Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Sonhei que estava caminhando
Era um andarilho
Com a mochila nas costas
Eu subia uma estrada
Era de noite
Vi a cidade iluminada
Pensei estar chegando
Em Ijuí
Mas era
Porto Alegre
Rumo ao sul
Meus passos me guiavam
Eu era um andarilho
Com uma mochila
E muita história
Pra encontrar
Eu acredito em frases belas
Em sorrisos largos
Acredito em abraços apertados
Acredito em contos
Nos encantos e na magia de um final feliz.
Acredito na vida, nos sonhos.
Acredito em tudo...
Tudo o que me faz viver, sempre acreditando.
Eu ainda estou aqui
Hoje você me lembrou coisas que vivemos,
Momentos em que eu ainda era imaturo demais.
Aquilo marcou um período que tivemos,
Uma amizade que se criou,
Tempo que não volta mais.
Eu era criança, não tão ingenuo,
Com você eu andava,
E feliz já estava.
Não percebia, quão precioso é o tempo,
O quanto se perde, se não o aproveito.
Aquilo talvez fosse um passatempo,
Porém, se criou um grande efeito.
Na incerteza do amanhã,
Aprendi viver o meu hoje de forma intensa,
Dando valor a cada gesto,
Buscando de tudo, aquilo que se compensa.
Hoje eu sei,
Que por mais que eu viva,
Ainda não é o bastante.
Pois existe, e sempre existirá, uma expectativa,
Que circunda você, que se fez tão importante.
Então não tento fugir da realidade,
O fato é que, com o tempo me perdi.
Mas eu bem sei a verdade,
Eu ainda estou aqui.
Quando olho para o meu passado, vejo uma garota bem parecida comigo - por acaso, eu mesma - porém, mais ingênua, com menos conhecimento, com menos sonhos, fantasias, amores. Mas é preciso eu olhar para o meu futuro, e então encontrar uma garota melhor do que eu hoje. Essa será eu, realizada.
Foi ai então que eu percebi que nem sempre o que
parece ser certo pra mim .. realmente é o certo a se
fazer .. as vezes a gente precisa errar um pouco pra
aprender a viver, e não cair no mesmo erro novamente ..
por isso se hoje eu sou o que sou, é porque um dia eu
fiz o que eu não devia fazer, e disso tomei uma lição
de vida que considero como um tijolo para construção da
minha fortaleza que eu costumo chamar de carácter.
Se eu contasse quantas vezes eu nem sequer tentei, daria um livro dos maiores atentados contra meus sonhos.
Como e quando eu poderei desfrutar do meu amor? quando e como você voltará a me amar... eu mesmo me pergunto sabendo a mesma resposta, se ela deixou de me amar então ela não sentia absolutamente nada por mim... eu só busco tentar me iludir, até por que meus pensamentos já não são pensamentos, todas as minhas emoções se voltaram contra mim, estou só nessa vida, eu não entendo como pude ser tão burro em tentar me perguntar algo que não tem resposta, algo que não tem perdão.
E talvez no fundo eu ainda seja a adolescente romântica sonhando com o príncipe encantado que sabemos bem que nunca existiu,mas afinal que mulher não sonha com um amor capaz de mudar sua vida da forma mais louca e inesperada possível,que mulher não sonha em ser importante pra alguém,me arrisco a dizer que amar e não ser correspondido não seja uma dor tão grande comparado ao fato de não ter ninguém pra amar!!E não!Não estou apaixonada !
É essa queda por poetas
Que me faz chegar ao fundo
Quando eu tento me erguer
Giovani me derruba
Com o menor sarau do mundo
Se o amor me chamar
Eu vou
Se ele me chamar
Eu vou
If the love call all me
I go
If him call all me
I go
O Mendigo
Todos os dias eu o vejo ali tremulo,
Meio que sem enxergar as pessoas,
Pedindo por um pouco de solução,
Para os problemas que não pediu...
As vezes quando chove, ele se molha,
E as pessoas ainda dizem:
“Quem ta na chuva é pra se molhar!”
E ele não tem onde se abrigar.
As vezes pede um pão
E lhe dão um não...
Ele tem mal cheiro,
Anda mijado a um tempão.
Qual Charles Chaplin ele anda
Todo maltrapilho, Carlitos...
Roupas rasgadas, fala inglês,
Parece ser muito inteligente.
Lhe acompanha um cão,
Companheiro de tradição...
Ele olha para as pessoas
Mas não as vê...
Ele vê a fome que lhe assola,
Ele vê as águas das chuvas
Que molham o seu colchão...
E não vê nada, o resmungão.
Não vê que o seu céu já esta no limite;
Não vê que ninguém o ajudará...
Ele vê e ouve tudo mas, infelizmente,
Não enxerga os carros passando.
Se alimenta de restos bolorentos,
Que invade em uma lixeira,
Para se safar da fome, ele come...
Lixo e desprezo social...
Algumas vezes ele desaparece
Depois aparece e, some novamente.
Imundo, fede feito um porco,
Mas não liga nem um pouco.
Este mendigo tateia as paredes
Tentando fugir do trânsito
E dos transeuntes dispersos,
Mais cegos que ele, talvez.
Se espera alguma coisa,
Já deve ter passado sem que visse.
Se espera por alguma ajuda,
Ainda não veio...
E pelo jeito, nunca virá...
As pessoas não dão a mínima
Para o mendigo que, letárgico,
Anseia, como eles, por melhores dias.
Queria eu que o teu amor fosse como o meu. Queria eu que o teu amor ao menos existisse, assim como o meu existe.
