempre", em algum momento vai perder ou será a perda. Claro, eu preferiria viver isso, mesmo que perdesse, do que não, mas... Pra os raros que conseguem isso de verdade, além da fachada, ou de relações de plástico, por conveniência, onde seria fácil deixar o outro pra trás, mesmo esses não costumam ter um final feliz, ainda que consigam, contra todas as probabilidades, uma vida assim.
As vezes sinto falta de acreditar nisso, mas raramente eu sinto de novo como se o impossível fosse possível. Talvez, por crescer entre o fim dos anos 90 e início dos 2000, vendo comédias românticas, me tornei uma romântica e tive, desde que me entendo por gente, o amor como a razão da tudo. Hoje o amor é algo fora de moda, considerado tosco e até estranho. Essa não é mesmo a minha época. Sinto que perder isso foi como perder o sentido de tudo. Isso era a felicidade pra mim. Antes eu dizia, e realmente acreditava, que poderia morar embaixo de uma ponte e ser feliz, contanto que estivesse com quem amo. Eu sei, é estúpido. Mas essa é a verdade sobre mim. Felicidade, pra mim, é ilusão.
Hoje o dinheiro é o que mais importa pra tornar a vida um pouco menos insuportável, já que ele vale mais que a vida de qualquer pessoa no sistema que vivemos. Além disso, por minhas questões de saúde, jamais poderia morar embaixo de uma ponte hoje. No fundo, ainda daria tudo pra reencontrar o que perdi e mudar de ideia, mas... Aqui é a vida real, não é?
- Marcela Lobato
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