Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Quero espaço.
Espaço para mim.
Espaço onde há liberdade
para eu existir.
Quero escrever o que minha alma grita,
sem me preocupar com métrica
ou rima.
As estrelas se alinham
e formam constelações,
mas há um universo de distância entre elas, para que tenham espaço
e brilhem.
Quero espaço para brilhar.
Espaço para respirar.
Espaço para me amar.
Mas sou brinquedo
das suas carências.
Há um mundo fora do meu quarto,
mas não minto quando digo
que há outro dentro dele.
Me dê espaço.
Permita que eu escolha
o filme que vou assistir.
Deixe minha liberdade
existir.
Me dê espaço.
Era eu o sol da minha própria existência.
Era minha dor tão profunda quanto o oceano,
e minha insegurança tão vasta quanto o céu.
Mas tornaste tudo isso pequeno.
Chamam de corajoso o poeta que despiu
sua alma e conseguiu expor algo formoso.
Eu o chamo de louco!
Se sou uma carta, prefiro
que minhas linhas permaneçam em anonimato;
afinal, conheço meus pecados.
Fui, no entanto, até em entrelinhas, lido pelo Senhor; versos que nem mesmo em um ímpeto de coragem haveria escrito, em seu coração se fizeram conhecidos.
Nem de tudo que leste te agradaste.
Encontraste falsidade, mentira, preguiça e ironia; ainda assim, destes garranchos que sou,
fez poesia.
Dizer 'eu te amo' é muito bonito, mas sinto que, ultimamente, essas palavras se tornaram automáticas. Eu não quero que você as diga apenas por hábito ou para preencher o silêncio no final do dia.O que eu realmente busco não está no que você fala, mas em como você age.Eu quero sentir o seu amor na prática: no jeito que você me apoia quando percebe que tive um dia difícil, e na sua disposição de estar presente de verdade, sem distrações. Se as palavras sumissem do mundo amanhã, como eu saberia que sou importante para você? É essa certeza que eu quero viver todos os dias através das suas ações.Não preciso de grandes discursos ou de promessas exageradas. Preciso apenas de reciprocidade e verdade. Se eu estiver passando por um momento difícil, não vou precisar de um 'sinto muito' — vou precisar do seu abraço e do seu suporte real.Me conquiste nos detalhes cotidianos. Mostre-me com atitudes o que sentimos um pelo outro.
Talvez você esteja lendo isso agora e rindo com seus amigos sobre como eu implorei para você ficar. Talvez você use essa sinceridade que finge ter, mas que nós dois sabemos que não é real.Eu escrevo apenas para te dizer uma coisa: continue vivendo na sua ilusão.É impressionante como é fácil para você agir como se eu não existisse e como se nada disso te afetasse. Você se esconde atrás de aparências e finge que está tudo bem, enquanto eu preciso lidar sozinho com o estrago que você causou. Sei que ignorar a realidade é muito mais confortável para você.Você pode fazer piada com o meu sofrimento e transformar a nossa história em conversa de bar. Pode tentar convencer as pessoas e a si mesma de que fez a coisa certa. Mas, no fundo, existe uma verdade que você nunca vai conseguir apagar: você não faz a menor ideia do quanto eu precisei de você.Siga a sua vida fingindo ser a vítima ou a heroína dessa história. Eu vou ficar aqui encarando a realidade e superando o que você me fez passar, enquanto você finge não carregar nenhuma culpa pelo que deixou para trás.Aproveite a sua consciência limpa enquanto ela durar. O choque de realidade, quando vier, vai ser muito mais doloroso do que o seu fingimento.Com a indignação de quem não esqueceu o que você fez,(Aquele que você deixou para trás)
Queria ter reinventado cada momento com você, pra que esses mesmos momentos eu pudesse fazer diferente!
Eu sou um farol, no fim de tudo em meio a tantas questões, habilidades e pessoas estou aqui para guiar o caminho para chegar a algum lugar, não sou mais do que isso, parado e seguro. Que sentimento doloroso, agora me pergunto o que os faróis sentem? Algum vez alguém considerou mudar ele de lugar? De alguma forma nem mesmo pensar nele em um ponto diferente?
