Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço
A Bahia já me deu régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu
Aquele abraço!
Pra você que me esqueceu
Aquele abraço!
Minha vida está perdida
Já nem sei pra onde eu devo caminhar
E o meu tempo, eu sei, é pouco
É preciso, amor, lhe encontrar
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro.
Eu já nem sei o que mata mais
Se o trânsito, a fome ou a guerra
Se chega alguém querendo consertar
Vem logo a ordem de cima
Pega esse idiota e enterra
Todo mundo querendo descobrir seu ovo de Colombo.
Se eu o fizer, vão superar em alguns dias o fato que foi motivado por algo que levou uma vida para ser superado.
Parafraseando Albert Einstein
e Charles Bukowski, eu digo:
o sábio é aquele que explica
uma coisa complexa
de forma simples.
Em tudo que vivemos agora só me resta uma lembrança, ter vc comigo era tudo que eu queria.
Nem sempre as coisas são do jeito que pensamos ou fazemos... Mas meus sentimentos sempre estarão comigo, como fantasmas me assombrando ou anjos me abençoando.
O desejo é algo que podemos controlar, o amor não.
Eu me lembro de meu pai consertando coisas velhas
Ele ficava por horas a fio arrumando cadeiras, pequenos objetos
Quando ia tratar de seus passarinhos, fazia isso como num ritual:
Assoprava o alpiste, trocava a água, limpava o fundo da gaiola
Cuidava das coisas com um desvelo que não existe mais
Quando eu era criança era ele que desembaraçava os meus cabelos
Eu devia ter uns cinco anos e o meu cabelo chegava na cintura
Mecha por mecha, ele ia enrolando os cachos
Nem sei se gostava de fazer isso
Mas era ele quem fazia
Era ele quem cuidava de seus filhos...
Meu pai falava pouco
Mas era sempre um bom exemplo
Era justo, correto e honesto
E tratava a minha mãe com um respeito que eu nunca mais vi
Usava calças sisudas e camisas engomadas
Seu cabelo estava sempre impecável
E seu rosto lisinho
Caminhava com as mãos para trás
E eu às vezes faço isso
Mesmo sem me dar conta
Na quadra J o corpo do meu pai foi enterrado quando ele morreu
Mas o meu pai, meu pai mesmo ainda está vivo
Toda vez que eu olho para aquela sanfona que ele tocava
Toda vez que eu ouço "Saudades de Matão"...
Eu estava só
E vi o seu rosto
Achei bonito aquele rosto
Perdido numa multidão
de outros rostos...
De repente
O seu rosto falou
E eu prestei atenção
E o seu rosto
Fez a multidão sumir...
Em celebração ao Dia do Índio e Dia do Descobrimento do Brasil eu vou meter o pé na porta da casa de alguém e expulsá-lo dizendo que a casa agora é minha!
Eu agradeço imensamente à todos os azedos que já tive que conviver e ainda convivo na minha vida. São eles que me ensinam definitivamente o que não quero ser.
Eu viajo para encontrar pessoas diferentes, lugares diferentes, emoções diferentes. Às vezes, encontro comigo. E estou diferente.
