Eu nunca fui...
Ruas escuras, destino traçado
Vida de fita, nunca fui moldado
Foco no futuro, terno riscado
Nasci no árduo, 4M nato
A Área Cinzenta
Nunca fui daqueles que se apaixonam pelo brilho imaculado das virtudes. Tampouco daqueles que abandonam ao primeiro sinal de falha. O que me move, o que verdadeiramente me atrai, é outra coisa — algo menos visível, mais sutil, quase indizível.
Aprendi — talvez a duras penas — que ninguém ama só o que é belo. Que ninguém desiste só do que é torto. O amor real, aquele que sobrevive às estações, não floresce apenas no jardim das qualidades, nem morre no pântano dos defeitos. Ele nasce ali, entre um e outro, em um terreno silencioso e inquieto: a área cinzenta.
Essa terra estranha, onde não há garantias nem perfeições, onde convivem a luz que aquece e a sombra que assusta. Um lugar onde o olhar não se detém apenas no encantamento — mas ousa seguir adiante, até encontrar aquilo que dói, que desafia, que expõe.
Ali, os olhos não brilham apenas pelo que fascina, mas pela coragem de ver o que é humano demais.
É nessa zona imprecisa que o amor se revela como ele realmente é: imperfeito, sim, mas imensamente verdadeiro. Porque ali o outro não precisa performar, não precisa provar, nem esconder. Ele apenas é. E isso basta.
Não me interessam os amores de vitrine — polidos, artificiais, à prova de mágoas. Nem os romances descartáveis, que se desfazem diante do primeiro tropeço. O que eu procuro — mesmo sem saber exatamente como chamar — é esse tipo de vínculo que se assenta entre a admiração e o desconforto, entre o que me eleva e o que me testa.
Na área cinzenta, o amor é trabalho e escolha. É entrega que não exige perfeição, mas inteireza. É quando olho o outro, cheio de falhas, e ainda assim digo: "sim, eu fico." Não por cegueira, mas por compreensão. Não por carência, mas por coragem.E ali, nesse ponto onde o ideal cede lugar ao real, que mora o amor que me interessa: aquele que vê tudo — e ainda assim, permanece.
Pois, sem conhecimento, a vida não faz sentido.
Muitas vezes não tive dinheiro, mas nunca fui pobre, mas sim cheio de sabedoria e lealdade.
Sempre fui rico de espírito e a minha alma e essência pura recheada de ouro.
És o sol, és a lua, és cintilante como as estrelas de todo o universo bela e doce como o amor e fascinante como a natureza.
Nunca fui anjo
Nem completamente demônio
Sou o equilíbrio entre minha luz e minhas trevas
Mas sempre... Sempre prefiro o amor!
Sou uma Péssima filha Péssima amiga nunca fui "Boa com nada '' Nunca vou dar orgulho para minha família
Nunca fui bom em visão e olfato.
Paladar, audição nem tato.
O sexto sentido é meu único talento;
Sua voz insufla-me versos no alento.
Comprei auriculares,
Para ouvir seus cantares.
Cadernos, para registar o que me dita.
Presságio e pressentimento são heterónimos do poeta.
Escolhas diárias
Prezo muito as atitudes, e nunca fui de muitas palavras! Saber fazer escolhas o tempo todo, porque é isso o que fazemos : escolhas o tempo todo!
Lavar as mãos, caminhar até a janela, dirigir devagar..tudo isso são escolhas!
Ver tv ou caminhar, lavar a louça ou acumular, pentear o cachorro ou dormir de gorro..
Até pra ler esse pequeno texto foi necessária uma escolha!
Fique atento nas pequenas escolhas, e veja que fazemos dezenas, ou quem sabe, um cento delas todos os dias!
Nunca fui a flor
Nunca fui a flor no jardim de ninguém
Que tivesse aquele olhar de admiração
Lembrando de aguar
Nunca fui
Já pensei que era
Mas alguns segundos
É tão efêmero os sentimentos
A gente pensa se ver nos olhos do outro
Mas logo esse olhar se perde, distância
É tudo que tá perto perde o valor
O inalcançável é algo valorizado
A conquista
Mas logo seu valor cai
Assim é tudo na vida
Sobra o vazio de sempre
Na real estamos sozinhos
Só isso é real
Resto ilusão passageiro
DO AMOR ESSENCIAL
Nunca fui de amar o óbvio e o que só reluz por fora.
Funciono em sentido horário.
Desconfio que o chip humanoide
me foi posto ao contrário.
Nunca fui forte, santo ou sábio, mas considerei a perseverança, obediência e amei as pessoas e tudo o quê Deus colocou em minhas mãos.
No demais, o esforço de resistir as lutas até o fim do dia.
Nunca fui de sentimento
Ela chegou chutando a porta
E por um breve momento
Mexeu em tudo aqui dentro
Autêntica e de personalidade forte
Quem decide tudo é ela
O que pra gente é suave, pra ela é tenso
`` Ciúme? Não, respeita, é senso´´
Escorpiana até a veia
E grata por tudo que Deus à deu
Possessiva? Não.
`` Só gosto de cuidar do que é meu´´
E um recado pra quem ela ama
Errou é só uma vez mermão
Mas como eu te amo muito
`` Dessa vez eu abro uma excessão´´
