Eu nunca fui...
Nunca fui fã do padrão, nunca achei normal ser normal, nunca fui admirador do comum e nunca gostei de viver num sistema.
Nunca fui de me importar com as pequenas quedas da vida. Mas são esses pequenos tombos que com o passar do tempo deixam uma ferida enorme.
Não sou a mesma, na verdade nunca fui a mesma, afinal, ninguém pode ser o mesmo sempre. Nasci, cresci e vivo a base de fatos sinceros, são justamente todos esses fatos que me modificam a cada instante que respiro. Depois que aprendi a pensar por mim mesma, nunca mais pensei igual aos outros e, assim me amo, amo por não ser semelhante, amo por ser única. São certezas que só elevam o meu ser e me fazem acreditar que tudo posso, que o impossível não existe. Eu afirmo que fiz tudo certo, exceto errei quando envolvi sentimento. Entretanto, são os erros que alimentam os meus movimentos,que dão energia a minha alma, se não fosse os desvios minha mente não ouviria o que meu coração diz e consequentemente os meus textos não existiriam. Pois, tudo o que minhas mãos produzem, surge intensamente de um único lugar que está somente dentro de mim.
Parei pela metade, nunca fui até o fim, ando sem paciência até pra mim, estou sóbria, pela primeira vez consciente do que escrevo, mas sei que quando eu bebo eu esqueço, que eu amo ela, e isso é horrível.
Não faço muitos estragos, eu só fico quieta, observando tudo, sem muitas revoltas adolescentes para comentar, mas é isso que sou, uma coisa totalmente sem interesse nenhum, por nada, só no conhecimento, porque por enquanto, é a unica coisa de valor que me restou.
Nunca fui de levar em consideração o que os outros falam, prefiro dar oportunidade pra pessoa me provar o contrário.
"Nunca fui viciado em nada. Fui um turista dentro daquilo que queria conhecer e pronto. Nunca permiti que algo comandasse minha mente a ponto de me escravizar"
É noite
Minha alma transcende, mais uma vez
Volto ao princípio do princípio
Onde nunca fui
E sempre estive
Vou ao encontro das marés
Cubro-me com véu de espumas
À luz de um esplendoroso luar
Desnudo-me
Sem pudores
Só magia, amores
Levanto vôo além mar
Deito-me em nuvens distraídas
Passeio majestosa pelos ares
Voar é preciso
Tenho asas
Sou livre
Minhas noites?
Não as passo aqui
Atravesso rios e mares
Pulo montanhas
Elevo-me ao sabor do vento
Chego aos céus
Beijo a lua
Bailo com as estrelas
Faço amor com os astros
Adormeço nos anéis de Saturno
E no primeiro raio de sol
Volto à minha condição de mortal!
Se nunca fui digno do teu amor e compaixão, tão pouco serei merecedor do teu ódio e do nojo que cultivastes por mim, escorpião. Nunca foi de meu interesse retribuir tais afetos e jamais o farei com tais desprezos. Morra ao sabor do teu próprio veneno, meu bem.
" Nunca fui apegada a datas, mas foi só te conhecer que o calendário se tornou meu aliado... Afinal conto os dias para te ver..."
Mortos
Fui não porque gosto
Ou porque todo ano vou
Nunca fui, não nesse dia
Já fui para colocar uma foto da minha vida e um texto bíblico nada mais
Meu pai sim ia todo ano
Pintava e colocava flores e orava pela sua amada
Hoje fui especialmente para ver
Para ver os cuidados que a usurpadora tem para com aquilo que um dia ela roubou
A foto da minha mãe que eu coloquei dentro do vidro com tanto carinho
não existe mais e muito menos uma foto do meu pai
Estava tudo vazio, limpo, silencioso... Não havia tristeza
Pelo contrário
Como se quisessem me dizer alguma coisa
Por três vezes andei em círculos e parei no mesmo lugar e entendi
que nessa vida o que a pessoa pode fazer
é procurar ser feliz
e viver o melhor que puder
Nunca fui boa em esconder sentimentos ou mascarar pretensões. Erroneamente, foi que aprendi a esquecer. Vou guardando aqui e acolá a saudade, debaixo do tapete, nas gavetas, nos livros, que é onde cabe mais. O problema é que depois de um tempo essa saudade perece. E resta apenas um aroma desagradável, de coisas mortas.
Nunca fui boa em criticas. Na verdade o meu dom sempre foi relatar aquilo que vinha de dentro, mesmo que sem explicação. Talvez por amar demais, bem pequena eu já colocava no papel mil teorias mirabolantes sobre o amor, até que enfim, descobri que no amor real nem tudo são flores e que a dor da perda pode ferir de verdade e às vezes demorar pra sarar."