Que cada batida do meu coração contenha o teu nome e a promessa: que até em outras vidas eu te amarei como o amei nessa—Fernando Machado.
Olhos castanhos
Por céus como eu queria que seus olhos encontrassem os meus,
Olhos doces e castanhos...
Mas seus olhos não possuem mais o mesmo brilho por mim,
Quem dera você quisesse ser meu sol,
Para cessar esses dias de escuridão,
Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Sinto cada vez mais que estou te esquecendo,
Como se a névoa estivesse se espalhando em minhas memórias.
Quem dera você pudesse provar seu amor,
Até mesmo lutando contra tropas inimigas por mim,
Viajar até a China para me presentear com a mais bela Jade...
Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Que aceitaria esses presentes e a sua vitória sobre as tropas inimigas...
Me arrependo da primeira troca de olhares que tive com seus olhos...
Doces olhos castanhos
Meu bem
eu tava indo embora
Agora estou olhando a lua com voce do meu lado
Me sinto realizada de ter voce comigo
As vezes nao me dou tao bem assim com as palavras
É por que realmente
Nao da pra explicar a sensação de te olhar
Pois vejo outras constelações
É como se saisse por alguns minutos ou segundos
Do meu próprio corpo
E fosse teletransportada para outra dimensão
Ao te beijar
Desejo nunca mais sair do momento
E quando me abraca
Me sinto tão única
Que sinto a necessidade de de novo te falar o quao apaixonada sou por voce
Pelo seu jeito iluminado
Pela sua fe
Sua fe move montanhas
Moveu a minha
Voce e LUZ
amo quando deixa eu te cuidar
E te acarinhar
Me sinto rica.
Te quero todos os dias
Te quero em paz
Me quero em paz
Quero a gente em paz
Voce apagou na massagem
Amo essa sensação.
Que estou fazendo parte do seu descanso
E contribuindo para que ele aconteça
Meu bem
Te amo tanto
E te quero tanto
Estou com voce para o que der e vier.
Sou sua fortaleza
Sua âncora
Sua gata
Sua paixão eterna
Sua
Só sua
E de mais ninguém.
2026
"Ontem eu te vi"
Ontem eu te vi.
No mesmo lugar que orou pra sair.
Eu vi quando você pediu uma saída,
quando prometeu que nunca mais voltaria.
O que prometeu não conseguiu cumprir,
escolheu cair invés de me ouvir.
E mesmo sabendo onde aquilo ia te levar,
você voltou.
Ontem eu te vi
acordar pensando:
“o que foi que eu fiz?”
Eu vi o peso que você carregou em silêncio,
a vontade de voltar no tempo
e fazer diferente.
Mas me diz...
O teu coração se vende por tão pouco?
Valeu a pena?
Você sabe que não.
Eu te falo para fugir
e você não me escutou.
Eu não estava tentando tirar de você
aquilo que te fazia feliz.
Eu estava tentando te livrar
daquilo que um dia faria você chorar.
Mas você chamou de liberdade
aquilo que estava te prendendo.
Chamou de escolha
aquilo que já tinha virado hábito.
E então, no último dia,
o pecado que decidiu domar
e tratar como um bichinho de estimação
traz a conta.
Porque tudo aquilo que você alimenta
um dia cresce.
E aquilo que você achou
que conseguiria controlar,
agora controla você.
Valeu a pena?
Me diz.
Quantas vezes você disse
“é a última vez”?
Quantas vezes prometeu
que amanhã seria diferente?
Quantas vezes caiu,
levantou,
chorou,
pediu perdão...
e voltou para o mesmo lugar?
Eu estava lá.
Quando ninguém viu.
Quando você fechou a porta.
Quando fingiu que estava tudo bem.
Quando sorriu para todo mundo
e por dentro estava cansado de lutar.
Eu vi.
Eu quero te ajudar,
mas você não se ajuda.
Não porque eu não possa te levantar.
Mas porque você continua escolhendo
aquilo que te derruba.
Eu estendo a mão.
E você continua olhando para trás.
Você pede que eu mude a sua vida,
mas ainda segura aquilo
que está destruindo ela.
Você pede uma nova história,
mas insiste em voltar para o mesmo capítulo.
Então me escuta.
Eu não desisti de você.
