Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Pensando no tempo
No seu castelo solitário
Ela se olha no velho espelho
Em volta para o porão
Intocado de luz e cor
Nada reflete sua face em rubor.
Bem queria ela amadurecer
E em poucos dias poder viver
A sombra da mulher
Que um dia desejou ser.
E balbucia algumas palavras
Sem sentido, com gosto de nada
E na madrugada os vendavais
Sacodem em sua alma
Os tempos que não voltam mais.
Bem queria ela amadurecer
bem queria ela parar o tempo
e de novo amanhecer.
Não há sentido ver o tempo passar
Não há sentido que esse tempo não ousa voltar.
"Jesus, que sofreu como o mais oprimido Cordeiro diante do matadouro, apresentou, ao Pai, Suas feridas para sermos curados; apresentou a Sua morte para sermos ressuscitados e apresentou o Seu Amor para sermos chamados de seus filhos amados".
Meu lugar favorito é onde posso tocar as estrelas com meu olhar e sentir a profundidade do universo pulsar com minha imaginação.
Se a gente pensar diariamente, que existe o momento certo para tudo, até para falar e para nos calarmos. Falaríamos o necessário e calaríamos sempre, diante daquilo que não nos apetece, que não nos pertence ou ainda para aquilo que não merece resposta, nem tudo merece uma resposta. Os grandes sábios abrem a boca com muita cautela. Já os idiotas abrem a boca sem freio, igual a um "carro desgovernado".
As vezes me pergunto para onde se foram minhas origens.
foram se desgastando,e fui me afastando por notar que já nao era mais importante.
Sobrevivi quando achei que não poderia Deus me levantou pois sou importante para ele agradeço por meus filhos e minha esposa que me fizeram de tudo para me levantar.
E como uma fenix resurgi das cinzas e me coloquei de pé.
Deus é fiel.
Se a desistência fosse "solução", ninguém necessitaria mover uma palha, mas ninguém saberia o gosto do triunfo.
O destino é a vontade; cada homem faz o seu destino.
Pelas rotas da seda ou das especiarias caminham o lucro, a ganância, a doença e as guerras. No seu rastro crescem, além da opulência, a história, o pensamento, a ciência e a arte.
Raso nas beiradas, no meio profundo, o lago onde as lembranças dormem se move na lentidão de seus fluxos e marolas. Se chove forte, reage e transborda. Depois se recolhe, criando a praia seca que toma as margens. Até se dissolver na turvação que a névoa espalha.
A escola tem o cheiro do couro da pasta. Lá dentro, as fichas recortadas do Livro de Lili. A menina do cartaz. A pergunta tola, tola: “Vocês gostam de doce?”. No final da aula, as histórias contadas em capítulos. Para sempre esquecidas. Só Lili insiste: “Vocês gostam de doce?”.
Os livros guardam histórias, esperanças e intrigas. Na imensa biblioteca, o cofre fechado de Pandora protege, no recôndito de suas páginas, o silente repouso da serpente.
Na manhã ainda fria, a teia é menos pegajosa. Gotas de orvalho refletem o sol na dissimulada armadilha.
Nada é nosso, nada é de nossa autoria, somos apenas veículos condutores usados pela Sabedoria ou Ignorância, em seus momentos de inspiração ou delírios.
orfão
e se o sangue que corre
enviesado e esdrúxulo
por entre as minhas veias
imperceptíveis e silenciosas
não for o mesmo que o teu
é porque a memória
póstuma do pai
tão eloquente e imbecil
precisa e irredutível
acendeu a suspeita
brilhante e nítida
de que a névoa
impulsiva desvelou
a verdade de termos sido
na mentira sangrenta
irmãos.
(Pedro Rodrigues de Menezes, “orfão”)