Se eu tivesse desistido,
você não estaria lendo isso agora.
Você ainda pode voltar.
Ainda pode largar.
Ainda pode dizer não.
Ainda pode escolher diferente.
Mas não espere perder tudo
para perceber o valor daquilo
que eu estava tentando preservar.
Porque talvez o seu maior erro
não tenha sido cair.
Talvez tenha sido acreditar
que precisava continuar no chão.
Eu te vi cair.
Eu te vi chorar.
Eu te vi se arrepender.
E eu também vi
todas as vezes que você tentou esconder de mim
aquilo que eu já conhecia.
Eu não quero a sua perfeição.
Eu quero o seu coração.
Então volta.
Antes que aquilo que hoje parece pequeno
se torne aquilo que amanhã
você vai implorar para esquecer.
E quando você olhar para trás
e perguntar:
“por que eu não ouvi?”
Lembre-se...
Eu estava falando com você o tempo todo.
Gênese Moral
As escolhas e mudanças almejadas
devem ser todas engendradas
ante o eu primordial
e no silêncio total
de nossa vasta escuridão.
ENQUANTO ELA DORME
é noite, e perto de mim dorme a minha amada
eu, à distância de mil pensamentos,
tento ouvir seu ressonar de paz.
será que ela sonha?
será que quando acordar
se lembrará que vivo estou?
a minha amada tem os olhos azuis
da cor da esperança
suas mãos são finas,
macias como lã de algodão.
ela tem um corpo esculpido
de quase perfeição.
minha amada,
quando sorri ilumina a noite
a noite de treva e solidão.
mas, a minha amada dorme,
minha amada não sabe
que morro aqui, ao seu lado,
acordado, tentando dormir também
para lhe encontrar.
oh, se ela pudesse me ouvir,
oh, se ela pudesse vir aqui
por um instante.
minha amada não respira
o mesmo ar que eu.
de onde estou não posso chegar até ela,
a não ser em pensamento.
nossa cama parece um imenso oceano,
e eu só tenho as mãos para lhe abraçar.
tudo que eu queria nessa vida
era que ela pudesse ouvir meus pensamentos
para que ela soubesse o quanto a desejo,
oh, quem dera,
que ela um dia desses
me acordasse com um beijo.
mas a minha amada dorme,
enquanto eu escrevo poesias,
em delírios que me consomem,
mesmo distante
em noites de insônia
como uma sombra
eu ainda a vejo..
Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.
A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.
Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.
Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.
Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.
Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.
Sou um renascentista
Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.
Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.
Segundo Shakespeare, nascemos chorando nesse teatro de loucos.
Eu nasci negando.
Nego tudo, nego a origem.
Nego o passado, nego o presente, nego o futuro.
Nego a ideia de túmulo eterno,
a ideia do pó que volta ao pó.
A intensidade do pensamento é tão grande, tão imensa,
mas a gente pensa que isso, essa energia etérea,
aprendeu a migrar para outros mundos,
outros fundos, outros abismos.
E aí, mesmo essa ideia que seria sublime, confortante, eu nego,
porque não há plenitude na mente que estaciona
e aceita qualquer coisa como verdade absoluta.
Eu sei que você tem perguntado por mim. Fico sabendo das suas dúvidas por aí, quando você questiona se eu realmente existo ou se já estou a caminho. A verdade é que eu também estou nessa busca.Talvez eu esteja agora mesmo na mesma livraria que você frequenta, ou talvez eu more em outra cidade e o destino ainda esteja organizando o nosso encontro. Enquanto você se pergunta quem eu sou e o que faço da vida, eu sigo aprendendo a ser a pessoa que você espera. Estou vivendo, errando e me preparando para o momento em que os nossos caminhos finalmente se cruzarem.Não pense que estou me escondendo de propósito. Às vezes, a vida exige que a gente passe por outras experiências primeiro, só para darmos o devido valor quando o nosso encontro real acontecer.O que posso te prometer hoje:Eu existo: mesmo que agora eu seja apenas uma ideia na sua mente.Eu vou chegar: não no seu tempo, nem no meu, mas no momento exato em que estivermos prontos para voar juntos.Eu também espero por você: com a mesma leveza e com o mesmo frio na barriga.
